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sexta-feira, 3 de junho de 2011

JÁ PENSOU DESCOBRIR QUE ARAMOS O CAMPO ERRADO?

Durante muitos anos eu trabalhei em uma pequena organização missionária chamada NOVIDADE (Nossas Vidas Damos a Deus). Uma das maiores preocupações que tínhamos era manter a instituição funcionando. Isso consumia grande parte de nossos pensamentos, de nosso trabalho e energia. Logicamente essas preocupações “roubavam” o tempo que poderia ser investido em relacionamento com as pessoas. Essa situação chegou a tal ponto que a instituição virou um fim em si mesma! Trabalhávamos em função dela, e por isso (somado a outros pontos) resolvemos fechá-la.
É o que dá quando perdemos de vista que somos um corpo, e não uma organização.
Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.” (1 Coríntios 12:27)
Quando nos preocupamos com o número de pessoas que foram à reunião da Igreja, pode ser um sintoma de que temos um pensamento organizacional da mesma. Por outro lado, se atentamos às pessoas que ali estavam, seja lá quantas foram, isso pode revelar que já nos conscientizamos que somos corpo.
Não descarto nem menosprezo todo o trabalho organizacional e administrativo das instituições cristãs. Dou graças a Deus por Ele separar pessoas muito competentes para fazer esses serviços. Mas essas providências precisam ser realizadas de uma forma amorosa e humana.
Trabalhar para a manutenção eclesiástica em detrimento do servir em amor cristão, é farisaísmo.
PARA REFLETIR:
Ele (Jesus) é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia.” (Colossenses 1:18)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

PARADIGMAS DESATUALIZADOS

Alguém me contou essa ilustração da qual gostei muito. Um repórter foi designado para fazer a cobertura de uns exercícios militares. Durante aquelas manobras esse jornalista perguntou ao comandante qual era a função de um soldado que ficava o tempo todo parado em pé em cima de uma colina. A resposta obtida foi surpreendente: ele estava ali para tomar conta dos cavalos. “Mas não há mais cavalaria nessa tropa!”, retrucou o repórter. “É que o livro de instruções ainda determina que haja um homem nessa função”.
Muitas vezes mantemos alguns paradigmas que foram úteis no passado mas depois perderam a razão de ser. Padrões são normatizados para não serem esquecidos. Mas se porventura perdem sua causa de existir, continuam a ser feitos mesmo sem utilidade. Transformam-se em tradições intocáveis.
Alguns itens na liturgia de cultos, esquemas e formas de reuniões (tais como local, dia e hora), maneiras de se pregar, orar e pensar, são apenas alguns exemplos. Esses são exemplos coletivos, mas há também paradigmas individuais: ocupar sempre o mesmo lugar no Templo, maneiras de se vestir, formas de se falar, e ainda outros.
Nesse sentido foi que Jesus contrastou a Graça (o novo) com a religiosidade judaica (o velho):
Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Marcos 2:21-22)
Que tradições precisam ser revistas em sua Igreja?
E na sua vida?