“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele? E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.” (Marcos 2:23-28)
Todos somos legalistas, em maior ou menor medida. E gostamos de sê-lo. Por que?
Primeiro isso nos proporciona a oportunidade de nos avaliarmos sempre a nosso favor. Se não conseguimos cumprir todas as regras que nos impomos, pelo menos uma parte o fazemos. “Não leio minha Bíblia todos os dias, mas sou assíduo na ida aos cultos”. “É verdade que fora da Igreja eu minto, mas em compensação canto no coral”.
Em segundo lugar, regras legalistas nos ajudam a nos compararmos com os outros. “Fulano de tal mais falta à Escola Bíblica do que comparece. Eu não, toda semana estou lá”.
Isso é loucura.
“Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez.” (2 Coríntios 10:12)
Uma última observação se faz necessária: cumprir os princípios bíblicos não é ser legalista. Devemos estar atentos para não passarmos para o liberalismo.



















