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quarta-feira, 6 de julho de 2011

EZEQUIEL DA SILVA

Essa figura, que tanta raiva causou a tantos, é criação minha. Foi um projeto que levei avante de criar alguns heterônimos e colocá-los como comentaristas no Blog para retratar personalidades da nossa época. Foi um sucesso maior do que eu esperava.
Por que? Toda e qualquer ação do Ezequiel foram copiadas das ações, afirmações e pensamentos de inúmeros crentes evangélicos com os quais cruzei na minha vida cristã. É por essa razão que o personagem é tão vívido, a ponto de todos acreditarem ser real.
Tenho que confessar uma coisa: eu me diverti muito com as diversas reações de muitos de vocês.
A estratégia usada foi a mesma usada pelos autores do desenho seriado Simpsons; Por que esse desenho nos incomoda? Justamente porque por nos mostrar como somos mas não admitimos sê-lo.
O Ezequiel da Silva é um pouco de todos nós, um Frank Satin no qual costurei um pedaço de você, de mim, de nós.
Reaja. Xingue. Reclame.
Enfim, gostaria de ver o seu comentário.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

UMA ÚLTIMA OLHADA

Desde que me casei já mudamos de casa 4 vezes. Em cada uma dessas mudanças eu fiz uma coisa que apreciei bastante: depois que todas as coisas já estavam no caminhão, fui lentamente, cômodo por cômodo, agora vazios de móveis e objetos, mas repletos de recordações. Dei uma última olhada em cada canto onde foi vivida a “nossa história”, afluente da História Geral.
Uma última olhada. Serve para fixar na memória, como “marcos antigos”, a forma como vivemos a nossa vida aqui na terra. Esses marcos antigos servem para demarcar nossas conquistas e heranças concedidas pelo Senhor.
É a isso que o seguinte versículo se refere:
Não mudes os marcos do teu próximo, que os antigos fixaram na tua herança, na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá para a possuíres.” (Deuteronômio 19:14)
O apartamento no qual moramos agora é nosso, não é alugado. Dali só nos mudamos se quisermos. E queremos. Para onde? Vou responder com um versículo:
Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.” (João 14:2)
Mais outro verso:
Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.” (2 Coríntios 5:1).
Uma última olhada para contabilizarmos nossos afetos e desafetos, vitórias e derrotas, amigos e inimigos, amores e desamores, acertos e fracassos.
Para você que concordou comigo mas acha que essa mudança não é para agora, eis um versículo:
Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20)
E por fim, só resta notar que, como “desse mundo não levamos nada”, não precisaremos de caminhão.
PARA MEDITAR:
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2 Timóteo 4:7)

terça-feira, 21 de junho de 2011

CONVERSA VAI, CONVERSA VEM

Ontem não postei texto algum porque passei a manhã inteira (período que geralmente uso para escrever) conversando. Momentos preciosos de crescimento fraternal e espiritual.
Primeiro foi com o meu pastor, o Fernando Leite. Muitas idéias, experiências e conselhos cujo valor é incalculável. Depois foi com o Bruno Neves, conversamos bastante sobre um texto bíblico sobre o qual ele vai pregar nesse fim de semana. Foi muito legal. Depois veio o João Rodrigues. Ele compartilhou umas coisas que tem descoberto em umas pesquisas às quais tem se dedicado.
Depois, para fechar com chave de ouro, veio uma senhora de 83 anos, a Dona Cida. Ela marcou um horário comigo, sabe para que? Só para conversar. E foi uma conversa muito rica!
Ainda outro dia, estava um frio terrível, eu tinha um monte de coisas para fazer, mas investi um tempão conversando com o João Sacchi, que também é missionário e pastor aqui na nossa Igreja. E não foi sobre trabalho que falamos. Conversamos sobre a natureza, sobre como são mais saborosas as hortaliças colhidas de uma horta caseira, sobre alguns amigos comuns e outros assuntos mais. E o serviço lá, me esperando. Mas não me arrependi nem um pouco. Valeu muito.
O que você acha de tudo isso?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

DENTES À MOSTRA

A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita”. (Mahatma Gandhi)
Eu vi, não foi alguém que me contou. O dirigente do Coral de uma determinada Igreja, durante o culto, primeiro, com um gesto, fez os cantores ficarem em pé; com outro sinal, fez com que abrissem as partituras, e com um último gesto, fez com que todos do coro ... sorrissem!
Afinal, todos os cristãos, sempre, estão felizes. Será?
Jesus chorou.” (João 11:35)
Acredito que esse negócio de o crente estar sempre sorrindo é um paradigma criado por nós mesmos. Achamos que temos que anunciar o evangelho como uma eterna fonte de alegria. Só que isso chega a ser “propaganda enganosa”, pois a vida real nem sempre segue tal padrão. Temos tristezas. Cada dia traz, em seu bojo, o seu mal.
Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:34)
Como cristãos, temos motivos de sobra para sermos felizes, mas temos nossas tristezas que não devem ser desprezadas.
Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria”. (Khalil Gibran)
Acho que pode ser hipócrita o sorrir só quando estamos sendo filmados. Você concorda?
PARA REFLETIR:
Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.” (Salmos 126:5)

domingo, 8 de maio de 2011

UMA DAS COISAS MAIS SUBLIMES É O MAMAR

Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles”. (Victor Hugo)
Hoje a minha mãe (que eu apelidei de Nega) está velinha, 83 anos, e por isso não tem mais aquela habilidade que tinha antes, tanto que já quase não lida com o fogão. Mas ela fazia um bolinho de batata com salsicha dentro que era uma delícia! Quando ela os fazia era uma festa. E como a Denise não gosta de salsicha, a Nega fazia alguns com queijo, que também eram fantásticos.
Lembranças que enternecem meu coração mas que me deixam um pouco triste, pois são tempos irrecuperáveis. Hoje eu cuido da minha “véia”, não do jeito que gostaria, mas do jeito que posso.
Deus foi fantástico quando “bolou” esse negócio de mãe. Mãe, para mim, é algo sobrenatural. Veja, por exemplo, o que diz esse ditado judeu: “Uma mãe entende até o que um filho não diz”.
Uma das cenas bíblicas mais impressionantes é essa:
E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.” (João 19:25)
Maria, a mãe de Jesus, estava junto à cruz! Que sofrimento, que dor ela deve ter sentido! Ela foi a única pessoa de toda a humanidade que acompanhou Jesus Cristo por toda a Sua vida terrena.
Não é nada fácil ser mãe.
Para terminar, veja essa declaração do John Lennon: “Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi “feliz”. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida”.
PARA REFLETIR:
E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração.” (Lucas 2:47-51)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

CASAMENTO IRREAL

Ao ver que os filhos do profeta Samuel não seriam bons sucessores na liderança de sua nação, o povo de Israel pediu àquele já idoso homem de Deus, um rei. Se você for ler esse episódio em 1 Samuel 8, vai ver que os israelitas preferiram a liderança e o status de uma monarquia à segurança da teocracia.
O preço disso eles aceitaram e pagaram: teriam que fornecer e manter um exército de soldados, um enorme número de serviçais, sustentar a opulência e a ostentação do luxo, pagariam impostos e perderiam a liberdade.
Todos nós queremos ter um rei ou uma rainha. Elegemos e sustentamos o Rei do Futebol, do Carnaval, do Baião, dos Baixinhos, da Festa do Morango ou do Abacaxi, nas Escolas de Samba muitas fantasias são de condes, duques, e mais a Rainha da Bateria.
Por que isso? Ainda estou pensando no assunto e não achei uma explicação.
Será que nós projetamos na família real nossos sonhos e anseios almejados para nós mesmos? Eu confesso que já desejei (hoje não mais) ser o centro das atenções e ter muitos à minha disposição.
Para concluir, permita-me lançar mão de um neologismo: temo que em alguns momentos da minha vida eu opte pela “xykocracia” em detrimento da teocracia. E pago o preço exorbitante disso.
PARA REFLETIR:
Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” (Apocalipse 19:11-16)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

POR UM OUTRO ÂNGULO

Não escrevi antes sobre o massacre das crianças lá em Realengo, no Rio de Janeiro, porque queria pensar a respeito, e formular uma idéia desligada do lugar-comum passado e repassado pelos noticiários das emissoras de rádio e televisão.
É difícil eu chorar mas, ao ver a cobertura jornalística dessa tragédia, me vieram lágrimas aos olhos. Pelas crianças que morreram e pelas que assistiram tudo. Mas o que me fez pensar foram as causas que levaram o assassino a cometer aquela loucura. Foram três as principais.
Antes de mais nada, ficamos sabendo que ele era uma pessoa solitária. Veja o que a Bíblia fala sobre gente assim: “Quem não gosta de estar na companhia dos outros só está interessado em si mesmo e rejeita todos os bons conselhos.” (Provérbios 18:1 NTLH)
Segunda coisa: ele vivia o tempo todo na INTERNET. Como tudo, esse excelente meio de comunicação pode ser mau usado, e é quase certo que era isso que o Wellington fazia, ou então não queimaria sua máquina.
E por fim, tudo nos leva a acreditar que ele se sentia rejeitado. A aceitação pelo grupo de amigos é fundamental para os adolescentes e jovens. A rejeição desequilibra e as machucaduras que causam deixam sequelas. Por essa razão é que agora a sociedade começa (tardiamente?) a tratar de evitar o “bulling”.
Penso que a principal reação de alguém que sofre um ou todos esses males é desprezar os outros como seres humanos. E a partir daí, qualquer coisa que esse alguém fizer que prejudique o outro “passa a ser válida”, desde receber um troco a mais e não devolver, até matar.
Mas o mal começa pequeno, dentro do coração. Há outras formas de se matar alguém sem se usar revólveres ou outras armas:
Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: “Não mate. Quem matar será julgado.” Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado. Quem disser ao seu irmão: “Você não vale nada” será julgado pelo tribunal. E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno.” (Mateus 5:21-22 NTLH)
E se aquele infanticida tivesse sido um pouco mais amado? Não afirmo que ele não teria feito o que fez, mas vale a pena pensarmos mais sobre isso. Pelo que tudo indica, parece que também ele foi “morto” na infância.

terça-feira, 29 de março de 2011

TEMPO LIVRE

Não me lembro se era um Bispo ou Cardeal da Igreja Católica, só lembro que era uma grande autoridade e que estava se aposentando. Um repórter lhe perguntou o que ele pretendia fazer com o seu tempo mais livre dali para a frente, e sua resposta me marcou profundamente: “Quero rezar mais”.
Acredito que o que ele quis afirmar é que, agora sem as exigências de seu cargo, as quais lhe tomavam muito tempo, tal homem poderia se dedicar mais às práticas espirituais. Ou disciplinas espirituais se você assim o preferir. Ler a Bíblia, orar, jejuar, meditar, tudo isso demando tempo, e isso me parece que é uma coisa que a cada dia que passa temos menos. Digo “me parece” porque ainda não tive tempo de refletir mais acuradamente sobre esse assunto.
Não tenho nada contra o descanso. É necessário. Observe esse versículo:
E Jesus lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham.” (Marcos 6:31)
O problema é outro. Notei, não sem me preocupar, que hoje há uma busca quase que frenética pelo entretenimento ou lazer. Compare:
Porém é só gozo e alegria que se vêem; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho e se diz: Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (Isaías 22:13)
Vivemos como se não houvesse vida após a morte!
Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (1 Coríntios 15:32)
Quando vou tirar férias eu planejo como vou utilizar meu tempo livre: leitura da Bíblia e tempos de oração, livros a serem lidos, pessoas que quero ficar mais junto e etc ... Há pessoas que preferem ficar sem fazer nada; eu prefiro fazer mais do que gosto. Sem perder de vista que um dia vamos dar conta de tudo.
De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Eclesiastes 12:13-14)
Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5:10)
PARA REFLETIR:
Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” (Salmos 90:12 NTLH)

segunda-feira, 28 de março de 2011

COM CRISTO NO BARCO

Nesses dias de férias fiz um passeio fantástico que pensei ser impossível eu fazer, ou seja, um cruzeiro marítimo! Primeira observação que quero fazer: o navio treme e balança muito. Mas é gostoso, nem a Denise nem eu passamos mal.
Agora imagine você pegar um barco enorme, colocar nele um edifício de 15 andares, um clube, um pequeno shopping, um teatro, bares, restaurantes, lanchonete, casas noturnas, isso sem contar o hotel. Assim é um navio de cruzeiro.
Ali há muita coisa e muita atividade de lazer. Assim mesmo li minha Bíblia todos os dias. Conto isso não para me vangloriar (ler a Bíblia para mim é um prazer, então me vangloriar do que?), faço-o para testemunhar (estou lendo as Escrituras de capa a capa pela 28a vez).
Ler a Palavra de Deus, seja lá onde for, dá uma perspectiva espiritual do que está à volta da gente. Por exemplo: na saudação que o Comandante do navio deu aos passageiros, citando o poeta francês Chateaubriand, esse homem falou da sensação ímpar que é ter “duas imensidões” nos cercando, o céu acima de nós e o oceano por baixo. Quando o comandante falou isso, meu pensamento se voltou para o meu Deus, o Criador de tais maravilhas. A leitura também fez com que eu visse com “outros olhos” aquelas paisagens do mar e da costa.
É como digo: Deus não tira férias (nem o Diabo). Isso me fez lembrar do casal que ao sair de férias perdeu o avião por não achar as passagens. Dias depois as acharam, estavam dentro da Bíblia do marido, a qual ficou na estante da sala, postas ali pela mulher achando que com certeza esse seria um item da bagagem que ele não deixaria em casa, mas deixou.
Quando você sai de férias leva a sua Bíblia? Ou de outra forma, Deus “vai junto”?
PARA REFLETIR:
“Fale sempre do que está escrito no Livro da Lei. Estude esse livro dia e noite e se esforce para viver de acordo com tudo o que está escrito nele. Se fizer isso, tudo lhe correrá bem, e você terá sucesso.” (Josué 1:8 NTLH)

quinta-feira, 10 de março de 2011

A LIÇÃO QUE MEU TIO CARLOS ME DEIXOU

Ter tio é uma coisa muito boa. Eu tive ótimos tios. Meu tio Carlos já morreu. Ele foi um dos tios que mais gostei. Alegre, ditos espirituosos, ótimo piadista, brincalhão, bagunceiro de jeito que todo menino gosta. Foi esse tio que me inspirou a querer um dia cursar a faculdade de direito. Isso aconteceu porque ele, já casado e com filhos, foi estudar para ser advogado.
Um dia o tio Carlos me contou de uma prova escrita que teve que fazer naquela faculdade. O professor relatou um caso fictício de um açougueiro que é acusado por um crime. Os alunos tinham que ser o advogado do réu. O tio Carlos fez um trabalho de defesa fantástico que até o professor elogiou. Mas, dos 10 pontos que ele poderia tirar, só ganhou 5, para seu grande espanto e indignação. É claro que meu tio foi conversar com o professor. A explicação que recebeu foi que no trabalho, meu tio só fez a defesa imaginando que o tal açougueiro fosse inocente. “Mas como defender um culpado?” foi a pergunta feita por aquele ainda aluno ao professor, o qual respondeu: “Assegurando-lhe uma pena justa, nem mais rigorosa nem mais frouxa do que a merecida”.
Infelizmente a vida não é assim! Mas ...
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” (Mateus 5:6)
PARA REFLETIR:
Compassivo e justo é o SENHOR; o nosso Deus é misericordioso.” (Salmos 116:5

quarta-feira, 9 de março de 2011

JÁ QUE VAI FAZER JUSTIÇA, FAÇA DIREITO

Há um pequeno roedor que possui uma estratégia de defesa que é fantástica. Aliás, acho que foi no programa Fantástico que eu vi isso. Só que não lembro o nome do bichinho. No seu território, esse pequeno animal faz inúmeras trilhas entrelaçadas. Quando um predador, um lagarto por exemplo, tenta pegá-lo, ele corre pelas trilhas, as quais conhece muitíssimo bem, até que seu perseguidor se perca e não consegue achá-lo.
Assim é o direito, um conjunto de regras jurídicas que regem a conduta. Os legisladores fazem um emaranhado de normas no qual eles circulam com muita familiaridade. Os leigos ali se perdem, e “ganha” que corre melhor nesse labirinto. Será que isso é feito de propósito? Tendo a pensar que sim. Como os fariseus doutores da lai, que multiplicaram as regras religiosas.
O direito é diferente da justiça. A justiça é estabelecer, aplicar e defender o direito de igualdade de todos os cidadãos.
Há um ditado que distorce a definição desses termos mas mostra a realidade da vida: “Justiça é o que se consegue provar no tribunal”. O fato é que se você quer justiça, não espere encontrá-la em um tribunal. Pode ser que o consiga ou não. Quem for mais hábil com o direito, ganha a causa.
E nem sempre isso é justo. Pode até ser dentro da lei.
PARA REFLETIR:
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16-17, destaque meu)

sexta-feira, 4 de março de 2011

CARNAVAL NÃO É BRINCADEIRA

O Carnaval não é brincadeira, é coisa séria, pois mostra muitas realidades. Uma pessoa equilibrada, em paz com Deus, com os outros e consigo mesmo, não “precisa se acabar” no Carnaval. Devo essa idéia ao Paulo, filho da Célia aqui da Capelania. Só que os excessos já não acontecem só no carnaval, é o ano inteiro. Não defendo a idéia da necessidade de repressão, mas de um controle do que é excessivo.
Isso é que me preocupa. A Denise, minha mulher, me fez notar o tanto que as pessoas estão bebendo. Podemos ver isso nos carrinhos de supermercados com muitas embalagens de bebidas alcoólicas, pessoas que não podem nem esperar e já começam a beber ainda na fila do caixa, no trânsito motoristas bebendo apesar de ser contra a lei, em restaurantes, bares, lanchonetes, e até mesmo na rua, enfim, não é difícil vermos pessoas se embriagando.
Certa vez conversei com uma moça, paciente do hospital portadora do vírus da AIDS. Ela estava internada devido aos excessos com sexo, drogas e bebidas. Melhorou e teve alta. Na hora de ela ir embora eu recomendei que ela parasse com aquela vida que levava. Sua resposta foi dizer que tinha que aproveitar a vida ao máximo. Minha única observação foi alertá-la que aquilo não era aproveitar a vida, mas sim, namorar com a morte.
O pensamento geral hoje é:
Porém é só gozo e alegria que se vêem; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho e se diz: Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (Isaías 22:13)
Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (1 Coríntios 15:32)
Com isso, a Vida se esvai, como por entre os dedos.
PARA REFLETIR:
Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:9-10)

terça-feira, 1 de março de 2011

O CARNAVAL ESTÁ ACABANDO?

Minha família sempre gostou muito do Carnaval. Desde criança eu ia aos bailes. Cresci e continuei indo.
Quando eu era moço nós morávamos em um apartamento na Francisco Glicério (aqui em Campinas) e era naquela avenida que se realizavam os desfiles das Escolas de Samba e Blocos. Meus amigos vinham até lá para ficarmos vendo o desfile da varanda e beber, beber ... Lá pelas 11 horas íamos para o baile para brincar, namorar e beber, beber ... Eu bebia em demasia todas as 4 noites do Carnaval, e durante o dia passava muito mal. Enjoo, dor de cabeça, tontura. Era horrível.
Em um determinado ano resolvi experimentar passar aqueles 4 dias de folia sem beber. Quer saber de uma coisa? Me diverti muitíssimo mais!
Aí no ano seguinte, resolvi experimentar aqueles 4 dias sem o Carnaval. Foi extremamente mais prazeroso!! Foi quando descobri que não gostava, e ainda não gosto, dessa festa.
Mas por que não gosto? Porque, obviamente, é só coisa que não presta que tem ali. Eu “ia meio que no embalo”. Sempre fui e sempre achava que tinha que ir. Então ia.
Certa vez um rapaz me falou que “o Carnaval para ele era sagrado”, ele tinha que ir. Chamei-o de lado e pedi que ele não usasse o termo “sagrado”, para não misturar as coisas. O Carnaval não tem nada de sagrado, muito pelo contrário, é mundano e demoníaco.
Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)
Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 João 2:15-17)
O Carnaval é o mundo se apresentando descaradamente. Me preocupam mais as suas manifestações sutis e disfarçadas fora desse período. O Carnaval, como a “festa da carne”, anda mais fantasiado durante o ano inteiro do que nos 4 dias de reinado do Rei Momo. Os Retiros de Carnaval deveriam durar pelos outros 361 dias do ano.
Mas o que vemos é um constante desfile.
Como “Comissão de Frente”, vem o alcoolismo fantasiado de Beber Socialmente.
Depois vem a ala da grosseria fantasiada de Sinceridade e Transparência.
Em seguida tem o destaque da desonestidade fantasiada de Sinal de Inteligência.
A promiscuidade, semi-nua, aparece em seguida fantasiada de Aproveitar a Vida.
A futilidade vem fantasiada de Etiqueta.
O bloco chamado de Valores é composto por pessoas tais como o Desamor, a Desunião, o Desprezo aos Outros, etc..., todos fantasiados de atores de novela.
Encerrando o desfile vem o carro alegórico chamado Religião, cujo destaque lá em cima é a hipocrisia, com uma deslumbrante fantasia de Espiritualidade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SEGURA NA MÃO DE DEUS

De vez em quando eu fico com vontade de receber um abraço de Deus. Ou de ficar de mãos dadas com Ele. São momentos de profunda carência.
Me lembrei agora de um episódio ocorrido com uma amiga minha, a Rosinha, que é Assistente Social. Em visita a um orfanato, enquanto conversava com uma funcionária do mesmo, uma menininha de uns 2 ou 3 anos, que estava internada ali, ficou pedindo insistentemente: “Tia, me levanta e me põe em cima do balcão”. A Rosa assim o fez. Quase que imediatamente, ela pediu: “Tia, desce eu”. Logo em seguida pediu para que a pusesse em cima novamente. Mal sentou no balcão já pediu para que a colocasse no chão. Aí a Rosa entendeu: o que a menina tinha era uma forte carência de contato físico. A Rosinha a pegou no colo e ficou assim com ela. Ela sossegou!
Talvez seja por isso que diversos jovens compartilhem o seguinte comigo: “Pastor, eu quero namorar”. Muitos deles me asseguram, sem eu falar, que entendem que a Graça de Deus deveria lhes bastar, mas afirmam ser muito difícil passar por essa situação. Eu sei, já passei por isso.
Já não sei mais quantos abraços precisamos receber por dia, desconfio que isso varia de pessoa para pessoa e também da fase em que a pessoa está vivendo. Mas que necessitamos desse carinho de tempos em tempos, isso eu não tenho dúvidas. Que venha de um namorado, do cônjuge, dos pais, irmãos, amigos ou de um cristão. Mas que venha.
Mas como abraçar a Deus, que é Espírito?
Sabe o que Deus fez para resolver isso? Fez a mim e a você! Li um livro (não lembro qual é) em que o autor se dispôs a ser os braços, as mãos, as pernas e os pés de Jesus enquanto vivesse. Ele queria ser de uma forma bem prática, o Corpo de Cristo.
Vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.” (1 Coríntios 12:27)
PARA REFLETIR:
Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28:20)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

HAL-9000

Ouvi no rádio a notícia contando que os cientistas estão trabalhando no desenvolvimento da “Informática Semântica”. É resumidamente o seguinte: se o usuário estiver fazendo uma pesquisa em geografia e usar a palavra Peru, o computador já identifica esse termo com aquele país; mas se a pessoa estiver procurando receitas para uma ceia de Natal, o programa já relaciona a palavra à ave.
Isso facilitaria muito na busca para a pesquisa de um determinado assunto. A não ser, como bem observou a Denise, que a pessoa esteja querendo ir para aquele país e lá fazer uma ceia de Natal.
Com esse avanço tecnológico, o computador já vai filtrando todas as informações que não interessam. Mas não é tão simples, pois há muitas e sutis diferenças entre culturas que um programa de computador não pode perceber e avaliar.
Estou contando isso porque em uma conversa sobre esse assunto com o Édison Kitaka, da Informática do HC, nos ocorreu que o cérebro humano realiza todas esses filtros e distinções e nós nem nos damos conta! Certa vez um amigo comentou a infinidade de cálculos que o cérebro de um motorista de carro faz ao realizar uma simples ultrapassagem! Velocidade de dois ou três veículos, distâncias, espaços, ângulos, aceleração, desaceleração, já pensou nisso?
Esses pensamentos me inspiram a louvar a Deus. A você não?
Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem.” (Salmos 139:14)
PARA REFLETIR:
Quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:16)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PASSANDO PERFUME ENQUANTO CHUPA BALA

Gosto muito dessa música dos Titãs (composição de Arnaldo Antunes) chamada “Não Vou Me Adaptar”:
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia/Eu não encho mais a casa de alegria/Os anos se passaram enquanto eu dormia/E quem eu queria bem me esquecia.../Será que eu falei o que ninguém ouvia?/Será que eu escutei o que ninguém dizia?/Eu não vou me adaptar .../Eu não tenho mais a cara que eu tinha/No espelho essa cara não é minha/Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho a minha barba estava desse tamanho.../Será que eu falei o que ninguém ouvia?/Será que eu escutei o que ninguém dizia?/Eu não vou me adaptar ...”.
A letra dessa música retrata magistralmente o que sente um adolescente. Pelo menos eu me sentia assim. Fase dificílima para pais e educadores dessas criaturas maravilhosas e assustadoras. De uma hora para outra os pais percebem que já não é mais possível nem saudável manter o controle total sobre a vida dos filhos. Deixar que eles “andem com as próprias pernas” é um exercício tremendo (em todos os sentidos) de fé e confiança.
Só nos resta a obrigação de estabelecer os limites. E quanto a isso não podemos ser omissos pois, além de ser nossa obrigação, é o que esperam de nós, consciente ou inconscientemente, nossos adolescentes.
Do meu ponto de vista, mais preocupante que os namoricos e etc e tal, é o questionamento que o jovem adolescente faz sistematicamente da autoridade e sabedoria dos mais velhos. Isso é mais acentuado e grave na pós-modernidade.
Com uma pré-disposição à desobediência, eles colocam em cheque ordens, valores, experiência dos mais velhos e até crenças!
Mas por que não? Se todo mundo faz por que eu não posso fazer? Mas por que não? Isso era no seu tempo! Mas por que não? O meu caso é diferente! Mas por que não? Você não confia em mim?! Mas por que não???
E a pior de todas: ISSO NÃO TEM NADA A VER! Toda vez que a Cíntia, minha filha, falava isso, aí é que eu me preocupava e ficava de olho. Se você prestar bem a atenção, esse é um argumento de quem não tem mais argumentos e quer encerrar o assunto o mais rápido possível.
PARA REFLETIR:
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22:6 RA)
OBSERVAÇÃO: Em lugar de “não se desviará dele” melhor seria traduzir por “não se esquecerá dele”.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

IRMÃ LURDES

Quando eu trabalhava em uma missão chamada NOVIDADE, que visava levar jovens a ter uma vida com Deus, nós frequentemente usávamos um lugar para retiros em Valinhos (cidade vizinha de Campinas), a Chácara São Joaquim. Esse local, antigas instalações de uma grande fazenda, era (e acho que é ainda) administrado por freiras. Talvez por ser evangélico, não sei ao certo, mas eu tinha curiosidade de saber o que leva uma mulher a se tornar freira. Como já tinha muita amizade com a Irmã Lurdes, uma simpática mulher de cabelos brancos, aproveitei uma tarde em que estava com ela, tomando um café na cozinha, para perguntar-lhe qual foi a razão que a levara a vestir o hábito.
Sua resposta me surpreendeu positivamente. Disse-me que quando era bem mocinha, lendo a Bíblia, ela descobriu que Jesus havia morrido na cruz para perdoar os nossos pecados, então, por amor, ela resolveu dedicar toda a sua vida a Ele. Ao pedir orientação a diversas pessoas, alguém lhe disse que esse propósito só seria possível se ela se tornasse freira. E foi o que ela fez. Hoje seria diferente, pois mesmo na Igreja Católica uma pessoa pode se dedicar totalmente a Deus sem ter que entrar para alguma Ordem religiosa.
Quais eram os serviços que aquela freira realizava ali naquela Chácara? Primeiro ela gerenciava toda a hospedagem dos diversos retiros. Em segundo lugar, ela cuidava do grande galinheiro que havia naquela chácara. E por fim, cuidava de uma outra freira que morava lá e que, de tão velhinha, já não saia mais da cama.
O que quero ressaltar não é ser ou não pastor, padre, freira, missionário. Isso é lá com cada um. Prefiro destacar o exemplo da vontade de se servir ao Senhor por amor.
Servi ao SENHOR com alegria.” (Salmos 100:2)
Cuidando de galinhas, de negócios ou de alguém necessitado, o importante é que seja para Deus.
PARA REFLETIR:
E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3:17)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FORMATURA

Não faz muito tempo um amigo veio compartilhar comigo a decisão que ele havia tomado de mudar a filha dele de escola. A menina não queria se separar das amigas, mas o pai foi inflexível. A razão para isso foi uma só: a escola em que ela estudava ensinava visando o crescimento da cultura dos alunos, enquanto que a escola para a qual ela foi, prepara para o vestibular. Meio titubeante, questionei essa decisão. Esse meu amigo foi taxativo: “Eu quero que ela se forme em uma faculdade, e ponto final”.
Passar no vestibular não significa que o aluno aprendeu o que deveria ter aprendido. É como uma pessoa pensar que já sabe dirigir um automóvel só porque tirou a Carteira de Motorista. Mas passar no vestibular é o primeiro passo para se formar na faculdade. Inclusive a palavra vestibular significa “relativo ao vestíbulo, que é o espaço de entrada de um edifício”.
Outra coisa: esse negócio de vestibular é cruel. Além da tensão de “ter” que passar nesses exames, o jovem de 17 ou 18 anos de idade (quase que escrevo criança em vez de jovem!) tem que decidir o que vai ser sua profissão para toda a vida! E com todos em volta, inclusive os pais, torcendo. Seja aplaudindo ou vaiando.
Agora, pensa comigo: o que quer dizer a palavra “formatura”? Quer dizer que o aluno adquiriu a forma que a escola ou faculdade querem que o aluno tenha. Desprezam a forma do aluno e lhe imprimem a forma que desejam. Isso é positivo? Penso que não. E o pior é que todos nós comemoramos!
O pai do meu barbeiro, que também tinha essa profissão, obrigou os 4 filhos a aprenderem o que eles chamam de “arte capilar”. Nenhum deles queria, mas o pai ficou firme no propósito de deixar aos moços um ofício. Todos exerceram essa profissão, assim como alguns dos seus filhos.
Em outras sociedades e outros tempos, já está ou estava estabelecido que o filho seguirá ou seguiria a carreira do pai.
“Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?” (Mateus 13:55)
“Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele.” (Marcos 6:3)
Isso já pré-estabelecido não traz toda aquela angústia aos jovens.
Qual o melhor sistema? Estou pensando ainda.
PARA REFLETIR:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:1-2)

domingo, 30 de janeiro de 2011

ARQUITETURA DOS RELACIONAMENTOS

Se nós repararmos bem, "a gente" não se fala mais.
Antigamente as casas tinham varandas enormes onde as famílias se reuniam para conversar e estar juntos. Havia também a sala de visitas, hoje substituída por uma edícula com churrasqueira, só usada quando há visitas. A cozinha também servia para a família conviver, já que as mesmas (cozinha e família) eram grandes. A cozinha era aconchegante e todos comiam as refeições juntos ali.
Já não há mais varandas nem sala de visitas. Há a sala de televisão, que tende a desaparecer, pois os aparelhos de TV estão indo para os quartos. Cada um tem que ter o seu. Dá para calcular o prejuízo que essa mudança nos hábitos causa nos relacionamentos interpessoais.
Vejamos os casados, por exemplo: os poucos momentos de intimidade física, emocional e de conversas no quarto, pode ser atrapalhado porque acabou a propaganda e recomeçou o programa ou a novela. Isso sem falar nos filhos que pegaram o prato de comida na pequena cozinha e foram comer cada um no seu quarto, na frente da TV ou do computador. Logo, logo os pais vão desejar boa noite para os filhos por e-mail.
Com isso nós não sabemos mais conversar. É possível perceber isso lá no HC-UNICAMP, onde fazemos o trabalho de Capelania hospitalar. As pessoas que cercam o paciente, seja da equipe de saúde, ou parentes, amigos ou quaisquer outros, não sabem exatamente o que falar para aquele que padece, e muito menos ouvi-lo! Parece que existem paredes de alvenaria que os rodeiam, e quando percebem que elas não existem, constroem "muros" de outro tipo, tais como "Tenho que sair para telefonar", lugares-comuns, representações quase que teatrais ou mesmo um sumiço como por mágica!!!!
Note: às vezes, ou quase sempre, aquela é a hora em que a pessoa mais precisa conversar!
Se nós não sabemos mais nos relacionar uns com os outros, também não o sabemos com Deus! Esse princípio está bem colocado no seguinte versículo:
Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê (1 João 4:20 RA).
Isso é coisa séria!
Gostaria de conversar sobre isso com vocês. Mesmo que seja pela INTERNET.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A REALIDADE FANTÁSTICA DA FANTÁSTICA REALIDADE

Estou descobrindo e ficando fascinado com o Realismo Fantástico. Meu único contato com esse estilo foi a novela Saramandaia (aquela que tem a música “Pavão Mysteriozo”). Acabei de ler “100 anos de solidão” de Gabriel García Márquez, livro que ganhei da minha enorme amiga Rosinha.
Essa obra é realmente fantástica.
Tem uns “lances” geniais. Vou contar rapidinho, à guisa de exemplo, dois deles.
O primeiro deles é o de uma moça que tem um caso com um rapaz, cuja característica principal é sempre ficar cercado por borboletas amarelas que ficam voando ao redor dele o tempo todo. A partir do momento que começa o relacionamento entre ambos, algumas das borboletas passam a voejar também em volta dela em todos os momentos. Descobertos pela família dela, o casal é separado, cada um deles indo para um lado com suas respectivas borboletas. Quando o rapaz morre, as borboletas deixam a moça.
Isso ilustra (na minha opinião de uma forma extremamente bonita) que no amor, uma parte de nós vai para o outro. Mas aí me fica uma dúvida: essa parte desaparece com a morte do outro? Não necessariamente com a morte física, mas talvez com outro tipo de morte, como por exemplo, ela trocar as borboletas amarelas pelas azuis.
Outro lance genial é quando uma chuva torrencial e infindável inunda a cidade. A casa da família cuja estória é contada nessa obra, também é inundada. A matriarca da família então pede ao marido que coloque a mesa e as cadeiras da sala de jantar sobre tijolos. Isso feito, ela continua servindo as refeições com porcelanas bonitas, talheres e toalhas finas. As aparências precisam ser mantidas apesar das calamidades? Mas a grande lição é que, apesar de tudo, a vida continua.
Com isso tudo quero mostrar que nós cristãos devemos ler mais livros não evangélicos. Primeiro porque isso faz com que nossos neurônios se exercitem (ver filmes é bom, mas vem tudo pronto, sem dar muito espaço à criatividade); em segundo lugar porque nos dá uma cosmovisão da vida; e por último, é importante conhecermos o outro lado das idéias, mesmo que não concordemos ou não gostemos.
PARA CONFRONTAR E REFLETIR:
“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Josué 1:8-9)