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terça-feira, 7 de junho de 2011

UM HOMEM EM CIMA DA MARQUISE

Imagine uma dessas ruas de comércio extremamente movimentadas. Como a "25 de março" lá em São Paulo. Você já deve ter visto, é muita gente.
Pois bem, agora imagine que ali naquela calçada, no meio da multidão, haja um homem querendo falar alguma coisa para as pessoas que por ali passam. Ele gesticula, fala alto, tenta pedir para um ou outro parar, grita, e nada, todos apressados seguem seu caminho sem prestar atenção naquele sujeito.
Mas ele não desiste. Ao ver uma marquise que serve de cobertura para uma loja, pensa que falando lá de cima as pessoas lhe darão atenção. Sobe lá (não me pergunte como) e tenta dar sua mensagem. Nada novamente, só uma ou outra pessoa deu uma rápida olhada para cima e continuou seu caminho.
Desanimado, ele sentou em uma pilha de tijolos que estavam ali e pensou: "Se eu jogar essas moedas que tenho no bolso, eles vão querer me ouvir". Dito e feito, só que ninguém olhou para cima da marquise, todos ficaram olhando para o chão querendo mais moedas.
Frustrado, aquele homem ia se sentar quando teve outra idéia: "Vou dar umas tijoladas neles". E assim fez.
Todos se voltaram para ele!
Parece Deus querendo falar conosco, não parece?!
Estamos, muitas vezes, apressados demais para ouvir o que Deus tem para nos dizer.
Quando Ele nos manda bençãos, só olhamos para as mesmas ou "para baixo", querendo mais.
Só vamos nos voltar para Ele quando nos manda aflições.
Medite sobre o seguinte versículo:
“Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.” (Jó 2:10)

domingo, 5 de junho de 2011

A COBRA SÓ FICOU OLHANDO

Tudo começou com um fiapo minúsculo de pensamento. Se ele tivesse banido essa idéia da sua mente, não teria morrido. Não havia ninguém em casa. Esse pedacinho de pensamento consistiu em imaginar o prato de rabanetes saturnianos. Ele sabia que era proibido comer dessa iguaria de manhã, mas se tinha uma coisa que o fazia salivar de tanto que gostava, eram aquelas bolotas pequenas, verdes por fora e brancas por dentro.
Continuou fazendo o que estava fazendo e com isso se distraiu, mas não demorou muito e lá estava ele pensando nos “rabassatus” como eram chamados os rabanetes saturnianos. Só que dessa vez ele os imaginou já com o molho à base de manteiga e sal, que era a sua paixão gastronômica. Dessa vez não foi só um fiapo de idéia, mas um pensamento mais elaborado. Tentou continuar o que estava fazendo, mas o pensamento o atraia mais e mais.
Foi até a geladeira só para ver se tinha rabassatus, só para ver, imagine que ele iria comer uma coisa proibida! E se podia comer à noite por que teria que esperar até lá? Mas ele só ia ver se tinha. Quando abriu a geladeira, lá no fundo, atrás das frutas, havia um prato cheio de rabanetes saturnianos! E com molho de manteiga e sal!! Sem perceber (ou será que percebeu?) ele puxou o prato para a frente e empurrou as frutas para o fundo.
Fechou a porta da geladeira e começou a pôr os talheres, guardanapo, tudo na mesa, racionalizando que deixaria as coisa já adiantadas para o jantar.
Mas não deu 10 minutos e lá estava ele comendo os rabassatus, e ainda se lambuzando com o molho.
Quando acabou, ou melhor, quando parou de comer, pois não teve vontade de comer tudo, sentiu uma frustração inesperada. Embora a comida estivesse perfeita, sua expectativa tinha sido maior. E ainda havia aquela incômoda sensação de culpa.
Quando tirou o prato e os talheres para lavá-los na pia, viu que teria que limpar também a mesa. Depois de deixar tudo arrumado ele foi para a sala. Só que ele não viu que ficou uma mancha de molho no chão.
Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Não vos enganeis, meus amados irmãos.” (Tiago 1:13-16)
Agora pensa e responda: qual é seu prato predileto?

sábado, 4 de junho de 2011

ADORADO MONSTRO

Talvez você não acredite, mas no sótão lá de casa tem um monstro. Como todo monstro ele é horrível, mas eu gosto de brincar com ele. Esse incrível morador do meu sótão é daqueles monstros que de tão feios acabam sendo bonitinhos. É agradável estar lá em cima, gostoso mesmo.
No começo eu brincava só um pouquinho e estava bom, depois eu ia querendo sempre mais, e mais. No fim eu acabo gastando tempo demais ali; deixo de fazer um monte de coisas importantes só para brincar com ele. Depois só fica aquele como se fosse um gosto amargo na boca.
E para subir é tão fácil! Basta subir a escadinha. O primeiro degrau é lembrar que “todo mundo faz, por que eu não posso?”; o segundo é só pensar que “eu mereço”; o terceiro degrau é afirmar com convicção que “essa vai ser a última vez”, e assim por diante.
Já cansaram de me falar que um dia esse monstro vai me matar, e eu acredito nisso, mas eu gosto tanto de brincar com ele que tenho pena de matá-lo.
Você pode estar se perguntando quem é que alimenta o monstrengo. Pode parecer incrível mas ... sou eu mesmo. É isso mesmo, tenho que reconhecer, quem dá comida para ele, regularmente, sou eu.
Quando me falavam que eu estava viciado nisso eu negava, enganando só a mim mesmo. Eu afirmava que poderia parar a hora que quisesse. Doce ilusão!
Diversas vezes decidi que não subiria mais lá. Cheguei a contar quanto tempo fiquei sem subir. Se não me engano meu recorde foi 2 meses, 3 dias e 14 horas. Agora imagina a frustração quando não aguentei mais e brinquei com ele.
Hoje eu não conto para ninguém que vou lá. Tenho vergonha e medo. Já tentei, mas os que ficaram sabendo me trucidaram. Acabaram comigo com acusações, broncas, sermões e desprezo. Nenhum deles confessou que tem lá seu adorado monstrinho, ou no sótão ou no porão de sua casa. O pior é que eu sei que todos possuem um, maior ou menor do que o meu. Se pelo menos um deles tivesse compartilhado essa falha mais íntima comigo, eu não me sentiria tão só, e assim não precisaria me esconder no sótão e brincar com meu adorado monstro.
Você tem sótão na sua casa? E porão?
E um ... nem preciso perguntar, pois eu sei que tem.

quarta-feira, 30 de março de 2011

QUANTO MAIS TIRA MAIS TEM

Sem ele saber de onde veio, em cima da sua mesa apareceu uma moeda de 1 Robusto (Robusto era a moeda corrente no seu país). Perguntou para um, perguntou para outro e não descobriu se era de alguém. Colocou a moeda no bolso e saiu. Parou em uma padaria, comprou umas balas com aquela moeda e as deu para um garoto pedinte de um sinaleiro. “O dinheiro não é meu, como vou ficar com ele para mim?”, pensou.
No dia seguinte, no mesmo lugar em cima da mesa havia uma nota de dez Robustos. Perguntou para um, perguntou para outro e não descobriu se era de alguém. Colocou a nota no bolso e saiu. Na saída deu os Rb10,00 para a faxineira comprar leite para os filhos dela. “O dinheiro não é meu, como vou ficar com ele para mim?”, pensou.
No terceiro dia apareceu uma nota de cem Robustos! Perguntou para um, perguntou para outro e não descobriu se era de alguém. Colocou a nota no bolso e saiu. Deu o dinheiro para um amigo que passava por dificuldades e precisava pagar água e luz da sua casa. “O dinheiro não é meu, como vou ficar com ele para mim?”, pensou.
Depois, no mesmo lugar, tinha Rb1000,00. Depois, Rb2000,00, depois Rb3000,00, e assim por diante.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ÀS VEZES DÓI

A entrada é toda molhada e escorregadia. Mas havia uma necessidade premente de eu fazer aquela incursão.
Passadas as primeiras dificuldades, consegui entrar no primeiro ambiente. Vou tentar descrevê-lo sem muitos detalhes para poupá-los de algo desagradabilíssimo. Para começar, ali é insuportavelmente fétido. E depois tudo se move constantemente numa única direção.
Saindo apressado dali, passei rapidinho pelo segundo ambiente. Não sei como descrever aquela parte da minha, digamos assim, aventura. Parece um enorme filtro. O cheiro é tão ruim quanto o anterior, só que diferente, mais forte e penetrante.
Já o terceiro ambiente é muito mais agradável. São quatro salas e por todas há uma quantidade impressionante de pastas de arquivo, cheias de documentos que relatam sentimentos, impressões, motivações e decisões. Consultei muitas delas. Tomei conhecimento de coisas que nem imaginava, umas boas, outras ruins. Mas eram coisas que eu precisava conhecer.
Dali fui para o quarto ambiente, que é todo cinza. Por todos os lados pode-se ver incontáveis condutores de impulsos elétricos semelhantes a luzes ou faíscas. É ali onde é processado todo o conteúdo do terceiro ambiente, aquele que tem quatro salas.
Finalmente cheguei ao quinto ambiente, que foi o último. Esse é estranho também. Tem um movimento cadenciado, é arejado é cheio de vento. Em um dos lados pude ver duas saídas, e para uma delas me dirigi.
Ao sair olhei para trás e o que eu vi foi meu próprio rosto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

DESCULPE, FOI ENGANO

Eu até entendo o fato de ele gostar de ficar sentado ali debaixo da cobertura do ponto do ônibus, que só passava por ali de manhã. Deixe-me dar um detalhe importante: esse lugar é numa estrada vicinal bem no interior. Estrada de terra mesmo, e só havia uma ou outra pessoa que passava por ali. Mas a espectativa de ver algum vizinho e trocar um dedo de prosa, mais o sossego do lugar, fazia com que de vez em quando, no final da tarde, depois de tomar banho, ele ficasse sentado uma ou duas horas naquele tosco banco de madeira sem encosto.
Certo dia aconteceu um negócio que o incomodou por um bom tempo. Estava ele sentado ali quando viu uma nuvem de poeira levantada por um carro que se aproximava. Era um Fusca, cor de mostarda, bem arrumadinho mas bem sujo do pó da estrada. Dentro tinha um rapaz que ao vê-lo ali parou o carro e perguntou qual o caminho para se chegar à Chácara Paraíso. Ele sabia que o rapaz teria que voltar pelo caminho que viera mas, talvez pela timidez ou pelo acontecimento inusitado, ele ficou confuso e disse: “É só ir em frente toda a vida”. O rapaz agradeceu e se foi.
Isso causou um tal desconforto mental e emocional que, de tanto pensar ele se convenceu que não fizera nada errado. “No fim o rapaz se acha”.
Nunca mais ele ficou sentado ali.
PARA REFLETIR:
“Não vos enganeis, meus amados irmãos.” (Tiago 1:16)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

NO MEIO DO CAMINHO HAVIA UMA PEDRA

Ele estava insatisfeito com a sua Igreja, que era a Igreja de cá. Embora não admitisse isso, ele estava decidido a se transferir para a Igreja de lá. Não admitia porque dizia a todos que estava dando uma chance à sua Igreja de fazer alguma coisa para que ali ficasse.
Suas queixas começavam pelos bancos de madeira maciça, os quais pertencem à Igreja desde que ele nasceu. Não é que ultimamente eles se tornaram mais duros e incômodos! Os bancos da Igreja de lá são estofados.
E a temperatura do templo, então? No verão um forte calor e no inverno um frio insuportável. A Igreja de lá tem ar condicionado.
As vidraças da Igreja de cá o irritavam sobremaneira. Os vidros transparentes estavam sempre impecavelmente limpos, mas não tinham graça, beleza, vida, não diziam nem inspiravam nada. A Igreja de lá possui vitrais com mosaicos coloridos representando cenas bíblicas.
Expirado o prazo que ele mesmo estabelecera para que alguma coisa fosse feita, ele deixou a Igreja de cá e partiu para a Igreja de lá.
No meio do caminho encontrou um amigo o qual não via desde não sabia quando, parou para por os assuntos em dia. Isso o atrasou um pouco. Depois parou em uma lanchonete para tomar um suco. Mais um pequeno atraso. Depois foi ao clube, pois pagava a mensalidade e não aproveitava do mesmo. Foi visitar parentes, mais alguns amigos, uns dias para ficar em casa. E assim foi.
Até hoje não chegou lá.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A ÁRVORE DA MORTE

De tarde ele foi até o fundo do quintal da casa só para arejar um pouco a cabeça. Atrás da edícula onde ficava a lavanderia, havia uma pequena viela entre a parede e o muro. Bem no canto, fora da vista, nesse muro havia uma porta que dava acesso a um terreno baldio onde algumas árvores e muito mato cresciam esquecidos pelos moradores dali. Para sua surpresa, o cadeado que fechava aquela porta estava destrancado, mas com a chave ali. Ao passar para o outro lado, percebeu que daria para ir até o canto oposto do terreno e ele foi. Ao tirar o lenço do bolso para enxugar o rosto, caiu na terra uma moeda de 1 centavo. Ele a viu caindo mas não deu importância, talvez devido ao seu pequeno valor. Não só não ligou como, com o sapato, jogou-lhe terra por cima. Depois disso voltou para casa, fechando aquela porta e guardando a chave no bolso.
Depois daquela tarde, choveu muito por seis dias seguidos. No sétimo dia, quando finalmente houve uma estiagem, ele voltou lá e, para seu enorme espanto, daquela moedinha havia brotado uma árvore de dinheiro que já crescera até um metro de altura. E já havia alguns brotos de notas de cem. A árvore cresceu e, resumindo o caso, de um dia para o outro ele ficou rico.
Ninguém se preocupou muito em saber de onde vinha o dinheiro, somente se alegravam com ele. No começo tudo era uma maravilha, tudo era fácil, divertido, bens, mulheres, amigos, comidas, passeios, tudo ali, à disposição. Então ele começou a sentir falta do desafio das conquistas. Seus valores estavam todos subvertidos.
Toda a sua família se corrompeu.
Constatou que não tinha amigos, mas um monte de interesseiros que o bajulavam.
Sua nova situação gerou inveja.
E tudo isso fez com que ele ganhasse muitos inimigos.
Nesse tempo de sua vida, ele adquiriu uma doença tropical raríssima, cujos principais sintomas eram incontinência urinária e fecal, o que lhe causava enormes constrangimentos. Gastou uma fortuna imensa com médicos e tratamentos, mas seu mal era incurável.
Certa tarde ele foi até o fundo do quintal só para arejar um pouco a cabeça, pegou a chave do cadeado da porta, da qual ele não se separava nunca, e foi até sua árvore de dinheiro. Como sempre ela estava carregada de notas de cem.
No auge do desespero, ele foi até a lavanderia, pegou uma corda e enforcou-se no galho mais grosso da árvore de dinheiro.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O AQUÁRIO E O RIO

Todos a chamavam de Cléo, mas seu nome mesmo era Cleonice. A Cléo era uma peixinha vermelha que foi criada em um aquário quadrado. Para cuidar dela, seu dono estudara muito sobre esse tipo de peixe e sobre seu habitat natural: temperatura e ph da água, tipo de alimentação, vegetação e solo do fundo do rio, oxigenação, principais doenças, predadores, hábitos, isso e muitas outras coisas, tudo bem detalhado, foi objeto de estudo daquele homem.
De posse dessas informações, ele montou certinho o aquário; foi como se ele recortasse um pedaço do rio e pusesse ali dentro. Isso feito, colocou a Cléo no seu lar temporário.
Seu objetivo era criar um espécime saudável e forte para depois soltar no rio. E foi o que ele fez. Depois de um tempo, quando achou que ela estava formada, ele a soltou.
Nos dois primeiros dias ela “nadou quadrado”. Depois sumiu.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

NÃO!

As três estavam no pátio. A mãe, ao lado de um jardim que, ninguém sabe porque, tinha todas as plantas ressecadas. Do outro lado, uma senhora de cabelos brancos toda vestida de branco, e no centro, a filhinha, uma menina linda de 6 anos. Um verme comia lentamente o rosto da criança. A mãe e a outra mulher estavam sentadas e amarradas a duas cadeiras e tentavam, desesperadamente e sem sucesso, se libertar. A menina brincava distraída.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

AS SETE MORTES DE UM ÚNICO GATO

Um certo gato, chamado Bertolé, decidiu dedicar suas sete vidas a Deus. Com essa convicção bem firmada, ele começou a se dirigir a uma igreja para fazer sua oferta.
Quando ele foi cortar caminho por um beco, encontrou uma gata deitada em uma caixa de papelão com seus 4 filhotes. Ela estava desesperada, pois estava muito doente, quase à morte mesmo, e sua preocupação maior era como os gatinhos sobreviveriam sem ela. Depois de pensar um pouco, Bertolé resolveu dar uma de suas vidas a ela. Daria só 6 para Deus. E continuou seu caminho.
No cruzamento que havia adiante, nosso gato viu uma outra gata que seria atropelada por um carro, e só não o foi porque nosso herói se jogou, empurrou-a para a calçada e ficou em seu lugar ali no asfalto. Deus só ganharia 5 vidas.
Depois foi um gato velhinho que quase morreu de fome, a quem Bertolé deu sua última porção de ração, depois se colocou entre um cão feroz e uma gata velhinha, mais adiante salvou um filhote de gato de morrer afogado, impediu um gato de pisar em um telhado apodrecido caindo ele mesmo de lá de cima e por fim, ficou fazendo companhia a um gato que havia adquirido uma doença mortal e altamente contagiosa.
Quando o Bertolé chegou diante de Deus, desculpou-se que queria dar suas vidas a Ele mas as gastara todas, e agora não tinha nada para ofertar. A resposta de Deus foi surpreendente: “Eu recebi cada uma das suas vidas”.
Moral da história: quem dá aos necessitados o está fazendo ao próprio Deus.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

TOBIAS OR NOT TOBIAS

Os primeiros sintomas de que havia algo errado com aquela senhora, no começo fracos, foram não conseguir ler, esbarrar nos móveis e nas pessoas, enfim, problemas de visão. Surgiram bem no dia do aniversário da filha, no dia em que a menina completou 12 anos. Na realidade, foi durante a festa, que tinha como convidados as amigas e os amigos da garota (Ai, mãe! Não é nada disso que você está pensando, eles são só amigos!).
Depois, a cada dia que passava o problema piorava. Foi ao médico, fez todos os exames necessários mas o médico não achou nada de errado. Outros médicos, outra vez todos os exames, e nada.
Até que ela ficou cega de tudo.
A filha teve que parar de estudar para cuidar da mãe, que não queria, de jeito nenhum, outra pessoa para fazer isso. E estudar à noite a mãe achava extremamente perigoso e não queria nem tocar no assunto. Tobias, o pai, trabalhava o dia inteiro, então a filha, que era única, parou de estudar.
Aos 20 anos, essa menina chorou e desabafou com um pastor que fora visitar a mãe. Chorou muito, lamentando-se do fato de que sua vida se estagnara e que, como a água de um pântano, deteriorara-se.
Por influência e insistência do pastor arranjaram todo um esquema alternativo e aquela jovem arrumou um emprego e matriculou-se em um curso noturno.
No primeiro dia em que ela saiu para trabalhar e estudar, a mãe voltou a enxergar!
“Deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gênesis 2:24)
Baseado em muitas histórias reais.