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quarta-feira, 29 de junho de 2011

CONFESSO QUE NÃO SABIA

Já tive algumas oportunidades nas quais alguns pacientes aproveitaram que estavam internados, com um pastor à disposição, então quiseram se confessar. Note: eles tinham lá o seu pastor, seus irmãos mais velhos e experientes, família, mas não tinham liberdade e intimidade para se expor com uma confissão de pecados. A sua imagem ficaria comprometida. Mas com o pastor do hospital é diferente, ele não convive com o que se abre em suas falhas. Alguns desses pacientes (comigo, até hoje, só foram homens), após a confissão, dispensaram nossas visitas.
Isso demonstra a ânsia que muitos de nós temos de “colocar tudo para fora”.
Muito embora nunca tenha usufruído a contento da mesma, creio que a confissão auricular (onde o cristão confessa seus pecados frente a frente com o sacerdote) é uma das “instituições” mais valiosas que existem! É bíblica essa ordem:
Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tiago 5:16)
Há um potencial enorme de força terapêutica quando temos a oportunidade de nos abrirmos com alguém maduro e íntegro na fé.
Sabendo que é na cruz, e não na confissão em si, que nossos pecados são perdoados, busquemos essa preciosa prática cristã que, por diversos motivos, perdemos em alguma dobra do tempo passado.
A confissão dos pecados é o protocolizar a certeza do perdão. Nem o sacerdote nem o outro a quem se confessa, podem nos negar esse perdão que já dado por Deus Pai.
Mas atente para esse único pré-requisito: que a confissão seja precedida pelo arrependimento.
PARA REFLETIR:
Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:30)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

VOAR, NADAR E CORRER

Gosto de ilustrações. Um pastor comentou que só falta eu usar frases de pára-choque de caminhão para o nível cair de vez. Pior é que não falta, pois já usei.
E uma das melhores dessas ilustrações é uma que li e que conta que a águia, o pato e o avestruz foram para uma escola de treinamento. O currículo dessa escola determinava que cada aluno deveria aprender a voar, a nadar e a correr. Ficou bem ridículo o avestruz tentando voar como a águia, assim como a águia tentar nadar como o pato e também o pato tentar correr como o avestruz. A lição que podemos aprender daí é que cada um deve se concentrar em desenvolver suas próprias características, e não querer ser como os outros.
Assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,” (Romanos 12:4-5)
Uns foram feitos para trabalhar dentro da Igreja, outros em hospitais, ou presídios, ou ainda com moradores de rua, crianças, idosos, música e muitos outros serviços. Dois riscos corremos ao procurar o que fazer: primeiro, querermos ser como os outros são, desdenhando nossas características mais fortes, ou então não fazermos nada porque não conseguimos fazer tudo.
PARA REFLETIR:
Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (1 Pedro 4:10-11)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O QUE É MENTIRA

Mentira é quando alguém omite ou transforma a verdade para obter alguma vantagem para si mesmo. É um engano proposital, falsidade consciente e intencional.
Ou em um sentido mais amplo, tudo que não é o que parece ser. Por exemplo, Esaú e Jacó. Jacó se fez passar por Esaú diante do pai já cego pela idade, para ganhar a benção.
“Jacó foi a seu pai e disse: Meu pai! Ele respondeu: Fala! Quem és tu, meu filho? Respondeu Jacó a seu pai: Sou Esaú, teu primogênito; fiz o que me ordenaste. Levanta-te, pois, assenta-te e come da minha caça, para que me abençoes.” (Gênesis 27:18-19, leia depois do versículo 1 ao 30)
Temos uma outra ilustração bíblica mas de alguém que “mente” sem intenção de obter vantagem:
“O rei do Egito ordenou às parteiras hebréias, das quais uma se chamava Sifrá, e outra, Puá, dizendo: Quando servirdes de parteira às hebréias, examinai: se for filho, matai-o; mas, se for filha, que viva. As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como lhes ordenara o rei do Egito; antes, deixaram viver os meninos. Então, o rei do Egito chamou as parteiras e lhes disse: Por que fizestes isso e deixastes viver os meninos? Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; são vigorosas e, antes que lhes chegue a parteira, já deram à luz os seus filhos. E Deus fez bem às parteiras; e o povo aumentou e se tornou muito forte. E, porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes constituiu família.” (Êxodo 1:15-21)
Às vezes o que chamamos de “mentira” é apenas um eufemismo, ou o poupar alguém que não está preparado para ouvir a verdade. Por exemplo, nem todo mundo está em condições de ouvir que vai morrer em breve; nessas circunstâncias, dizer a verdade é crueldade.
Antes eu comparava a vida com um jogo de xadrez. Mas a vida nem sempre é preto ou branco. Há as áreas cinzas. Criança é que encara tudo como lado do bem ou do mal. Os legalistas é que gostam disso.
PARA REFLETIR:
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” (Tiago 1:5)

quinta-feira, 31 de março de 2011

EXISTE MENTIRA BENÉFICA?

Dona Izabel, que não era convertida ainda, em uma reunião de senhoras para estudos bíblicos, afirmou que acreditava em mentira benéfica. Isso deu uma boa discussão porque outras senhoras também pensavam assim. Já eu, que dirigia o grupo, tinha (e tenho ainda) outra opinião.
Creio que não devemos mentir nunca. Pode até ser extremamente difícil tal modo de viver, mas isso não altera o princípio.
Por que não devemos mentir? Por dois motivos:
Primeiro, há uma ordem bíblica bem clara para que o façamos: “Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos” (Colossenses 3:9)
Em segundo lugar, porque isso é coisa do Diabo: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44)
Um argumento forte para a defesa de que há “mentira benéfica” (conheço algumas pessoas sérias com Deus – alguns até mais do que eu – que acreditam nisso) é o seguinte: em alguns casos, a verdade pode causar mais estragos do que uma mentira. Confesso que posso citar algumas situações práticas onde parece que essa posição é válida. Mas note, não temos como avaliar e muito menos controlar as consequências de uma mentira. E como temos um mandamento específico para que não mintamos, pela fé cremos que Deus controla o que acontece após proferida a verdade. Estou pensando a longo prazo, chegando até a Eternidade.
Você confiaria em uma pessoa que mentiria para lhe poupar algum mal?
Mas, o que é mentira? Amanhã nós vemos isso, se Deus quiser.
Observação: amanhã é Primeiro de Abril.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A VIDA É UM TESTE DE MÚLTIPLA ESCOLHA

Há muita distorção (na maior parte das vezes feita propositalmente) do conceito da liberdade. Por exemplo: confundir liberdade de imprensa com liberdade para publicar sujeira.
Liberdade de imprensa (estendida a todo tipo de mídia) não é liberdade para disseminar mentiras, calúnias, obscenidades, material nocivo, ofensas, perversões e coisas que causam males aos outros. O livre pensar e externar suas opiniões são direitos que devem ser defendidos a todo custo. Porém a liberdade sempre deve vir acompanhada da responsabilidade.
Pelo livre-arbítrio que lhe é inerente, o homem tem a faculdade de traçar seus próprios rumos. Note:
Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.” (Deuteronômio 11:26-28)
A liberdade é essencialmente opção de escolha, e toda escolha redunda em perda. Agora, observe que ninguém quer perder, seja lá o que for.
Finalizando, note esse versículo: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5:13)
Como você tem usado sua liberdade? Quais escolhas você tem feito?
PARA REFLETIR:
Se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Josué 24:15)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SENTIDO OBRIGATÓRIO

Quando começa a vida de um ser humano?
Será que é no momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide? Mas há aí uma série de “acontecimentos” (que o Venâncio explicaria com mais detalhes), então, em qual desses momentos é o início de uma vida?
Guarda isso na cabeça que mais adiante vamos voltar a mexer com essas idéias.
Quando termina a vida de um ser humano?
Acho que todo mundo sabe que não é quando o coração pára de bater, e nem quando os pulmões deixam de funcionar. Então é quando o cérebro pára de funcionar? Ou só quando o Tronco Cerebral pára?
Com esses dois questionamentos em mente, permita-me ser um pouco filosófico, ou romântico, sei lá.
Uma pessoa pode já “nascer” junto com o desejo saudável de seus pais de terem uma criança como filho. Muitos, mesmo antes da concepção já montam o quarto do bebê, fazem enxoval, até escolhem prováveis nomes.
Por outro lado, uma pessoa pode continuar “viva” na memória dos que ficam!
O importante para a pessoa e para os que o cercam é ter um sentido para a vida. Esses pensamentos são muito importantes no nosso trabalho de capelania hospitalar. Enquanto os médicos procuram dar mais dias à vida do paciente, nós procuramos dar “mais vida aos dias do paciente”. Todos buscam isso de alguma forma: ou através da profissão, de dons artísticos, esportes, família, namorado, amigos, amantes, drogas, riquezas, bens e outros tantos mais.
Mas a vida só tem sentido em Deus.
“Eu (Jesus) vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10)
Sua vida faz sentido? Por que você diz isso?
PARA REFLETIR:
“Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse: —Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar.” (Lucas 14:25-27 NTLH)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

MUITO ENGRAÇADINHO

Qualquer que se tome demasiado a sério corre o risco de parecer ridículo. Não ocorre o mesmo com quem sempre é capaz de rir-se de si mesmo”.
Václav Havel (1936-?) Escritor, dramaturgo e político tcheco.
Eu me considero uma pessoa bem-humorada. São tão raros os momentos em que estou “azedo” que posso afirmar que estou sempre de bom humor. A Denise, que é a pessoa que mais me conhece, pode atestar isso.
Podemos ser bem-humorados se assim o decidirmos. Podemos estar tristes com algo ou alguém, mas continuarmos de bom-humor. Se repararmos bem, toda tristeza tem algo de cômico. Vamos pegar como exemplo um tombo. Você já riu de alguém que se esborrachou no chão? Já viu alguém rir da própria queda?
Infelizmente o inverso de tudo isso também é verdadeiro.
Agora, pensa comigo: se você estivesse selecionando uma pessoa para trabalhar ao seu lado, e tivesse que optar entre um mal-humorado e um bem-humorado, quem você escolheria? Por que?
Ou então o seguinte: se você estivesse disputando com alguém uma vaga para trabalhar ao lado do chefe, e o seu concorrente tivesse o humor contrário ao seu, quem seria escolhido? Por que?
Para concluir, a “teoria humoral hipocrática”, usada como base para a idéia de que o temperamento deve ser controlado pelo Espírito, faz com que as pessoas sejam “rotuladas” ou como melancólicos, ou sanguíneos, ou coléricos ou por fim fleumáticos. Não descarto a ação do Espírito Santo no controle dos nossos humores. O que não gosto é da teoria citada acima, também conhecida por “galênica”.
PARA REFLETIR:
O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.” (Provérbios 17:22)
O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.” (Provérbios 15:13)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

NA PORTA DO CÉU

Momentos antes de morrer, uma jovem senhora evangélica, que viveu uma vida exemplar (isso foi atestado por toda a família e amigos), me falou que iria para o céu só se Deus achasse que ela era merecedora.
Na hora me ocorreu que nenhum de nós é merecedor. A salvação é só pelos méritos da obra de Cristo na cruz. Eu creio nisso.
“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” (Atos 16:31)
Mas, será que se alguém que sempre respondeu positivamente às revelações de Deus contudo, por uma questão de intelectualidade, não entendeu o “plano de salvação” em Jesus, e na hora da morte faz uma declaração como a daquela senhora citada acima, será que Deus a impedirá de entrar no céu? Não creio que Ele faria uma coisa assim.
Somos salvos pela misericórdia e graça de Deus, e não por uma prova final, como se fosse um vestibular.
“O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:10-14)
Lembro-me de uma ocasião em que um amigo meu, dando um estudo bíblico, afirmou que se um muçulmano, em um país onde o cristianismo é completamente ignorado, responder positivamente às revelações de Deus, mesmo sem ouvir seja lá o que for sobre Jesus Cristo, tal indivíduo será salvo. Como eu estava presente ali na hora, discordei e o questionei. Hoje penso como ele.
Soberanamente, por misericórdia e graça, Deus nos leva para o céu.
PARA REFLETIR:
“Todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.” (João 1:16)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

VAI SER O MAIOR SUCESSO

Veja que texto legal esse aqui: "O homem de sucesso é o que viveu bem, riu muitas vezes e amou bastante; que conquistou o respeito dos homens inteligentes e o amor das crianças; que galgou uma posição respeitada e cumpriu suas tarefas; que deixou este mundo melhor do que encontrou, ao contribuir com uma flor mais bonita, um poema perfeito ou uma alma resgatada; que jamais deixou de apreciar a beleza do mundo ou falhou em expressá-la; que buscou o melhor nos outros e deu o melhor de si." (Robert Louis Stevenson)
Hoje vamos refletir sobre o sucesso. Sucesso aos olhos de Deus, não aos olhos dos outros. Isso não significa ter mais dinheiro, poder ou fama. Sucesso é ser feliz com Deus.
Leia com muita atenção esses três trechos da Bíblia:
“Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Josué 1:7-9)
“Aproximando-se os dias da morte de Davi, deu ele ordens a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem! Guarda os preceitos do SENHOR, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores;” (1 Reis 2:1-3)
“Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.” (Tiago 1:25)
A primeira coisa que podemos observar é que ser cristão exige coragem e hombridade.
Depois vamos notar que há duas coisas a serem feitas para obtermos sucesso. A primeira é um contato constante com a Palavra de Deus, e a segunda é a prática do que da Bíblia foi aprendido.
Atenção: não é porque um indivíduo é cristão que automática e passivamente ele será um sucesso!
A coisa funciona assim: se alguém quer ser um bom pai, por exemplo, ele deve buscar na Bíblia os princípios ali determinados, aplicá-los na sua vida e, aí sim, será um pai bem sucedido. A mesma coisa se aplica a ser um bom filho, marido, esposa, patrão, administração do dinheiro, relacionamentos com as outras pessoas, e por aí afora.
Bom sucesso para você!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

MESTRADO

Há, ou havia, não sei, uma coleção de livros intitulada Primeiros Passos. Todos os títulos de cada volume começam com “O que é ...” e depois o assunto, como por exemplo “Suicídio”, “Igreja”, “Medicina Alternativa” (esses foram alguns dos que li). Tais livros, nos Estados Unidos, foram lançados visando os alunos do curso equivalente ao nosso “Ensino Médio”, que na época em que eu estudava era “Colegial”. Só que aqui no Brasil tal literatura acabou sendo usada por estudantes universitários! Isso demonstra a defasagem que há no nosso sistema educacional. Daí é que talvez venha esse “fenômeno” o qual observamos em nosso meio, que é a grande procura por diploma de mestrado.
Jesus Cristo, sem uma educação formal junto aos “rabis” do seu tempo, sabia e reconhecia que era um “mestre”:
“Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou.” (João 13:13)
Um livro que foi fundamental na minha formação foi “A PEDAGOGIA DE JESUS”, de J. M. Price. Entre inúmeras outras coisas aprendi qual era o público alvo de Jesus.
Ele ensinava às multidões:
“De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e ele os ensinava.” (Marcos 2:13)
Ele ensinava a grupos restritos:
“Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas. Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo. Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito. Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.” (Marcos 8:27-31)
E Ele ensinava individualmente:
“Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos.” (Lucas 10:38-39)
Que privilégio ser ensinado pelo próprio Cristo!
PARA REFLETIR:
“Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.” (Mateus 23:8)
Mestre, aqui, é Rabi, um título.
“Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.” (Tiago 3:1)
Já aqui é “didáskalos”, professor.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ENSINAR E APRENDER

Já tive alguns professores que me faziam ter vontade de ser como eles são, na didática, na profundidade do conhecimento e principalmente, na vida que teem com Deus. Com esses eu APRENDI.
Por outro lado, algumas aulas que dei não foram boas. Não constatei o ministrar do Espírito Santo fluir livremente. Não houve aprendizagem por minha falha.
Se o aluno não aprendeu não houve ensino.
A responsabilidade da aprendizagem é só do professor.
Note esses 3 versículos:
“Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos dá.” (Deuteronômio 4:1)
“Chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhe: Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes.” (Deuteronômio 5:1)
“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir;” (Deuteronômio 6:1)
A palavra “ensino” no primeiro versículo, a palavra “aprendais” no segundo, e no terceiro “ensinassem”, no hebraico é a mesma. Aprender e ensinar é uma coisa só. São ações conjuntas e concomitantes.
Se prestarmos bem atenção, faz sentido, pois se o aluno não aprendeu, o professor não ensinou nada.
E por fim, o mais relevante, no meu ponto de vista:
A importância de o professor viver o que ensina:“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.” (Mateus 7:28-29)