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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

NA HORA DA DOR

Já faz um bom tempo que o Marcelo me pediu para preparar um material sobre como evangelizar uma pessoa que está passando por sofrimento. O Marcelo Berti é o pastor responsável pelo departamento de evangelização da Igreja que participo. Então vamos lá.
A hora da dor, de uma perda, de um outro sofrimento e diante da morte, esses são, via de regra, momentos atípicos, e o risco de cometermos erros mesmo sendo bem intencionados é muito grande. Mas a chance que temos de amarmos e sermos úteis é muito maior.
Veja esses versículos:
“Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.” (Provérbios 16:24)
“O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.” (Provérbios 17:22)
“O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?” (Provérbios 18:14)
Percebemos por aí, e eu já vi isso de monte no hospital, que boas palavras podem curar corpo, alma e espírito. Mas então, o que falar nessas horas? Há um versículo que se refere aos discípulos para quando eles estivessem passando por perseguição e julgamento diante das autoridades, mas acredito que também podemos nos valer dele na evangelização. É o que se segue:
“O Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer.” (Lucas 12:12)
Memorizar versículos que falem sobre esperança é extremamente útil, pois o Espírito Santo há de nos trazer à mente os mais apropriados para cada momento. Por exemplo:
“O necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.” (Salmos 9:18)
“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.” (Salmos 62:5)
“Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;” (Romanos 12:12)
Mas, realmente há momentos em que é melhor não falarmos nada. Vamos explorar isso em outro texto? Vamos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

EVANGELIZAÇÃO BUROCRÁTICA


Dois rapazes certa vez criticaram um certo missionário, por ele basear todo o seu trabalho evangelístico em um folheto elaborado pela missão que o enviara. A resposta dele foi essa: “Quantas pessoas vocês levaram a Cristo com o método de vocês? Nós já alcançamos milhares assim”.
Resultados numéricos é que importam? Vi uma vez um pastor (batista) batizar uma menina de 8 anos. Quando o questionei se não era cedo para fazer isso (eu conhecia a menina e sabia da sua imaturidade espiritual), ele argumentou que tinha que fazê-lo pois só faltava uma pessoa para atingir a meta proposta e ele queria publicar esse “sucesso” no jornal da denominação!
Isso me fez lembrar da declaração que uma jovem me fez afirmando que preferia distribuir 1000 folhetos evangelísticos em uma praça pública do que falar de Cristo a sua colega que trabalha sentada ao seu lado no serviço, pois falar à colega exige envolvimento, e na rua não, é só entregar o papel.
Estou começando a aprender, até com um certo alívio, a não me preocupar com o fato de uma pessoa ser salva ou não. Isso é lá entre ela e Deus. Eu só tenho que amar e servir essa pessoa. Amar e servir até o ponto de, se for necessário, dar minha vida a ela nesse processo. E essa é minha obrigação constante para com salvos e não salvos.
“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1 João 3:16)
O processo da evangelização é muito mais do que ter a pretensão de decretar o destino eterno de alguém. Pregamos, às vezes até com afinco, o juízo sem misericórdia. Isso resulta quase sempre em condenação ou “convertidos” sem compromisso. Ou então pregamos a misericórdia sem o juízo, o que resulta em “crentes” que pretendem determinar as coisas a Deus.
Evangelizar é viver junto, se envolver, se comprometer. Francis Schaffer disse em outras palavras que, se alguém nunca teve o sofá queimado por um cigarro ou o tapete da sala manchado por vômito, então essa pessoa nunca evangelizou.
Você acredita que, quando estiver prestando contas a Deus Ele vai lhe cobrar quantas pessoas se converteram através do seu trabalho evangelístico ou quanto você amou aos próximos?