sexta-feira, 31 de julho de 2009

TRANSFORMANDO PESADELOS EM SONHOS


Uma amiga me escreveu. A mãe dela, antes ativa e dedicada, agora está totalmente dependente dos outros devido a um trauma neurológico irreversível. Segundo essa minha amiga, hoje ela precisa ser carregada, não consegue fazer nada sozinha, comer, beber, nem mesmo ir ao banheiro, tomar banho ou se limpar.
Essa moça a quem dedico amizade me escreveu chorando. Ela havia acabado de ver umas fotos da mãe quando ainda podia se locomover sozinha, cuidar de si mesma, rir, falar, pensar, e depois de ver essas fotos ela leu meu texto “SONHOS, PESADELOS E REALIDADES”. Acredito que tenha doído muito.
Muita gente pensa que por trabalhar constantemente com casos iguais a esses lá no HC-UNICAMP, eu tenha algo muito sábio para dizer nessas horas. Tenho não. A única coisa que posso fazer é ter compaixão, isto é, sofrer junto com quem sofre.
“Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se. E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê! Jesus chorou.” (João 11:33-35)
“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.” (Romanos 12:15)
Certa vez eu aprendi que pior do que o sofrimento é o sofrimento inútil. Se não aproveitarmos para crescermos com as aflições que nos estão reservadas, fica só o sofrimento.
Essa minha amiga tem hoje a fantástica oportunidade de retribuir à mãe todo o amor e carinho que recebeu! Que legal!! É difícil? Claro que é. Como ser fácil ver a mãe amada passar por isso? Dói muito. Mas de quebra ela vai aprender o que é a essência do verdadeiro amor, ou seja, dar sem esperar nada em troca.
Mas também não podemos parar de sonhar. Sonhar com uma vida como a descrita a seguir:
“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Apocalipse 21:1-5)
Eu creio que realmente essas coisas são fiéis e verdadeiras, por isso podemos ter esperança e sonhar.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

FALA BAIXO, OLHA OS VIZINHOS!


“Tudo tem o seu tempo determinado ... tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; ... tempo de estar calado e tempo de falar ...” (Eclesiastes 3:1; 4 e 7).
Já vi muito em filmes e pessoalmente: pessoas, sejam casais, pais e filhos, irmãos, amigos, resolvendo problemas aos gritos. Há momentos em que temos que gritar, como por exemplo, no estádio de futebol torcendo pelo Guarani, quando do chuveiro cai água gelada na nossa nuca e escorre pelas costas, ou ainda em caso de incêndio. Mas resolver problemas aos berros é um absurdo.
Será que no calor de uma discussão gritada alguém se ilude que está sendo ouvido?
“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia. Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons. A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito.” (Provérbios 15:1-4)
Aumentar o volume da voz em uma discussão denota fragilidade dos argumentos ou total falta de razão. É uma intimidação.
Como, então, deve ser o nosso falar?
“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Colossenses 4:6) Veja esse verso nessa outra versão: “Que as suas conversas sejam sempre agradáveis e de bom gosto, e que vocês saibam também como responder a cada pessoa!” (Colossenses 4:6 NTLH)
Uma pessoa só grita com a outra quando estão longe, distantes uma da outra. Seja física ou emocional. Às vezes, mesmo distantes fisicamente, só um sussurro, um pequeno gesto, ou um rápido olhar é suficiente para a comunicação.
Se você tem gritado com alguém, é porque você está longe dele! E não pense que berrando vai fazer com que ele lhe ouça. Não se iluda.
PARA REFLETIR E TIRAR OS TAMPÕES DE OUVIDO:
“No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.” (Provérbios 10:19)
“Porque dos muitos trabalhos vêm os sonhos, e do muito falar, palavras néscias.” (Eclesiastes 5:3)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

DOIS DIAS SEM SAIR DO APARTAMENTO


Férias. Peguei uns 3 ou 4 dias com aquela chuva fininha. O bom é que a Lelê e a Lalá, minhas netas, estavam junto comigo e com a Denise. O frio e a chuva também podem proporcionar alguns momentos gostosos. Prefiro algo salgado do que bolinho de chuva. Não gosto de pipoca. Ver um filme, ler um bom livro, jogos. O xadrez se desenvolveu na Rússia devido ao longo e rigoroso inverno. Como não podiam sair, jogavam.
Mas para mim, o mais gostoso de tudo é estar junto de quem amamos.
Nós ficamos só uns 3 ou 4 dias com chuva, e aqui no apartamento tem toda a infraestrutura necessária, e isso me fez lembrar de Noé.
“E as águas durante cento e cinqüenta dias predominaram sobre a terra.” (Gênesis 7:24)
Dúvida honesta: e a infraestrutura para isso?
Não me proponho aqui discutir academicamente, se esse episódio é real ou alegórico. Só quero pensar com vocês o que Deus quer dizer com isso.
Não tenho dificuldade para acreditar que a grande lição desses trechos é mostrar que o homem é corrupto. Progressivamente corrupto.
“Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.” (Gênesis 6:5-7)
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações.” (Jeremias 17:9-10)
Essencialmente eu sou corrupto. Você também, todos nós o somos. Temos que deixar o Espírito Santo nos mudar.
“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia.” (2 Coríntios 4:16)

terça-feira, 28 de julho de 2009

CUIDADO COM OS CUIDADOS


A Célia, secretária da Capelania do HC-UNICAMP e Seguidora desse Blog (na realidade é uma das pessoas que mais contribuem com idéias e sugestões), ela me mandou o texto a seguir, tirado do site Lugar Sagrado (http://www.lugarsagrado.com/).
“O trabalho que a mãe tem com um filho pequeno é interminável, não olha a horários, não se compadece com o dia ou com a noite. Mas até esta incansável lida de mãe nos parece fácil perante o trabalho que muitos têm com um idoso ou um incontinente. A mãe trata do corpo precioso do filho, do corpo pleno de promessas e de futuro do seu bebé, e a confiança e o sorriso que ele lhe devolve recompensam-na. Quando envelhecemos, o nosso corpo degrada-se, não o controlamos, tornamo-nos difíceis de ajudar e de aturar. O orgulho, a vergonha e a raiva de nos vermos assim diminuídos impedem-nos de aceitar de boa cara o apoio de que necessitamos e que nos oferecem, tornamo-nos avarentos na gratidão e nos sorrisos. Por todo mundo há inúmeras mulheres, maridos, filhos, parentes, funcionários ou amigos cuja existência diária gira em volta da higiene e dos cuidados prestados àqueles que amam. "O teu Pai, que vê o oculto, há-de recompensar-te" (Mt 6:6). É uma doutrina que parece fora de moda. Thomas A. Kempis (autor de A Imitação de Cristo) incita-nos a valorizar o anonimato, a invisibilidade. Fala-nos da virtude de perseverar no tédio, de sobreviver sem o oxigênio da gratidão, do reconhecimento, do enaltecimento, do carinho; da prática diária e calada de boas ações que só Deus pode ver, conhecer e reconhecer. Os que assim cuidam dos outros estão entre os mais heróicos dos homens e mulheres”.
Ler isso foi como levar dois tapas: como deficiente físico eu necessito de cuidados e como pastor trabalhando em um hospital, eu cuido dos outros.
A Denise, minha mulher e quem mais cuida de mim, é FANTÁSTICA. Não tem como pagar o que ela me faz. Certa vez demos uma entrevista para um jornal sobre casamento de uma pessoa deficiente com uma não necessitada de cuidados especiais, e na ocasião ela declarou que esse tipo de união, enquanto torna o deficiente mais normal, torna o normal mais deficiente. Por exemplo, ela me leva a muitos lugares e por eu não poder ir, ela deixa de ir em outros tantos.
Eu, como cuidador aproveito dessa situação para me identificar com quem de mim precisa:
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.” (2 Coríntios 1:3-4)
E Ele sabe o que passamos:
“Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.” (Hebreus 2:17-18)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SONHOS, PESADELOS E A REALIDADE


Foi uma semana de férias muito, mas muito gostosa mesmo. Vieram passar uns dias conosco a Cíntia, minha filha, a Letícia, a Laura e a Ana Júlia (Txu-txu), minhas netas postiças. Só que hoje foram todas embora. E isso dá uma tristeza bem grande. Adoro ficar só eu e a Denise, mas amo demais essas meninas e vou sentir falta da bagunça que fazemos.
E hoje aconteceu uma coisa que volta e meia me atinge. Logo que acordei lembrei que as duas que ficaram por último, a Lê e a Lá, iriam embora; já me bateu uma saudade ... É aquele negócio, acordar para enfrentar uma realidade triste.
Mas veja que isso é coisa boba se comparada com outras realidades. Essas meninas eu as verei logo, se não amanhã mesmo!
Agora imagine o que passou uma senhora de uns 65 anos, que era paciente do HC-UNICAMP. Quando conversamos ela me contou que acordou desesperada porque tivera um pesadelo: sonhara que estava internada no hospital em estado grave, e quando acordou, viu que estava mesmo! Talvez fosse pior sonhar que estava em casa com saúde e acordar em um leito de hospital, não sei.
Há muitos anos atrás, um rapaz órfão me contou que sonhou que morava com uma família e acordou ainda no orfanato em que morava. Na ocasião ele me mostrou esse versículo que se segue, dizendo que sabia que o contexto era outro e que não tinha relação com a sua situação, mas que o simples fato de Deus ter escrito isso mostra que Ele, Deus, sabe como nos sentimos.
“Será também como o faminto que sonha que está a comer, mas, acordando, sente-se vazio; ou como o sequioso que sonha que está a beber, mas, acordando, sente-se desfalecido e sedento; assim será toda a multidão das nações que pelejarem contra o monte Sião.” (Isaías 29:8)
Para refletir deixo um versículo. Note que o “acordar” ali é fechar os olhos (mesmo que eles fiquem fisicamente abertos) aqui nessa vida, que é limitada pelo tempo, espaço e matéria, para abrí-los lá na Eternidade, onde não há limites e é só gozo e alegria.
“Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.” (Salmos 17:15)

domingo, 26 de julho de 2009

PENSE NISSO 76


Na natureza, para que haja vida é necessário que haja morte. No campo espitual também.

sábado, 25 de julho de 2009

PROJETO TUM-TÁ



O Silas é um rapaz que estuda História, leva Deus a sério e é um dos nossos voluntários do Serviço de Capelania do HC. Vale a pena ler a mensagem que ele enviou a mim e a inúmeros colegas seus da UNICAMP.
Olá a todos!
Gostaria de convidar a todos para um projeto que nasceu no coração de Deus há uns 2 anos, o TUM-TÁ. Na verdade não sei ao certo como aconteceu, mas quem deu o pontapé inicial foram o Íkaro e o João da medicina. Sei que muita gente já contribuiu durante esse tempo, mas precisamos sempre ir renovando e avançando.
A idéia principal é estabelecer um contato entre os alunos cristãos da Unicamp e uma realidade completamente diferente e bem próxima de nós, o Hospital das Clínicas. O projeto visa abrir a possibilidade de os cristãos poderem visitar os enfermos do hospital, de tudo quanto é tipo de problemas, desde crianças até velhinhos. O responsável la no HC é o Pastor Xyko, um homem de Deus e cheio de sabedoria que ajuda na capelania do hospital. Ele vai sempre nos orientar quanto as coordenadas principais, horários, dicas, consolos, aconselhamentos, risos, ...
O lugar não é muito aconchegante e confesso que de início assustei um pouco, muitas pessoas sérias, deprimidas, fechadas e normalmente bravas com o tempo que custa a passar. Ali estão concentradas as pessoas mais sofridas da nossa sociedade que, além de muitas vezes serem pobres também estão passando por sérios problemas de saúde. Eu acho difícil descrever sentimentos em palavras, para isso um olhar é muito melhor. Mas o contraste com os bonitinhos alunos da Unicamp, as festinhas no campus, a infeliz e insaciável busca pelo conhecimento... nos faz refletir bastante sobre alguns pontos de nossas vidas.
Eu comecei a participar a mais ou menos um ano e tem sido uma experiência única, muitas experiências felizes, e outras, nem tanto. As vezes fui alegre pegar o “busão” e outras vezes fugi literalmente do ponto de ônibus. Huahuahau, a verdade é que é muito difícil usar máscaras no hospital, o que faz com que ir por rotina ou porque achamos legal seja bastante complicado. No sofrimento as pessoas condenam sua carapaça de cristão alegre e de bem com a vida que a gente às vezes mostra entre nós e você se sente um falso que está em pior situação que o doente. Mas naqueles momentos que você está com coração contrito e quebrantado diante de Deus percebe visivelmente que Deus está agindo naquele local por meio de você, e não existe maior momento de felicidade. Não lembro de momentos mais felizes na minha semana do que quando saía do hospital e pegava o “busão” com a sensação de que o dever estava cumprido, apesar de mim.
Desde então vem me incomodado um certo comodismo entre nós, cristãos. Muitas vezes retemos as maravilhosas boas novas para nós, nos fechamos em nosso mundinho e achamos que nosso dever enquanto cristãos é trazer outros alunos ao nosso mundinho crente, isso quando não (oh Deus) queremos trazer a pessoa ao nosso grupinho nesse mundinho. Posso dizer isso porque eu mesmo sou bem assim. Mas o que Deus está movendo entre nós, e que acho fantástico (!!!!) é o desejo intenso de nos tornarmos um, apesar de todas as nossas diferenças. Pessoal, abram bem os olhos e vejam o que Deus está fazendo. Até agora, por séculos, a igreja só se dividiu e rachou. De repente Deus está levantando um grupo de jovens comprometidos com o coração de Deus e que desejam superar as diferenças e voltar a unidade da igreja para colocar em prática (só por Deus) o desejo expresso no coração de Jesus, “Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em mim, e eu em Ti”. Isso é tremendo!!
Nosso desejo é que o projeto do TUM-TÁ caminhe nesse mesmo sentido, sem diferenças e divisões, sem liderança pessoal, sem métodos e rituais que nos travam e separam. Mas um grupo de pessoas desesperadamente desejosas de fazer a vontade do Pai e levar a palavra de Vida, Libertação, Paz e Alegria aos que estão sofrendo. A idéia é se alegrar com os que se alegram, chorar com os que choram e proclamar que o Reino de Deus é chegado. Acima de tudo transmitir a mesma graça e amor que alcançou, transformou e transforma as nossas vidas. Isso tudo vai se tornando mais fácil á medida que se torna realidade em nossas vidas e a sinceridade de amor pelas pessoas se manifesta. Mas exige aquele lance de renúncia diária, tomar a cruz... e essa parte é muuuuuiito difícil, impossível até, não fosse a Graça que capacita.
A proposta inicial é a seguinte: toda Quinta, 14:00 hs,
Por isso mudem a matrícula de vocês na alteração, huahauha.
A gente vai se encontrar lá no HC, em frente à Capelania, ali podemos orar por algumas pessoas, pedir para Deus nos orientar e nos capacitar, orar mais um pouco, e se der até podemos cantar. Depois podemos fazer várias coisas, a idéia principal é sairmos de dois em dois para fazermos as visitas em diversos locais. Aí depende, tem gente que gosta de crianças, gente que gosta de velhinho... podemos ensaiar uma música e cantar, fazer um teatro juntos, enfim, idéias não faltam. Evidentemente que cada um tem um dom pra algo diferente. Outra coisa que seria legal é bolarmos um folheto nosso, dos cristãos no HC... mas deixa para depois q o e-mail tá grande...
Conforme for acontecendo, e oro a Deus para acontecer rápido, as estratégias mudam, podemos acrescentar mais dias da semana se outras pessoas estiverem interessadas. E nada impede de fazer visitas a sós ou a dois em outros dias, é só ir antes falar com o Pr. Xyko: xykomotta@gmail.com
Mas todos, por favor, estejam orando por tudo isso, pra Deus conduzir e capacitar.
Os interessados entrem em contato em: tum-ta@hotmail.com
Graça e Paz,
PS. Por favor, encaminhem esse e-mail para outros grupos... Obrigado
Silas Stein Garcia

sexta-feira, 24 de julho de 2009

E SE DEUS NÃO DER?


Uma das coisas mais impactantes da minha vida foi quando conclui que Deus realmente existe. É óbvio que já existia e mesmo que eu não cresse Ele continuaria a existir. Mas foi um momento que me deixou maravilhado, arrepiado, com medo e apavorado, mas também com uma alegria indizível.
Foi assim com você também?
Essa descoberta de um ser “onitudo”, me levou a querer me relacionar com Ele. Aí descobri que Jesus, ao se fazer homem e pagar pelos meus pecados na cruz, tornou isso viável. Maravilha das maravilhas.
Por mim isso tudo deveria ter acontecido antes, mas Deus sabe o momento certo para se revelar a cada um.
Quando me conscientizei da presença de Deus, nem me passou, nem passa ainda, querer usá-Lo para me fazer as coisas, ou me dar as coisas. Caramba, ELE É DEUS!!
Eu queria, e continuo querendo, conhecê-Lo cada vez mais. E assim Deus me abençoa.
“Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor.” (Hebreus 11:6 NTLH)
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33)
Tristes são aqueles que só crerão em Deus quando lerem no jornal que seu time foi campeão ou a notícia que conta que chocolate emagrece.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SOU, MAS QUEM NÃO É?


Gosto de assistir duas séries de filmes que passam na TV. “HOUSE” e “24 HORAS”.
O primeiro gira em torno de um médico que é especialista em diagnósticos de doenças raras e complexas. Como alguém já comentou, os quadros clínicos, sintomas, diagnósticos e terapias apresentados são absolutamente corretos, só ficando esquisito o fato de tantos casos raros caírem no mesmo hospital. Profissionalmente o personagem principal, Dr. Gregory House, é um gênio, porém tem um péssimo caráter. Os produtores fazem de tal forma que nós acabamos simpatizando com ele. Mas definitivamente ele, o personagem, não presta.
O segundo seriado conta as aventuras, venturas e desventuras de Jack Bauer, um agente secreto. Ele é bom mesmo. É o único que pode salvar os EUA dos ataques dos inimigos e terroristas. Só que seus métodos são ilegais. Ele usa de tortura e chantagens para obter as informações necessárias para salvar milhares de cidadãos honestos e inocentes. Aí eu fiquei pensando: na vida real deve ser impossível você pegar o informante certo com as informações certas. E o filme tem muita violência. Em um episódio, o chefe da CIA tentou convencê-lo a não usar seus métodos espúrios argumentando que “as regras nos fazem melhores” (o que é uma verdade), mas que nada, ele torturou um traidor ameaçando matar a mulher e o filhinho do terrorista, o qual acabou sendo morto “acidentalmente” pelo nosso herói. Os produtores fazem de tal forma que nós acabamos simpatizando com ele. Mas definitivamente ele, o personagem, não presta.
Não posso afirmar que o objetivo desses filmes é trazer à baile uma discussão sobre o assunto, mas posso assegurar que retratam muito bem o ponto a que chegamos. Hoje, resultados valem mais do que integridade. Dois exemplos que nos deixam perplexos: artistas da TV que vivem uma vida totalmente desregrada e suja, mas são bons artistas, então possuem muitos fãs, e jogadores de futebol que fora do campo são cafajestes e não prestam, mas como fazem muitos gols a torcida os idolatra.
E não podemos esquecer que o certo é que os fins nunca devem justificar os meios, pois para fins nobres os meios devem obrigatoriamente ser nobres.
PARA MEDITAR E VESTIR A CARAPUÇA:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mateus 23:27)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O ESTIGMA DE SER DIFERENTE


Um dos livros que mais me marcou foi “A metamorfose”, de Franz Kafka. Kafka é um autor que se o leitor não estiver firme em seus valores, ao acabar de lê-lo vai ficar com a forte impressão de que só lhe resta dar um tiro na própria cabeça. Mas com certeza tem que ser lido.
Nesse livro que citei, o personagem principal, Gregory, acorda um dia e verifica que houve uma metamorfose em seu corpo que o transformou em um asqueroso inseto.
Ao descobrir isso, ele fica confinado ao seu quarto.
Sua família leva comida e fica grata por ele se esconder! Até ajeitam os móveis para ele ter mais opções de esconderijo.
A situação o leva a uma depressão e há, por parte de todos, um grande desleixo; o lixo se acumula, má alimentação, quarto vira depósito!
Numa ocasião ele cai e se machuca; em outra o pai joga uma maçã que o fere e gruda em sua ferida, que infecciona. Não há cuidados médicos.
A irmã afirma que ele não é mais o Gregory. Todos se sentem aliviados quando ele morre!
Todo “diferente” é estigmatizado. Seja doente, deficiente, obeso, feio, iletrado, com a cor da pele diferente da maioria, ou deformado, esses serão marcados e relegados há um plano inferior. Serão discriminados.
PARA REFLETIR:
Atos 10:34 Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;
Romanos 2:11 Porque para com Deus não há acepção de pessoas.
Efésios 6:9 E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.
Colossenses 3:25 pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.
Tiago 2:1 Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.
Tiago 2:9 se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores.
1 Pedro 1:17 Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação,

terça-feira, 21 de julho de 2009

DESEMPREGADOS


Conversando com várias pessoas desempregadas, pude listar alguns dos pensamentos e sentimentos que eles experimentam: sensação de ser inútil, diminuído; tristeza; medo, quanto ao sustento diário e quanto ao futuro; vergonha por quase sempre depender da ajuda de outros; desprezo da parte dos outros; desorientação no que se refere ao uso do tempo; ansiedade; cansaço e frustração.
Não foram poucos os que choraram ao compartilhar essas coisas.
Pareceu-me que tais pessoas perderam totalmente sua identidade. Sentem-se como se não fossem mais alguém, sentem-se nulos.
Não concordo com Gabriel O Pensador quando ele canta o que se segue:
"O homem se humilha se castram seus sonhos
Seu sonho é sua vida e vida é trabalho
E sem o seu trabalho o homem não tem honra
E sem a sua honra, se morre, se mata
Não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz..."
Sim, o sistema social e financeiro em que vivemos é cruel e implacável. Quando uma pessoa perde o poder aquisitivo perde também a autonomia e a independência, mas na realidade não perde seu valor. Note que o inverso de tudo isso também é válido.
Dá para ser feliz sim:
“Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao SENHOR e louvarei a Deus, o meu Salvador. O SENHOR Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro.” (Habacuque 3:17-19 NTLH)
“Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Como dizem as Escrituras Sagradas: “Por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro.” Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.” (Romanos 8:35-39 NTLH)
Aos desempregadas digo que, se essa má fase, por maior que seja, os levar mais para perto de Deus (e esse é o objetivo planejado por Ele), no futuro você vai classificar esses dias como alguns dos mais felizes da sua vida. Anota isso.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

LIXO NO CORAÇÃO


Em uma cidade aqui perto de Campinas, uma senhora de 78 anos guardava, em um cômodo de 12 metros quadrados alugado por ela, 3 toneladas de lixo. Roupas, objetos e restos de comida foram acumulados a tal ponto que ela dormia fora de casa por falta de espaço!
Esse transtorno psicológico também pode existir na área espiritual. Veja o seguinte trecho da Bíblia:
“Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do Eufrates e no Egito e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Josué 24:14-15)
Na Nova Versão Internacional, em vez de “deitai fora” está “joguem fora”.
Uma moça me procurou certa vez com um problema: ela estava viciada em um jogo de computador. Horas e horas eram gastas sempre para atingir a próxima etapa, um nível superior. Aquilo tomava o tempo de leitura bíblica, oração, relacionamentos familiares, amizades, e estudos. A solução foi só uma. Radical. Jogar no lixo o programa do tal jogo.
Quanto lixo guardamos em nosso coração e às vezes nem nos damos conta disso.
“Meus filhinhos, cuidado com os falsos deuses!” (1 João 5:21 NTLH)
Vamos fazer uma faxina e ver o que precisa ir para o lixo: um programa de computador como o daquela moça, fotos (em álbuns, caixas, ou revistas), objetos, empregos, relacionamentos, diversões, atividades, lembranças ...
Será que chega a 3 toneladas? Acho que não. Mas, qual é o “peso” disso?

domingo, 19 de julho de 2009

PENSE NISSO 75



Conseguimos manter nossa roupa impecável, mas a alma não!

COMPRAR DOCES PARA A VOVÓ


sexta-feira, 17 de julho de 2009

LAMENTÁVEL SEU ESTADO CIVIL


Fiquei bem admirado quando aquele senhor de 60 anos, evangélico mas não da minha Igreja, me declarou que há muitos anos não era mais casado. “Nós só moramos juntos!” foi o que disse. Conversando um pouco mais, ele me contou que não havia mais sexo, nem amizade, nenhum compartilhar além de coisas do tipo “Já coloquei o lixo para fora”. Nem as refeições fazem juntos, é cada um em um horário e sempre na frente da TV. Os filhos, todos casados, não sabem dessa situação, e segundo aquele homem, nem querem saber.
Você acha que seria justo esse casal se divorciar?
Eu creio que não. Houve um casamento, eles é que não souberam (ou não quiseram?) mantê-lo. É isso mesmo: todo casamento necessita de manutenção constante!
Quando é que um casamento é consumado? Eu creio que são 3 os fatores que determinam a realidade de um matrimônio: a aprovação de Deus (estar dentro dos princípios bíblicos), a aprovação da sociedade (eu incluiria, na maior parte dos casos, os pais dos noivos nessa decisão) e a realização do intercurso sexual.
Muitos são contra qualquer tipo de divórcio alegando Marcos 10:9 que diz “O que Deus ajuntou não separe o homem.” Temos que considerar que não é todo relacionamento que Deus juntou.
Só morar junto, sem a aprovação legal da sociedade, não caracteriza um casamento.
E por fim, só uma relação sexual não determina de forma alguma o estado civil de um homem e uma mulher.
É por isso que a Igreja Católica tem o recurso de tornar nulo um casamento que, na realidade, nunca existiu. Se não me engano chama-se “Parecer de Nulidade”.
Para terminar essa série quero deixar duas coisas.
A primeira é indicar um texto meu, postado aqui no nosso Blog. Chama-se “Às portas do casamento”. Vai lá e lê.
E por fim algo para se refletir. Segundo alguns, uma pessoa que foi traída pelo cônjuge pode obter o divórcio mas não pode casar de novo em hipótese alguma. Já um que mata com um tiro seu companheiro pode contrair segundas núpcias. Pode?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MAS ELES CASARAM NOVAMENTE!? COMO ASSIM?


Ela era uma senhora com uns 60 anos. Chamava-se Mercedes. Seu caso me impressionou profundamente. Quando ela morava lá no Rio de Janeiro, mocinha ainda, casou-se com um homem que se revelou alcoólatra, viciado em jogos de baralho e mulherengo. E era assim que ele gastava todo o seu salário. E o dela também. Talvez a imaturidade da então mocinha ou a paixão típica da mocidade tenham impedido de reconhecer a realidade, mas o fato é que ela acabou se casando com esse típico cafajeste e teve dele 3 filhos, todos meninos.
Cansada de apanhar do “marido” (pois é, tem mais essa: volta e meia ele batia nela), a Mercedes se muda para Campinas e com muito trabalho de faxineira sustenta e cria os filhos. Até que um dia a Dona Mercedes conhece um homem, Seu Jarbas, trabalhador, honesto, carinhoso com ela, atencioso com os filhos dela, amoroso com todos e, como havia saído o divórcio daquela até então sofredora mulher, acabam se casando no civil. Com muito esforço, o Seu Jarbas dá estudo para os meninos, compra uma casa para a mulher e uma para cada um dos rapazes.
Os filhos da Dona Mercedes começaram a frequentar um grupo de estudos bíblicos conosco e se converteram ali. Falaram de Jesus para a mãe e ela se tornou uma pessoa daquelas que levam Deus muito a sério, tanto que começou a frequentar uma Igreja evangélica. Era uma Igreja Batista. Quando ela quis se tornar membro da mesma para poder ajudar em um ministério específico daquela Igreja, o pastor lhe disse que não podia pelo simples fato de ser ela divorciada, e mais, ele a exortou a abandonar o Seu Jarbas, voltar para o Rio de Janeiro para tornar a morar com aquele que sabíamos estar cada vez mais bêbado, viciado e mulherengo.
Como ela me pediu ajuda, conversei e estudei o assunto com vários pastores. Uns eram contra o segundo casamento para os divorciados, outros pensavam que, como a Bíblia dá a opção do divórcio, cada caso tem que ser analisado separadamente.
Espaço para a separação a Palavra de Deus dá:
“Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher. Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz. Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?” (1 Coríntios 7:10-16)
Mas, se uma pessoa divorciada se unir a um outro, não pode voltar ao primeiro relacionamento:
“Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem; e se este a aborrecer, e lhe lavrar termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim, não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança.” (Deuteronômio 24:1-4 )
O que eu aprendi com tudo isso é que Deus valoriza ao máximo o casamento, mas também, quando por motivos alheios à vontade da pessoa ela não tem outra opção a não ser o divórcio, Deus quer que ela considere isso com seriedade.
Amanhã faremos umas últimas considerações sobre esse assunto.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

TEM MAIS É QUE SE SEPARAR


Certa vez eu fui procurado por uma moça que era seminarista, assim como seu marido. Ela queria uns conselhos. O rapaz com quem ela casara acreditava que por ser ele o cabeça do casal, podia mandar e desmandar nela. Por exemplo: um dia ela estava vendo TV e ele, sem falar nada, desligou o aparelho. Quando ela perguntou a razão daquilo, a resposta foi que ele já havia assistido o filme e simplesmente não queria que ela assistisse. Em outra ocasião, ela estava estudando à noite e ele apagou a luz. A explicação: ele decidiu que ela não estudaria naquela noite. Só isso. Quando essa moça veio conversar comigo seu rosto e braços estavam cheios de hematomas. Ele achava que tinha o direito de bater nela a hora que quisesse.
Aquele rapaz simplesmente não considerava a sua mulher uma pessoa. Veja nesse exemplo a seguir como Deus preza essa consideração:
“Quando saíres à peleja contra os teus inimigos, e o SENHOR, teu Deus, os entregar nas tuas mãos, e tu deles levares cativos, e vires entre eles uma mulher formosa, e te afeiçoares a ela, e a quiseres tomar por mulher, então, a levarás para casa, e ela rapará a cabeça, e cortará as unhas, e despirá o vestido do seu cativeiro, e ficará na tua casa, e chorará a seu pai e a sua mãe durante um mês. Depois disto, a tomarás; tu serás seu marido, e ela, tua mulher. E, se não te agradares dela, deixá-la-ás ir à sua própria vontade; porém, de nenhuma sorte, a venderás por dinheiro, nem a tratarás mal, pois a tens humilhado.” (Deuteronômio 21:10-14)
A escrava, depois de ser restituída à sua dignidade humana, não poderia voltar a ser escrava.
Se um homem rebaixa sua mulher a menos do que um ser humano, e vice-versa, creio não ser possível a convivência saudável entre ambos.
Aconselhei uma outra mulher que apanhava quase que diariamente do “marido”, o qual usava um pedaço de cano reservado para isso.
A essas duas aconselhei que se separassem.
Se Deus permitir, amanhã falaremos sobre recasamento.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A RAZÃO PARA DEUS ODIAR O DIVÓRCIO


Que eu me lembre, conheço pelo menos dois casos de pessoas que já estão no terceiro casamento! É capaz de você conhecer casos de casamentos que duraram 2 ou 3 meses. Eu conheço.
Quando eu estudava Educação Moral e Cívica na escola, aprendi que a família é a “célula mater” da sociedade. A célula mãe. A sociedade é a soma das famílias. Famílias destruídas formam uma sociedade subvertida, pervertida, sem valores morais. Se não há valores morais não há ética.
Faça um teste. Faça uma coisa que eu prefiro acreditar que não é seu costume fazer. Assista dois capítulos de uma novela. Você não precisa mais do que isso para perceber como as novelas acabam com as famílias.
É por essas e outras que o Senhor Jesus declarou:
“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]. Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita.” (Mateus 19:4-12)
Eles tinham lido com certeza, mas não haviam considerado. Adão e Eva não foram feitos para o divórcio. Era fazer dar certo a união, e essa era a sua única opção.
Havia no tempo de Jesus duas correntes de pensamento entre os judeus, sendo uma delas bem criteriosa no conceder o divórcio, enquanto a outra (a de Hillel) o aceitava até pelos motivos mais fúteis.
Os fariseus disseram que era um mandamento de Moisés, mas Cristo corrige isso afirmando ser uma concessão devida ao coração endurecido dos homens.
Note o seguinte:
Deuteronômio 9:6 “(...) tu és povo de dura cerviz”.
Deuteronômio 31:27 Porque conheço a tua rebeldia e a tua dura cerviz”.
O casamento é uma idéia de Deus. O divórcio é uma concessão devida à eventual inabilidade humana de se manter um relacionamento.
Amanhã, se Deus quiser, continuaremos a considerar esse assunto.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PENSE NISSO 74


Se eu soubesse que casar é tão gostoso, teria casado bem antes.

DEUS ODEIA O DIVÓRCIO


Eu estava brincando com algumas crianças no pátio da Pediatria do HC-UNICAMP quando me avisaram que uma paciente lá do quinto andar queria que eu fosse vê-la. É claro que fui.
Quando a vi não a reconheci. Emagrecida, pálida, fraca e falando meio atrapalhado devido a um AVC que teve, só depois que ela se identificou é que me lembrei dela. Há cinco anos eu não a via.
Nosso último contato foi quando, ali mesmo no hospital, ela me pediu uns conselhos sobre o seu casamento. Essa senhora, que deve ter uns 40 e poucos anos, me disse o seguinte: “Me lembro direitinho o seu empenho em manter meu casamento, mas eu resolvi não seguir seus conselhos. Hoje estou divorciada”.
Não sei lhes dizer se essa foi a melhor opção para sua vida, mas estou contando esse episódio para mostrar algumas coisas.
Primeira: em caso de grave crise conjugal, devemos sempre procurar acertar os relacionamentos para impedir o divórcio. Essa deve ser nossa primeira providência. Por que? Veja esse versículo a seguir: “Pois o SENHOR Todo-Poderoso de Israel diz: —Eu odeio o divórcio; eu odeio o homem que faz uma coisa tão cruel assim. Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel à sua mulher.” (Malaquias 2:16 NTLH)
Eu acredito firmemente que se os dois quiserem fazer a vontade de Deus, por pior que seja a situação, sempre é possível salvar um casamento.
Mas há casos em que um dos cônjuges não quer. Então ...
Segunda coisa: eu creio na possibilidade de uma pessoa, que quis fazer a vontade de Deus e contra a sua vontade é divorciada, eu creio que é possível ela ser feliz e, dependendo do caso, até ter um segundo casamento (se é que consideraríamos o primeiro como um casamento).
Essa e a primeira de uma série de reflexões sobre esse assunto.
A propósito: muitas das crianças com as quais eu estava brincando no pátio da pediatria, além da doença física que as levou à internação, sofrem de um mal talvez maior: seus pais são divorciados.