
É fácil saber qual é a vontade de Deus. Difícil é cumprí-la.

Desde ontem estou começando a me preparar espiritualmente para o Natal.
Tem uma brincadeira que faço lá no HC. Quando o paciente reclama que está cansado de estar internado, eu me ofereço para conversar com os médicos e estender a internação até o Natal; e digo que estamos em promoção, ou seja, quem ficar no hospital no Natal ganha "de graça" o Ano Novo. Até hoje ninguém quis aproveitar essa oferta, embora inúmeros pacientes tenham passado tanto uma festa quanto outra ali dentro. E não poucos passaram as duas! Quase que a totalidade deles não esperava por isso.
O importante não é o que você vai fazer no Natal, mas sim o que o Natal vai fazer com você.
Vamos atentar para esses dois versículos que dizem uma coisa importantíssima sobre um jovem (pelo menos é assim que uma tradição judaica o descreve) chamado Simeão:
“Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.” (Lucas 2:26)
“Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação,” (Lucas 2:29-30)
Depois de constatar que o nosso Salvador havia realmente nascido (ele segurou o menino Jesus no colo!), Simeão estava pronto até para morrer.
Ora, o nascimento de Jesus, o Cristo, é um fato histórico incontestável, atestado até por fontes não cristãs. Resta então saber como isso afeta a minha (e a sua também) história.
O nascimento de Cristo é o cumprimento de uma promessa feita pelo próprio Deus. Promessa de SALVAÇÃO. Salvação para uns e perdição para outros. Vejamos o que o próprio Simeão falou para Maria:
“Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição” (Lucas 2:34)
Como vimos, ninguém passa incólume pelo Natal.
Pode até parecer que é só mais um Natal, mas não é! O que está em jogo é não só se vamos para o céu mas também como lá viveremos caso formos para lá.
Se por um problema qualquer eu estivesse internado em um hospital em estado grave, e o médico me dissesse que não me daria alta antes do Natal pelo fato de ele não saber nem se eu passaria desse 25 de dezembro, uma coisa eu sei: a minha vida na Eternidade está garantida pelo que Jesus Cristo fez na cruz por mim.
E você, onde vai passar o Natal?






Não concordo. Estou mais afinado com o pensamento de Garry Kasparov: "O xadrez é uma imagem adeqüada p/ as lutas da vida!".
Obviamente eu não perdi de vista que a vida não é só "preto no branco". Existem as áreas "cinzas", que são, por exemplo, os valores éticos não absolutos, gostos diferentes, etc., mas o xadrez, como toda prática desportiva, nos ensina lições profundas e valiosas para a vida. Quem pratica sabe.
Para começar, uma das maiores lições dessa modalidade é treinar a concentração. Prestar atenção no que se está fazendo aumenta a qualidade da realização e diminui o risco de erros.
A concentração aliada ao treino nos permite realizar coisas fantásticas. Veja, por exemplo, as performances dos artistas do Cirque du Soleil.
Podemos aprender ainda a saber perder, a ter paciência, a vislumbrar e analisar cada possibilidade de uma determinada situação.
Uma outra lição extremamente valiosa que absorvi de um enxadrista chamado Tartakower é nunca desistir, ter perseverança. Veja o que ele disse: "Ninguém jamais ganhou uma partida abandonando-a".
Mas a maior de todas a lições que aprendi com o xadrez foi a que está brilhantemente dita nessa frase de Vassily Smyslov: "No xadrez, como na vida, seu adversário mais perigoso é você mesmo".
Note o seguinte: eu posso ganhar uma partida sem ter sido melhor do que o meu adversário, e posso perdê-la sem ter sido o pior! Tudo vai depender se eu dei, ou não, o melhor de mim. O problema é eu achar, baseado nos resultados que podem não serem a expressão exata da realidade, que eu sou um sucesso, ou não.
Podemos até enganarmos a nós mesmos.
Mas Deus não se engana nunca.