terça-feira, 31 de agosto de 2010

PEDRO

Todo serviço de pedreiro e eletricista que precisa-se ser feito em casa, nós o chamávamos para que ele o fizesse. Seu nome era Pedro. Ele chegava cedo com suas ferramentas bem gastas, com uma garrafa térmica de 1,5 litro de café, o qual era tomado até a hora do almoço. Não fumava. Só bebia uma pinguinha antes do almoço e outra antes do jantar. E isso era sua única diversão, mas assim mesmo vivia alegre.
Era muito experiente nas coisas que diziam respeito ao seu ofício. Certa vez, quando estava trabalhando como pedreiro na construção de uma casa, o Pedro sugeriu ao proprietário da mesma que instalasse uma tomada de energia elétrica em um canto da sala. Alegando que isso não estava no projeto do arquiteto, o dono da casa falou para não fazer. O Pedro insistiu dizendo que depois, se ele quisesse a tomada ali, teria que quebrar a parede e pintar tudo de novo. O homem continuou dizendo não, e ainda disse que se tivesse que chamá-lo, pagaria o dia de trabalho em dobro, e foi embora. E o que é que o Pedro fez? Instalou a tomada, cobriu a abertura com uma cartolina, passou a massa corrida e pintou tudo. Alguns poucos meses depois, o dono da casa o procurou, falou que a mulher insistia que precisava de uma tomada ali, e quanto custaria fazê-la. O pedreiro calculou o preço e deu-o ao dono da casa dizendo que cobraria o dobro. Aceito isso, o meu amigo Pedro tirou o canivete do bolso, localizou a tomada, cortou a cartolina e recebeu o dinheiro em dobro.
Agora olha como é a vida: o Pedro construiu a casa de muitos e morreu pagando aluguel. É que ele teve que pagar um enorme prejuízo dado pelo genro.
O Pedro passou os últimos dias da sua vida lá no hospital, onde pude lhe fazer companhia. A filha, cujo marido tantas tristezas tinha causado ao pai dela, não queria acompanhá-lo nos seus últimos dias. Por muita insistência minha (pois era o que o pai queria), ela foi.
PARA REFLETIR:
“Pelo que aborreci a vida, pois me foi penosa a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento. Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade. Então, me empenhei por que o coração se desesperasse de todo trabalho com que me afadigara debaixo do sol. Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; contudo, deixará o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal. Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?” (Eclesiastes 2:17-22)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CARTA DA BIANCA

Paz Pastor.
Meu nome é Bianca , moro no Rio de Janeiro , sou casada , tenho uma filha de 11 anos , sou de Jesus e estou metodista.
Acabei de chegar do culto e entrei no GOOGLE e digitei "e quando Deus não cura?". Achei o seu Blog.
Confesso que nas últimas semanas , é o que eu mais tenho perguntado para Deus .
Minha mãe teve um câncer no ovário há 05 anos atrás, mulher de Deus, ela teve revelação em sonho de tudo o que ela passaria, fez o tratamento, cirurgia e Deus A CUROU! Testemunhou a cura nas igrejas, e agora em novembro passado a doença reapareceu no intestino; ela operou em janeiro e tínhamos muita fé que Deus operaria o milagre mais uma vez, mas infelizmente em maio deste ano Deus a levou. Fomos guerreiras de fé ( eu e ela ) até o ultimo momento. EU cri e recebemos palavras de cura. Deus falou com ela no hospital. E agora passados 2 para 3 meses, estou com minha fé "abalada", não consigo cantar musica de milagre, sou dirigente de louvor da minha igreja, fico irritada ao ouvir a palavra milagre e tenho vergonha de contar para o meu pastor que eu estou com dificuldade nesta área. Tive vergonha de contar para ele e para as pessoas que minha mãe, depois de ter testemunhado inclusive na nossa igreja, estava novamente doente. E isto me faz questionar. Não que eu não creia que Deus faz milagres, mas eu vejo que Ele não fez porque ele não quis. Então porque devo orar por milagres se Ele só faz se quiser ? A minha pergunta para Deus é: qual é o propósito? Meu irmão se afastou ainda mais de Deus; se eu que estava firme até o fim estou assim, imagino a cabeça dele com 27 anos, solteiro e que tinha minha mãe como sua inspiração de fé e exemplo. Na verdade a minha mãe era a referência de toda a família, estão todos sem acreditar. Li o seu artigo e entendi que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. No dia em que minha mãe faleceu, curiosamente estava escrito na minha agenda: "vai dar tudo certo, o milagre vai acontecer"; será este o milagre que Deus tinha para ela? Mas como é difícil pastor, estou me sentindo sozinha, sinto muita falta da minha mãe.
Paz !!!
Bianca.
ESSA FOI A MINHA RESPOSTA:
Minha querida irmã em Cristo: antes de mais nada, obrigado por ter escrito.
Eu sei que dói, eu lido com isso constantemente no meu trabalho de capelania no Hospital de Clínicas da UNICAMP. Só há uma coisa que pode amenizar esse vazio que sufoca e desanima, ou seja, é saber que o melhor que podia acontecer com sua mãe já aconteceu. Trata-se do fato de agora ela estar ao lado de Jesus. Pare um pouco e pense seriamente comigo: você não gostaria de ver Nosso Senhor Jesus frente a frente? Essa é a coisa que eu mais gostaria que me acontecesse. Pois é. Sua mãe já tem isso, e está lá, usufruindo desse maior milagre, esperando por você e todos aqueles que ela amou e que hoje sentem dolorosamente a sua ausência. Esse encontro fantástico e fenomenal só é possível porque Jesus morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados.
Me dá confiança saber que meu Deus, o Todo Poderoso, não faz tudo o que peço. Meu querer é muitas vezes totalmente equivocado, enquanto o querer de Deus é inundado de amor perfeito.
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)
Eu orei por você e seu irmão, e vou continuar orando.
Um abraço, Pastor Xyko.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CHORAR COM OS QUE CHORAM

Quando nós (uma voluntária e eu) entramos em um quarto do HC-UNICAMP, vimos que o paciente do leito "A" estava chorando. Imagine a cena: um senhor de mais ou menos 60 anos, preso a uma cama de hospital e chorando. Logo que nos aproximamos, a voluntária falou:
- Não chora, é bobagem chorar, pois não vai resolver nada.
Na hora eu retruquei:
- Mas, por que não chorar? Nós não sabemos o motivo de ele chorar! E, voltando-me para o paciente já emendei: - Se o senhor quiser me contar a razão da sua tristeza, eu posso até chorar junto.
Depois que ele se recompôs enxugando as lágrimas, assoando o nariz e se sentando, aquele triste homem nos contou o motivo do choro:
- Eu tenho uma neta de quase 2 anos. Ela mora na minha casa e como eu sou aposentado, fico com ela todos os dias o dia todo. Como estou internado há 2 meses, não agüento mais de saudades!
Um grande amigo meu, o Marcão, tem duas filhas, as quais me adotaram como avô: são minhas netas "postiças". Na época em que isso que estou contando aconteceu, a mais velha delas, a Letícia (que era única ainda), estava com 2 anos e eu tinha uma foto dela comigo. Aí não tive dúvidas, mostrei a foto dela para o paciente.
Como se fosse um "pistoleiro", ele também "sacou" a foto da neta dele. Na hora ficou claro que a minha neta era muito, mas muito mesmo, muito mais bonita do que a dele! E as gracinhas que ele contava que a neta dele fazia não chegavam nem aos pés das gracinhas da Letícia que eu contava!!
Só que ele devia estar tão debilitado pela doença que não percebeu isso. Ele chegou a pensar que era justamente o contrário. Coitado!!
Gastamos um bom tempo discutindo isso. Na hora em que eu estava saindo para irmos embora, ele falou:
- O senhor com certeza não veio aqui para ficarmos falando das nossas netas. O senhor queria falar algo?
- É verdade. Eu vim para falar de Jesus.
- Que bom!! Eu sou evangélico ...
E a partir daquele momento tivemos agradabilíssimos momentos de comunhão. Já no corredor eu pude ensinar para aquela voluntária que o princípio é "chorar com os que choram".
Nós temos a tendência, acredito que até certo ponto natural, de nos distanciarmos e rejeitarmos toda e qualquer tristeza. Só que ao fazermos isso, fugimos da tristeza e ao mesmo tempo dos que estão tristes!
Uma paciente do HC me contou que rescreveu o seu diário eliminando todos os episódios tristes. Eu a convenci a voltar e continuar com o velho diário completo somente com uma pergunta: "o que seria dos grandes navegadores se não houvessem tempestades?"
A vida cristã nem sempre é alegre, como dão a entender certos corais evangélicos cujos maestros que, com um sinal ordenam aos cantores que sorriam. A vida cristã tem momentos preciosíssimos de tristeza, e nessas horas, na maior parte das vezes, chorar é bom, é terapêutico. E se tiver alguém para chorar junto, é melhor ainda.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

TOBIAS OR NOT TOBIAS

Os primeiros sintomas de que havia algo errado com aquela senhora, no começo fracos, foram não conseguir ler, esbarrar nos móveis e nas pessoas, enfim, problemas de visão. Surgiram bem no dia do aniversário da filha, no dia em que a menina completou 12 anos. Na realidade, foi durante a festa, que tinha como convidados as amigas e os amigos da garota (Ai, mãe! Não é nada disso que você está pensando, eles são só amigos!).
Depois, a cada dia que passava o problema piorava. Foi ao médico, fez todos os exames necessários mas o médico não achou nada de errado. Outros médicos, outra vez todos os exames, e nada.
Até que ela ficou cega de tudo.
A filha teve que parar de estudar para cuidar da mãe, que não queria, de jeito nenhum, outra pessoa para fazer isso. E estudar à noite a mãe achava extremamente perigoso e não queria nem tocar no assunto. Tobias, o pai, trabalhava o dia inteiro, então a filha, que era única, parou de estudar.
Aos 20 anos, essa menina chorou e desabafou com um pastor que fora visitar a mãe. Chorou muito, lamentando-se do fato de que sua vida se estagnara e que, como a água de um pântano, deteriorara-se.
Por influência e insistência do pastor arranjaram todo um esquema alternativo e aquela jovem arrumou um emprego e matriculou-se em um curso noturno.
No primeiro dia em que ela saiu para trabalhar e estudar, a mãe voltou a enxergar!
“Deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gênesis 2:24)
Baseado em muitas histórias reais.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ESCOLHAS

A cada dia Deus me ensina algo novo, mas desde a semana passada uma enorme lição tem ocupado a minha meditação. Devemos, diariamente, optar por estarmos com Deus. Veja esses versículos:
“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Josué 24:15)
“Dizia (Jesus) a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9:23)
A salvação é um processo. Uma vez livres da pena do pecado da incredulidade, temos que desenvolver o nosso relacionamento com Deus, no sentido de tirar o que nos envolve e tolhe.
“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor;” (Filipenses 2:12)
Toda escolha tem um custo e uma perda, é certo. Mas por outro lado, há um lucro e um ganho. Escolher ter comunhão com Deus implica no abandono do meu querer pecaminoso e ilusoriamente satisfatório.
“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:12-13)
NOTE: nesse assunto, aquele que pensa poder se abster de escolher, já fez a pior escolha.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

UM CORAÇÃO MAIOR DO QUE O TÓRAX

A Maura é a pedagoga do HC-UNICAMP. É loira, gosta de roupas bem alegres e muito, mas muito brilho mesmo. Suas bijuterias e jóias são enormes. Vive cercada pelas crianças e mães da pediatria. Sua sala é uma mistura de brinquedoteca, escritório e depósito. Uma bagunça.
A princípio o trabalho dela é acompanhar aquelas crianças que precisam ficar internadas ali por muito tempo e, para não perderem as lições, estudam, ali mesmo no hospital, a matéria enviada pela escola. Só que ela é tão bondosa que não se limita a isso.
Quando o apóstolo Paulo se encontrou com Pedro, Tiago e João, os “colunas” do cristianismo que dava seus primeiros passos, ele só recebeu uma recomendação:
“Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” (Gálatas 2:10)
Não estou querendo dizer que a Maura se lembra dos pobres, quero dizer que ela só pensa nos pobres! Para todo mundo que encontra ela pede ajuda para os necessitados: roupas, calçados, brinquedos, leite, alimentos, remédios, material de higiene pessoal. Foi assim que ela colocou televisão em todos os quartos da enfermaria de pediatria, e é assim que ela faz todos os anos festa no Dia das Mães, na Páscoa, no Dia das Crianças, no Natal e eventualmente no aniversário de uma criança. E socorre todos os que precisam de ajuda material, emocional e espiritual (ela é da Igreja Batista).
Quase todo dia eu a vejo trazendo da sua própria casa uma comida diferente e gostosa para alguém.
De duas uma: ou ela tem o tórax pequeno demais para um coração tão grande, ou tem dois corações.
Quando eu crescer quero ser como ela. Você não?
“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” (Gálatas 6:9)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

JESUS CHOROU 2

Certa vez fui ao enterro de uma jovem amiga. Como eu, muitos que ali estavam eram jovens. Muitos choravam, outros lamentavam o terrível acidente, todos muito abatidos, menos um. Era um rapaz que ria, recebia a todos efusivamente, demonstrando muita alegria. Na ocasião alguém o exortou a ser mais discreto, lembrando-lhe que estávamos em um funeral. Ele alegou que, pelo fato de nossa amiga que morrera ser convertida, nós deveríamos nos alegrar, pois ela já estava junto de Deus. Ele não considerava a dor da separação.
“Como quem se despe num dia de frio e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração aflito.” (Provérbios 25:20)
“Jesus chorou”. (João 11:35)
E por que Ele chorou?
Jesus chorou quando esteve em contato com as pessoas que estavam enlutadas por Lázaro. Essas pessoas eram as irmãs do próprio Lázaro e os amigos da família. Nosso Senhor teve empatia com todos ali presentes. Ele viveu o “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.” (Romanos 12:15)
Foi uma preciosa demonstração de sua humanidade sensível e compassiva.
Você é uma pessoa sensível?
Você é uma pessoa compassiva?

JESUS CHOROU

Ontem eu chorei durante o louvor do culto realizado na Igreja da qual faço parte. Quando pedi um lenço de papel para a Denise, ela perguntou se eu tinha chorado e eu respondi “Imagina”, mas tinha. O louvor foi muito bom para mim. Gosto quando o Héber dirige o louvor. Ele o faz de uma forma inteligente e inspirativa. Enaltecemos a grandiosidade de Nosso Senhor Jesus, agradecemos Seu controle total e perfeito, louvamos a forma amorosa de Ele nos chamar, essas e outras verdades lembradas e enaltecidas é que me fizeram chorar. Um choro gostoso, do corpo, da alma e do espírito.
Lembro quando uma voluntária disse para um paciente que estava chorando que é bobagem chorar. E olha que ela nem sabia a razão pela qual ele estava chorando.
Nunca devemos desprezar um choro. Nunca.
Podemos chorar de raiva, por alguém, por uma perda, de alegria, de saudade, de dor, de medo, de nervoso, de fome ou de sede, por amor, por muitos outros motivos, e penso que nenhuma dessas razões é desprezível.
Muitas vezes é gostoso chorar. Parece que acalma algo que está “no limite”, não é mesmo?
“Jesus chorou”. (João 11:35)
Ele estava junto de Maria e Marta nos primeiros momentos de luto pela morte de Lázaro, irmão delas e amigo de Jesus. Por que Jesus chorou?
Pelo estrago que faz o pecado.
Qual foi a última vez que você chorou?
Qual foi a última vez que você chorou por ter pecado?

PROPAGANDA POLÍTICA

Achei boa essa idéia de colocarem cartazes em cavaletes espalhados pelas ruas da cidade anunciando os candidatos. Com isso já me defini: para senador vou votar em "COCO GELADO" e para deputado em "CALDO DE CANA".

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DISCÍPULO

Não foi possível eu me formar em jornalismo. Problemas familiares que resultaram em problemas financeiros me obrigaram a abandonar a faculdade no meio do último ano. Mas enquanto estudei ali, fui discípulo do professor Erbolato. Ele era apaixonado por jornalismo, tinha, na época, uma biblioteca só sobre esse assunto com mais de 2000 volumes.
As suas aulas eram aos sábados, e meu colega de curso (o qual dirigia a minha Kombi) e eu nos oferecemos para ir buscá-lo e levá-lo, pois assim poderíamos aproveitar mais da sabedoria e experiência daquele professor. Aprendi tanto na Kombi quanto na sala de aula. O homem respirava jornalismo. Ele me deu de presente diversos livros, um deles me “impactou” bastante. Chamasse “JORNALISTAS EM AÇÃO”. Deve estar lá na casa do Rui, meu irmão que é jornalista.
Não consegui ser o jornalista que o professor Erbolato me incentivou a ser, mas tenho a impressão de que ele gostaria de ler meu Blog. Foi a alternativa que encontrei para usar o que aprendi.
Discipulado é isso. Passar para a geração seguinte o mais possível daquilo que amamos. Não é, como alguns acreditam que seja, uma simples passagem de informação. É educar, e isso é de dentro para fora.
Outro de quem fui discípulo foi Adílson Donateli. Esse me ensinou o que é ser cristão. Se hoje sou o que sou devo muito a ele ter deixado Deus usá-lo para me transformar. Se mais ele não fez foi por falha do discípulo.
Bom, acho que você já descobriu onde quero chegar. O método de Deus é usar “homens”, que formam uma corrente contínua de discipulado.
“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28:18-20)
“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” (2 Timóteo 2:1-2)
Onde você se encontra nessa “corrente”?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

LAR, DOCE LAR

Quase no fim da tarde lá estava eu na frente do hospital, esperando a Denise para irmos embora para casa. Uma técnica em enfermagem, colega ali no trabalho, uma senhora já, pára ao meu lado, esperando o filho vir buscá-la. Ela puxou papo dizendo que era muito bom ter uma casa para voltar depois de um dia cansativo. Concordei plenamente. Ela lembrou que há pessoas que não teem onde morar, como por exemplo, as vítimas de catástrofes.
Pode ser grande ou pequena, perto ou longe, mas nada como a nossa casa. Às vezes os pacientes que ficam mais tempo internados no hospital fazem do seu leito o seu lar, pondo ali fotos, desenhos enviados pelos filhos, livros, revistas, Bíblia e muitas vezes biscoito de polvilho. É interessante notar que muita gente que vai visitar um doente pensa que biscoito de polvilho é um bom presente.
Algumas vezes, depois de um dia puxado, quando estou entrando no condomínio onde moro, eu digo: “Oba! Casinha, casinha!”, e já relaxo. Gosto de voltar para casa. Tomar um banho, vestir uma roupa mais confortável, comer um lanchinho, ali estão os livros que estou lendo, a TV, a companhia da Denise.
E pensar que há pessoas, e não poucas, que teem uma casa mas o ambiente é um inferno. Não dá vontade de voltar para casa. Aí alguns apelam para a ilusão do “Bar, doce bar”.
É claro que não poderíamos deixar de lembrar da esperança da nossa casinha lá no céu:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (João 14:1-3)
Você consegue sossegar pensando que muitos não possuem essa esperança?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PENSE NISSO 114

A Igreja tem que ser uma organização? Se não, por que é?

A Importância dos Missionários de Base

por Reinaldo Bui
Neste momento, em algum lugar do nosso país (para não estender este apelo a outras nações), há um crente frustrado em seu trabalho. Este irmão ou irmã é apaixonado por missões, seu coração ferve sempre que ouve uma mensagem desafiadora para “ir pelo mundo” aos povos que ainda não ouviram o Evangelho para pregar a mensagem de salvação. Mas ele vive num impasse. Seu paradigma de missionário é o mesmo da igreja em geral: aquele intrépido e desprendido ser que largou tudo e todos para se enfiar no meio de uma mata longínqua, a fim de viver sem um mínimo de conforto, disposto a se habituar à culinária nada convencional do povo que ele escolheu, só para levar as Boas Novas de Cristo.
Sua frustração só aumenta. Quanto mais este irmão ou irmã busca aconselhamento com seus pastores, mais distante suas esperanças ficam do “campo missionário”. Seu perfil é de alguém que adora rotina e desenrola muito bem o serviço burocrático. Talvez ele trabalhe numa empresa de telecomunicações, talvez ela seja uma secretária eficiente. Ou então este irmão/irmã seja um advogado, ou algum profissional da área administrativa, ou sei lá. Pode ser qualquer coisa, mas nunca conseguiu se imaginar comendo turu e morando numa maloca por amor às almas perdidas. Não que este sentimento não lhe incomode, mas por ser urbano demais, não conseguiria chegar tão longe. Por isto, cala-se, frustrado. Não consegue imaginar em que poderia ser útil para a proclamação do Reino. Ah, sim. Ele/ela é ativo em sua igreja. Mas quem tem o coração em missões está sempre com a cabeça lá longe.
Talvez alguns o questionem sobre a autenticidade do seu “chamado”, e este é outro paradigma que precisa ser quebrado. Chamado missionário não é algo místico. Se você está esperando uma revelação por sonho ou alguma visão extática, esqueça. Olhe para a Palavra (que vale muito mais do que qualquer visão). Atente, por exemplo a textos como:
"...sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra" (Atos 1.8).
"...Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura". (Marcos 16.15).
Este chamado, não é para poucos. Esta convocação é para todos os crentes. A questão é se você vai obedecer ou não... E aonde você vai cumprir esta comissão.
Voltemos ao nosso irmão frustrado. Ele tem convicção da importância desta santa convocação e perturba-se profundamente com isto. Para complicar ainda mais, seu teste de dons não apontou para evangelismo, ou ensino, nem para apostolado. Como era de se esperar, ele/ela é apto para administrar ou presidir. Desconsolado, chora: "continuarei orando por missões..."
Neste momento, em algum lugar do nosso país há um crente apaixonado por missões, mas frustrado porque o velho paradigma o impede de ir; e neste mesmo momento, em alguma base missionária, há um missionário que está louco para ir embora pro meio do mato, comer turu com o povo local e morar numa maloca, a fim de desenvolver seu dom de compartilhar o Evangelho de maneira contextualizada... Mas não pode porque alguém tem que fazer o serviço burocrático e rotineiro na base da missão. Ele ora: "Senhor, mande alguém prá fazer este serviço porque senão eu vou ficar louco com esta papelada aqui!"
Somente quem desconhece quantos dons e habilidades diferentes são necessários para se compor uma equipe missionária ignora que “missionários de base” são tão importantes quanto os “missionários de campo.”
Reinaldo Bui, 45, pastor da IBCU e missionário na região nordeste pela missão Juvep, formado no IMPV Norte, casado com M. Cristina L. Bui e pai de três filhos: Pedro, Célia e Julia. Ele afirma que turu (uma larva que se alimenta de madeira podre) é bom, mas picanha é melhor.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

LUZ E TREVAS

Estou aqui na sala que a minha Igreja gentilmente me deixa usar todas as manhãs. Vejo no chão um raio de sol que entra pela vidraça da janela. Na escola aprendi que a luz não é uma onda, pois ela atravessa o vácuo, e também não é uma partícula sólida, pois atravessa o vidro. Então a luz é a luz. Esse raio de sol que vejo ilustra isso perfeitamente.
Podemos definir trevas como a privação ou ausência de luz. Mas há ainda trevas palpáveis:
“Então, disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar. Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas sobre toda a terra do Egito por três dias; não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações.” (Êxodo 10:21-23)
Como é, ou foi, isso? Não sei.
Mas o que mais nos interessa agora é o sentido teológico desses termos.
Ao tentar explicar para um homem a diferença entre viver nas “trevas” e viver na “luz”, esse homem argumentou que também havia utilidade nas trevas, e explicou que um ladrão fugindo da polícia à noite, quer mais é um canto escuro para se esconder. Pois é isso mesmo: quem faz coisa errada procura os cantos escuros para se esconder.
“Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1:5-7)
Viver na Luz é andar conforme a vontade de Deus. Viver nas trevas é ser avesso às coisas de Deus; é o lado mau, a situação ou condição contrária a tudo que diz respeito Deus.
Eu já tive a oportunidade de visitar uma casa noturna à noite e depois durante o dia. Se tivesse sido ao contrário, primeiro de dia, com certeza não teria comido nem bebido o que experimentei à noite.
Note essa lição do Senhor Jesus: “Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.” (João 11:9-10)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SEM VOLTA

Um dos escritos do Henri Nouwen que mais gostei é um em que ele relata como o ter que cuidar de um rapaz com paralisia cerebral o levou a um entendimento do que é o amor verdadeiro. Aquele rapaz não poderia devolver, de forma alguma, o amor e o cuidado que Nouwen lhe dedicava.
Outro dia eu brinquei um tempão com o Nino (9 anos) e com o João Vitor (8 anos) lá no hospital. Ambos sào pacientes crônicos que não podem sair do seu leito hospitalar devido à dependência do respirador mecânico, e seus movimentos são limitadíssimos. Não esperava receber nada em troca do carinho e do amor que lhes dediquei, mas na hora de ir embora, os dois me mandaram um beijo. Dá para imaginar a alegria que tomou conta de mim? Mas e se eles não tivessem mandado os beijos?
Eu tenho um problema: quando sei que alguém pode “devolver” o meu amor, fico esperando que ele retribua o que dei!
Não consigo acertar o alvo: acredito que necessito mais ser amado do que amar! O querer ser amado é tão forte, às vezes, que me impede decidir amar. E olha que estou em um ponto da minha vida em que sinto imensa alegria e satisfação em amar. Aprecio muito amar. Mas, às vezes ...
Não vou desistir de buscar o verdadeiro amor.
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:4-7)

sábado, 14 de agosto de 2010

OITO

DOZE

DEZESSEIS

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A NOVIDADE

Deixe-me falar um pouco sobre a NOVIDADE (Nossas Vidas Damos a Deus). A NOVIDADE foi um grupo que visava evangelizar e discipular jovens aqui em Campinas. Começou na Vila Nova, bairro em que eu e mais os principais líderes do movimento morávamos e depois atingiu pelo menos mais 4 outros bairros. Chegamos a ter mais de 200 participantes ao todo.
Conforme percebíamos que um determinado bairro tinha potencial para formar um grupo, uma dupla dos mais experientes começava um trabalho ali. As reuniões realizavam-se nas casas, nas escolas, associações de bairro e até em lanchonetes. Grupos pequenos que se reuniam duas ou três vezes por semana e eventualmente participavam de um encontro de todos os grupos.
Isso proporcionava mais oportunidades para mais pessoas estarem servindo a Deus, ou dando palestras, ou na área de música, ou nas recreações. A comunhão era muito forte, a participação nas atividades era muito efetiva, amizades se solidificavam muito facilmente e os custos eram pequenos.
A certa altura concluímos, talvez equivocadamente, que só tínhamos duas alternativas para o que fazer com a NOVIDADE: ou a transformávamos em uma nova Igreja ou a fechávamos. Resolvemos fechá-la. As pessoas que nasceram e cresceram espiritualmente ali foram para diversas Igrejas e tornaram-se instrumentos valiosos nas mãos de Deus.
Hoje, muitos anos depois, vejo que vivíamos sem o saber, o que hoje denomina-se “Igreja Emergente”.
Tenho saudades.
“Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja que ela hospeda em sua casa.” (Colossenses 4:15)
“Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador, e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa,” (Filemon 1:1-2)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

VAI NADANDO, PEIXINHO

Essa expressão que dá título ao texto de hoje, quem me ensinou foi o Venâncio, a qual ele usa quando alguém mais jovem o contesta quando ele,o Venâncio, profere uma verdade aprendida pela experiência. A juventude, de uma forma geral, se acha a “dona da verdade”.
Atente agora para esse verso do Belchior da música “Como nossos pais”: “Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude, está em casa, guardado por Deus contando o vil metal”.
O movimento hippie foi protagonizado por jovens geralmente das classes média e alta, que saíam de casa e formavam comunidades, defendiam a vida de “paz e amor”, atacavam os sistemas religioso e financeiro dos pais e se afundavam nas drogas. Tais drogas eram pagas, via de regra, com os gordos cheques das mesadas que os pais desses jovens davam para não terem problemas de consciência.
Com o passar do tempo, os hippies se transformaram em yuppies, jovens bem sucedidos profissionalmente, que se vestem de terno e possuem relógio Rolex.
Por que isso aconteceu?
“O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas.” (Eclesiastes 1:9-11)
Há alternativa para para tudo que é velho e volta como se fosse novo?
Sim. A palavra “evangelho” quer dizer “boas novas”. E o que é o evangelho?
“Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Coríntios 15:1-4)
Só assim é que podemos experimentar a verdadeira paz e o verdadeiro amor.
Agora, se você acha que suas idéias são originais e melhores, “Vai nadando, peixinho”.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RECLAME

Quando eu era garoto, toda propaganda divulgada nos intervalos da programação da televisão chamava-se “reclame”. Por que? Não sei. Sei que vem do francês.
A propaganda no início era usada para anunciar que o produto existia. Depois passou a ser para afirmar que determinado produto era melhor do que os dos concorrentes. E por fim, hoje é usada para convencer o consumidor de que ele precisa do produto. Mesmo que na realidade não precise.
Em outras palavras, cria-se uma necessidade na mente das pessoas.
Você precisa de tal sabão, desse carro e dessa roupa. Só assim você será feliz. Será?
Podemos fazer isso com as pessoas.
Já vi pessoas dizendo para um namorado (ou namorada) que lhe deu um fora, que essa que vai embora não vai ser feliz fora do relacionamento entre eles.
Pessoas que saem de uma firma para trabalhar em outra, não raras vezes ouvem que esses que “traíram” a firma abandonada vão se arrepender amargamente.
Pessoas que saem de uma Igreja para irem para outra também escutam algo semelhante.
Você precisa de mim, dessa firma ou dessa Igreja. Só assim você será feliz. Será?
“Então, ele (o Senhor) me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” (2 Coríntios 12:9)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

CARTEIRA DE IDENTIDADE

Estávamos (meu irmão, alguns amigos e amigas e eu) no bar do Clube do qual éramos sócios. Eu era moleque na época. Todos estávamos tomando whisky. Eu não gosto de whisky, me dá uns arrepios e o gosto me desagrada muito. Mas todos queriam e eu não ficaria de fora; então o que fiz: servi só um tiquinho de whisky e completei o copo com guaraná. Assim todos pensaram que eu era um bom bebedor daquela horrível bebida.
Estamos sempre representando papéis: o papel de pai, de mãe, de avós, evangélico, católico, santinho, médico, garçom, soldado, oficial ... e por aí afora. E sem percebermos, em um dia representamos vários papéis, cada um numa hora e até alguns ao mesmo tempo.
Nota importante: nem sempre somos o que representamos. Por exemplo: a pessoa pode ter o diploma de advogado, exercer a profissão e em essência ser um artista plástico, atividade que não lhe garante a comida e as contas pagas.
Por outro lado, a uma geral expectativa de que cada um represente o melhor possível o papel que nos cabe em todas e em cada uma das fases da vida. Não posso deixar de ressaltar que, de uma forma ou de outra, todos os papéis já estão previamente definidos por cada cultura (minha dúvida é até que ponto a pós-modernidade mudou isso).
Em contrapartida, há uma forte e constante cobrança sobre nosso desempenho nessas performances. É uma pressão às vezes intolerável. É por isso que às vezes temos vontade de jogar tudo para o alto. Ou surtamos. Ou somos internados em um hospital, psiquiátrico ou não.
Há um caminho seguro que podemos seguir:
“Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Romanos 12:2 NTLH)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

SÓ DEUS E EU

“Quão preciosas são as horas,
na presença de Jesus,
comunhão deliciosa,
de minha alma com a luz ...”
Primeiro eu olhei para o chão, depois para as plantas do pequeno jardim que há ali, depois para uma parede, e ainda para o céu ... tudo bem real e concreto, e pensei: “Caramba, Ele existe e está aqui!”. Essa tomada de consciência da presença de Deus deu-se no meu Lugar Sagrado lá no condomínio onde moro. Esse canto é o lugar que separei para me encontrar com Deus. E lá estávamos nós, só Deus e eu. O fato de Ele estar ali é o que torna o lugar Sagrado. Aquele rico momento me inspirou a assobiar (modéstia às favas, eu assobio muito bem) esse hino cuja primeira estrofe coloquei acima.
Eu creio que Deus existe.
“Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hebreus 11:6)
Eu havia me proposto a só me colocar diante de Deus e me sensibilizar com a Sua presença. Sem ler a Bíblia, sem orar, só me colocar diante desse Deus maravilhoso. E Ele estava ali.
Tenho feito isso de vez em quando e tenho apreciado muito. Às vezes o Espírito Santo me traz à memória um trecho bíblico, ou um motivo de oração (aí eu oro), mas algumas vezes não acontece nada. Mas e daí? Ele é Deus, se não quiser se manifestar, para mim tudo bem. Ele é que sabe. O mais importante para mim é a Sua presença junto a mim.
“Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28:20)
Eu não me sinto mais só.

sábado, 7 de agosto de 2010

PENSE NISSO 113

Uma pessoa não precisa, necessariamente, de uma Igreja para ser cristão, mas precisa frequentar uma por ser cristão.

TERRA-MULHER

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

EU VI, VEJO E VEREI

João Evangelista teve um privilégio que eu gostaria de ter tido, ou seja, conhecer Jesus Cristo pessoalmente.
“O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.” (1 João 1:1-4)
Eu gostaria de segurar ou beijar (literalmente), a mão do meu Senhor.
João teve esse privilégio, nós não. Mas veja esse versículo a seguir:
“Disse Jesus. Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!” (João 20:29 NTLH)
Temos que experimentar o que Jó vivenciou:
“Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos.” (Jó 42:5 NTLH)
A experiência da fé nos proporciona uma alegria real e profunda.
Como ter essa experiência? Tendo comunhão com Deus.
“O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.” (1 João 1:3-4)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

MAIS PASSADO QUE FUTURO

Outro dia eu compartilhei com a Denise que me sinto definhando. Estou perdendo as forças de uma forma lenta e constante. Bem lentamente. Um amigo comentou comigo que os degraus da casa dele a cada ano que passam ficam mais altos.
É claro que não estou moribundo nem em estado terminal, mas estou ficando mais velho, e isso aponta para o túmulo. Lembro de um filme que assisti no qual um velhinho vai a um funeral mas fica na entrada do cemitério, e alguém pergunta a razão de ele não entrar, ao que ele responde que depois de uma certa idade a cova exerce uma certa atração. É mais ou menos isso. Não é que eu esteja morrendo, mas a idade avançando faz a gente pensar mais amiúde na morte. E fico feliz ao afirmar que estou pronto. Há quem afirme que é impossível alguém estar pronto para morrer. É difícil, isso eu reconheço, mas não impossível.
Existem muitas vantagens adquiridas ao se ficar velho. Uma das melhores eu exemplifico com uma ilustração do futebol: o jogador jovem corre o campo todo atrás da bola, o experiente sabe onde ela vai e espera sossegado.
Mas, por outro lado, é um pouco triste perceber que estou ficando fraco. Quando jovem, eu ia em acampamento de jovens e podia nem dormir. Hoje tenho que dormir, de preferência em casa e na minha cama!
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer; (...)“no dia em que tremerem os guardas da casa, os teus braços, e se curvarem os homens outrora fortes, as tuas pernas ...” (Eclesiastes 12:1 e 3).
O pai de um amigo meu sempre afirma que não é agradável ficar velho, mas a alternativa que temos é pior. Brincadeira à parte, por um lado isso é verdade, mas para quem tem a esperança, a fé e o amor em Cristo, o dia da morte é o melhor de todos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DOS JARDINS DA PEDIATRIA


Já apostei muita corrida com as crianças ali, eles nas “motocas” que ficam para eles usarem e eu na minha cadeira de rodas motorizada. Também ali já montei quebra-cabeça, joguei com eles os jogos disponíveis, nesse lugar já conversei longos assuntos com as mãe das crianças, já orei com eles ali, é onde fazemos as festas, levamos corais, conjuntos, teatro, enfim, é um espaço que proporciona muita comunhão e lazer. O pátio da Enfermaria de Pediatria do HC-UNICAMP é o espaço onde as crianças ali internadas brincam, se distraem e é um lugar onde as crianças podem “sair um pouco do quarto”. É muito gostoso estar ali.
Só que as floreiras precisam de revitalização. O trabalho de paisagismo já ganhamos, como também a caçamba para a retirada do lixo e também as ferramentas. Muitos jovens vão fazer a mão-de-obra. Então só falta as mudas de plantas, terra e decoração. Você quer participar?
Entre em contato: xykomotta@gmail.com

O DESGASTE DA MÁQUINA

Outro dia eu brinquei com um amigo dizendo que havia tomado uma decisão importante, ou seja, optei por envelhecer um pouco por dia ao invés de uma vez por ano só no dia do meu aniversário. Pensando nisso mais tarde dei graças a Deus por ser assim naturalmente. Já pensou envelhecer em um dia o desgaste de um ano de vida?!
A velhice chega de uma forma lenta e insidiosa. A doença e a perda de força são, via de regra, devido ao desgaste da máquina. É um processo inexorável. Por mais que se faça, não tem jeito, todos envelhecemos continuamente. Ficamos mais suscetíveis às doenças, vem a fraqueza, os lapsos mentais ...
É um sinal de que uma vida foi vivida.
Só resta avaliar se ela foi bem aproveitada ou não, se valeu a pena.
“Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” (Salmos 90:12 NTLH)
Hoje é o dia do meu aniversário. Dia de receber parabéns não por ter feito algo, ou por alguma conquista ou sucesso, mas simplesmente por existir. Gosto disso: me valoriza como ser humano e transfere todo o mérito e glória a quem merece, ou seja, Deus.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ESTOU FICANDO VELHO

Há uns dias minha mãe me falou que está ficando velha. Não conseguiu pegar alguma coisa na parte de cima de um armário e sentiu que está ficando velha. Ela está com 83 anos e “está ficando velha”. Eu lhe disse que ela é velha, e, lógico, ela não concordou.
Agora sou eu que vou dizer que estou ficando velho. Amanhã, dia 4 de agosto de 2010, faço 59 anos e, lógico, ano que vem serei um sexagenário.
Quando a Ingrid (que saudades!) era minha médica, eu comentei sobre dois velhinhos que passavam o dia inteiro sentados em uma varanda, sem fazer nada. Nem tricô, nem Palavras Cruzadas, nem sequer a leitura de um livro ou jornal! Falei que não queria uma velhice assim. Queria continuar ativo. Foi aí que a Doutora Ingrid falou que não é possível, e aludiu ao “desgaste da máquina”.
Mas juntos lembramos do seguinte trecho:
“O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Plantados na Casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor,” (Salmos 92:12-14)
A palmeira simboliza a beleza e o cedro a resistência robusta.
Eu quero isso para mim.
É essa fase da minha vida que quero registrar hoje, amanhã e depois.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PENSE NISSO 112

Se alguém quer ser justo demais, acaba sendo legalista, e sendo legalista, perde de vista a graça e a misericórdia.

UMA CAMINHADA VERDADEIRAMENTE CHEIA DE VIDA

São muitos, e é isso o que me preocupa. Não só pelos estragos que eles podem fazer como por eles mesmos. Vamos chamá-los de “Turistas Eclesiais”. Frequentam regularmente uma Igreja cristã, participam de todas as atividades da mesma, ajudam nos trabalhos, contribuem financeiramente com a obra, visitam outras Igrejas onde possuem muitos amigos, assistem a todos os grandes eventos, sejam eles retiros, conferências, intercâmbios, shows, realmente estão em todas.
Conhecem de cor esse versículo:
“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)
Mas ... ao convivermos com eles, parece que falta alguma coisa.
Fica claro que eles não andam pelo “caminho”, mas sim por um atalho. E note, “se o atalho fosse melhor do que o caminho, não seria atalho, mas seria o caminho”. O cristianismo deles não é verdadeiro, mas uma ilusão, ou seja, uma mentira. E por fim, é notório que não possuem vida em abundância. Estão “vivos”, em corpo e na alma, mas não no espírito.
Apesar de tudo, não são convertidos.
O que fazer com eles? Nada.
“Outra parábola (Jesus) lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.” (Mateus 13:24-30)