Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

LAMENTÁVEL SEU ESTADO CIVIL


Fiquei bem admirado quando aquele senhor de 60 anos, evangélico mas não da minha Igreja, me declarou que há muitos anos não era mais casado. “Nós só moramos juntos!” foi o que disse. Conversando um pouco mais, ele me contou que não havia mais sexo, nem amizade, nenhum compartilhar além de coisas do tipo “Já coloquei o lixo para fora”. Nem as refeições fazem juntos, é cada um em um horário e sempre na frente da TV. Os filhos, todos casados, não sabem dessa situação, e segundo aquele homem, nem querem saber.
Você acha que seria justo esse casal se divorciar?
Eu creio que não. Houve um casamento, eles é que não souberam (ou não quiseram?) mantê-lo. É isso mesmo: todo casamento necessita de manutenção constante!
Quando é que um casamento é consumado? Eu creio que são 3 os fatores que determinam a realidade de um matrimônio: a aprovação de Deus (estar dentro dos princípios bíblicos), a aprovação da sociedade (eu incluiria, na maior parte dos casos, os pais dos noivos nessa decisão) e a realização do intercurso sexual.
Muitos são contra qualquer tipo de divórcio alegando Marcos 10:9 que diz “O que Deus ajuntou não separe o homem.” Temos que considerar que não é todo relacionamento que Deus juntou.
Só morar junto, sem a aprovação legal da sociedade, não caracteriza um casamento.
E por fim, só uma relação sexual não determina de forma alguma o estado civil de um homem e uma mulher.
É por isso que a Igreja Católica tem o recurso de tornar nulo um casamento que, na realidade, nunca existiu. Se não me engano chama-se “Parecer de Nulidade”.
Para terminar essa série quero deixar duas coisas.
A primeira é indicar um texto meu, postado aqui no nosso Blog. Chama-se “Às portas do casamento”. Vai lá e lê.
E por fim algo para se refletir. Segundo alguns, uma pessoa que foi traída pelo cônjuge pode obter o divórcio mas não pode casar de novo em hipótese alguma. Já um que mata com um tiro seu companheiro pode contrair segundas núpcias. Pode?

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

MAS ELES CASARAM NOVAMENTE!? COMO ASSIM?


Ela era uma senhora com uns 60 anos. Chamava-se Mercedes. Seu caso me impressionou profundamente. Quando ela morava lá no Rio de Janeiro, mocinha ainda, casou-se com um homem que se revelou alcoólatra, viciado em jogos de baralho e mulherengo. E era assim que ele gastava todo o seu salário. E o dela também. Talvez a imaturidade da então mocinha ou a paixão típica da mocidade tenham impedido de reconhecer a realidade, mas o fato é que ela acabou se casando com esse típico cafajeste e teve dele 3 filhos, todos meninos.
Cansada de apanhar do “marido” (pois é, tem mais essa: volta e meia ele batia nela), a Mercedes se muda para Campinas e com muito trabalho de faxineira sustenta e cria os filhos. Até que um dia a Dona Mercedes conhece um homem, Seu Jarbas, trabalhador, honesto, carinhoso com ela, atencioso com os filhos dela, amoroso com todos e, como havia saído o divórcio daquela até então sofredora mulher, acabam se casando no civil. Com muito esforço, o Seu Jarbas dá estudo para os meninos, compra uma casa para a mulher e uma para cada um dos rapazes.
Os filhos da Dona Mercedes começaram a frequentar um grupo de estudos bíblicos conosco e se converteram ali. Falaram de Jesus para a mãe e ela se tornou uma pessoa daquelas que levam Deus muito a sério, tanto que começou a frequentar uma Igreja evangélica. Era uma Igreja Batista. Quando ela quis se tornar membro da mesma para poder ajudar em um ministério específico daquela Igreja, o pastor lhe disse que não podia pelo simples fato de ser ela divorciada, e mais, ele a exortou a abandonar o Seu Jarbas, voltar para o Rio de Janeiro para tornar a morar com aquele que sabíamos estar cada vez mais bêbado, viciado e mulherengo.
Como ela me pediu ajuda, conversei e estudei o assunto com vários pastores. Uns eram contra o segundo casamento para os divorciados, outros pensavam que, como a Bíblia dá a opção do divórcio, cada caso tem que ser analisado separadamente.
Espaço para a separação a Palavra de Deus dá:
“Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher. Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz. Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?” (1 Coríntios 7:10-16)
Mas, se uma pessoa divorciada se unir a um outro, não pode voltar ao primeiro relacionamento:
“Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado coisa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir de casa; e se ela, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem; e se este a aborrecer, e lhe lavrar termo de divórcio, e lho der na mão, e a despedir da sua casa ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, então, seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminada, pois é abominação perante o SENHOR; assim, não farás pecar a terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança.” (Deuteronômio 24:1-4 )
O que eu aprendi com tudo isso é que Deus valoriza ao máximo o casamento, mas também, quando por motivos alheios à vontade da pessoa ela não tem outra opção a não ser o divórcio, Deus quer que ela considere isso com seriedade.
Amanhã faremos umas últimas considerações sobre esse assunto.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

TEM MAIS É QUE SE SEPARAR


Certa vez eu fui procurado por uma moça que era seminarista, assim como seu marido. Ela queria uns conselhos. O rapaz com quem ela casara acreditava que por ser ele o cabeça do casal, podia mandar e desmandar nela. Por exemplo: um dia ela estava vendo TV e ele, sem falar nada, desligou o aparelho. Quando ela perguntou a razão daquilo, a resposta foi que ele já havia assistido o filme e simplesmente não queria que ela assistisse. Em outra ocasião, ela estava estudando à noite e ele apagou a luz. A explicação: ele decidiu que ela não estudaria naquela noite. Só isso. Quando essa moça veio conversar comigo seu rosto e braços estavam cheios de hematomas. Ele achava que tinha o direito de bater nela a hora que quisesse.
Aquele rapaz simplesmente não considerava a sua mulher uma pessoa. Veja nesse exemplo a seguir como Deus preza essa consideração:
“Quando saíres à peleja contra os teus inimigos, e o SENHOR, teu Deus, os entregar nas tuas mãos, e tu deles levares cativos, e vires entre eles uma mulher formosa, e te afeiçoares a ela, e a quiseres tomar por mulher, então, a levarás para casa, e ela rapará a cabeça, e cortará as unhas, e despirá o vestido do seu cativeiro, e ficará na tua casa, e chorará a seu pai e a sua mãe durante um mês. Depois disto, a tomarás; tu serás seu marido, e ela, tua mulher. E, se não te agradares dela, deixá-la-ás ir à sua própria vontade; porém, de nenhuma sorte, a venderás por dinheiro, nem a tratarás mal, pois a tens humilhado.” (Deuteronômio 21:10-14)
A escrava, depois de ser restituída à sua dignidade humana, não poderia voltar a ser escrava.
Se um homem rebaixa sua mulher a menos do que um ser humano, e vice-versa, creio não ser possível a convivência saudável entre ambos.
Aconselhei uma outra mulher que apanhava quase que diariamente do “marido”, o qual usava um pedaço de cano reservado para isso.
A essas duas aconselhei que se separassem.
Se Deus permitir, amanhã falaremos sobre recasamento.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

A RAZÃO PARA DEUS ODIAR O DIVÓRCIO


Que eu me lembre, conheço pelo menos dois casos de pessoas que já estão no terceiro casamento! É capaz de você conhecer casos de casamentos que duraram 2 ou 3 meses. Eu conheço.
Quando eu estudava Educação Moral e Cívica na escola, aprendi que a família é a “célula mater” da sociedade. A célula mãe. A sociedade é a soma das famílias. Famílias destruídas formam uma sociedade subvertida, pervertida, sem valores morais. Se não há valores morais não há ética.
Faça um teste. Faça uma coisa que eu prefiro acreditar que não é seu costume fazer. Assista dois capítulos de uma novela. Você não precisa mais do que isso para perceber como as novelas acabam com as famílias.
É por essas e outras que o Senhor Jesus declarou:
“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]. Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar. Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita.” (Mateus 19:4-12)
Eles tinham lido com certeza, mas não haviam considerado. Adão e Eva não foram feitos para o divórcio. Era fazer dar certo a união, e essa era a sua única opção.
Havia no tempo de Jesus duas correntes de pensamento entre os judeus, sendo uma delas bem criteriosa no conceder o divórcio, enquanto a outra (a de Hillel) o aceitava até pelos motivos mais fúteis.
Os fariseus disseram que era um mandamento de Moisés, mas Cristo corrige isso afirmando ser uma concessão devida ao coração endurecido dos homens.
Note o seguinte:
Deuteronômio 9:6 “(...) tu és povo de dura cerviz”.
Deuteronômio 31:27 Porque conheço a tua rebeldia e a tua dura cerviz”.
O casamento é uma idéia de Deus. O divórcio é uma concessão devida à eventual inabilidade humana de se manter um relacionamento.
Amanhã, se Deus quiser, continuaremos a considerar esse assunto.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

PENSE NISSO 74


Se eu soubesse que casar é tão gostoso, teria casado bem antes.

DEUS ODEIA O DIVÓRCIO


Eu estava brincando com algumas crianças no pátio da Pediatria do HC-UNICAMP quando me avisaram que uma paciente lá do quinto andar queria que eu fosse vê-la. É claro que fui.
Quando a vi não a reconheci. Emagrecida, pálida, fraca e falando meio atrapalhado devido a um AVC que teve, só depois que ela se identificou é que me lembrei dela. Há cinco anos eu não a via.
Nosso último contato foi quando, ali mesmo no hospital, ela me pediu uns conselhos sobre o seu casamento. Essa senhora, que deve ter uns 40 e poucos anos, me disse o seguinte: “Me lembro direitinho o seu empenho em manter meu casamento, mas eu resolvi não seguir seus conselhos. Hoje estou divorciada”.
Não sei lhes dizer se essa foi a melhor opção para sua vida, mas estou contando esse episódio para mostrar algumas coisas.
Primeira: em caso de grave crise conjugal, devemos sempre procurar acertar os relacionamentos para impedir o divórcio. Essa deve ser nossa primeira providência. Por que? Veja esse versículo a seguir: “Pois o SENHOR Todo-Poderoso de Israel diz: —Eu odeio o divórcio; eu odeio o homem que faz uma coisa tão cruel assim. Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel à sua mulher.” (Malaquias 2:16 NTLH)
Eu acredito firmemente que se os dois quiserem fazer a vontade de Deus, por pior que seja a situação, sempre é possível salvar um casamento.
Mas há casos em que um dos cônjuges não quer. Então ...
Segunda coisa: eu creio na possibilidade de uma pessoa, que quis fazer a vontade de Deus e contra a sua vontade é divorciada, eu creio que é possível ela ser feliz e, dependendo do caso, até ter um segundo casamento (se é que consideraríamos o primeiro como um casamento).
Essa e a primeira de uma série de reflexões sobre esse assunto.
A propósito: muitas das crianças com as quais eu estava brincando no pátio da pediatria, além da doença física que as levou à internação, sofrem de um mal talvez maior: seus pais são divorciados.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

UM CANTO PARA EU FICAR A SÓS COM DEUS


“E, despedidas as multidões, (Jesus) subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.” (Mateus 14:23)
A paciente é uma senhora de uns 45 anos, evangélica. Seu nome é Celina. É evangélica e leva Deus muito a sério. Num determinado dia ela pediu que eu a acompanhasse, e me levou até o canto de um pátio do HC-UNICAMP onde há um banco. Quando chegamos lá, ela sentou-se e me falou: “Aqui, ao amanhecer e ao anoitecer não tem movimento algum. Então eu venho aqui e me encontro com Deus. É meu Lugar Sagrado”.
Uma amiga minha, a Natália, que mora no Guarujá, diz que tem uma determinada pedra em uma determinada praia que é o seu lugar para falar com Deus. Veja a foto acima.
Li certa vez que Billy Graham tem no fundo de sua casa um bosque onde ele costuma ir para orar.
Eu tenho um canto no condomínio onde moro, a Capela do hospital e uma sala na minha Igreja que me proporcionam o isolamento e o silêncio que preciso para me encontrar com o meu Senhor.
Sempre procuro incentivar as pessoas a fazerem um projeto e realizá-lo no sentido de ter, cada um, o seu “Cantinho Sagrado”. Mas por que?
Antes de mais nada, quero deixar claro que os lugares em si não são sagrados. O que os torna sagrados é a presença de Deus e o uso que se lhe dá. Com isso, tal espaço se torna para nós uma referência. Pense comigo a partir do trecho a seguir:
“Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles. Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço. Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. Deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis que um anjo o tocou e lhe disse: Levanta-te e come. Olhou ele e viu, junto à cabeceira, um pão cozido sobre pedras em brasa e uma botija de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. Voltou segunda vez o anjo do SENHOR, tocou-o e lhe disse: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo. Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.” (1 Reis 19:1-8)
Por que será que Elias, ao temer por sua vida (como se algum risco corresse!) correu para o Monte Horebe (ou Monte Sinai)? Aquele lugar era para todos uma referência, pois foi lá que Deus deu as tábuas da lei a Moisés. Havia história naquele lugar.
Escolha um lugar gostoso e viva ali momentos marcantes da sua história com Deus.

RECICLANDO


Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

HORRORES


Na minha Hora Silenciosa, isto é, aqueles momentos diários em que fico a sós com Deus, tenho lido alguns trechos que me incomodam muito. Ei-los:
Na destruição de Jericó, “Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o povo o sonido da trombeta e levantado grande grito, ruíram as muralhas, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram. Tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos.” (Josué 6:20-21)
Na destruição de Ai, “Porém ao rei de Ai tomaram vivo e o trouxeram a Josué. Tendo os israelitas acabado de matar todos os moradores de Ai no campo e no deserto onde os tinham perseguido, e havendo todos caído a fio de espada, e sendo já todos consumidos, todo o Israel voltou a Ai, e a passaram a fio de espada. Os que caíram aquele dia, tanto homens como mulheres, foram doze mil, todos os moradores de Ai. Porque Josué não retirou a mão que estendera com a lança até haver destruído totalmente os moradores de Ai.” (Josué 8:23-26)
“Ao rei de Ai, enforcou-o e o deixou no madeiro até à tarde; ao pôr-do-sol, por ordem de Josué, tiraram do madeiro o cadáver, e o lançaram à porta da cidade, e sobre ele levantaram um montão de pedras, que até hoje permanece.” (Josué 8:29)
Temos que reconhecer que há tempos em que a guerra é necessária: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;” (Eclesiastes 3:1-3). Mas mesmo reconhecendo isso, a guerra não deixa de ser um horror!
Fico imaginando alguém se dirigindo na direção de uma pessoa para matá-la, e o outro também com o mesmo objetivo. Pegar uma espada e enfiar na barriga do outro até causar um estrago suficiente para matá-lo, o desespero daquele que percebe que vai ser golpeado ...!! E depois partir na direção de um outro para fazer a mesma coisa.
DOIS VERSÍCULOS PARA MEDITARMOS:
“Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos.” (Apocalipse 13:10)
“Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina.” (Provérbios 12:18)

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

PARECE QUE SEMPRE FALTA ALGO


Para mim pelo menos é assim.
Note que a maior parte dos nossos problemas são frutos de duas coisas: ou queremos ter o que não temos ou queremos ser o que não somos. Ou ambas as coisas.
Queremos o corpo perfeito, mesmo que tenhamos saúde; a diretoria, mesmo que já tenhamos a gerência; uma aventura, mesmo que tenhamos uma família maravilhosa; ir para o exterior em férias, mesmo que possamos passar uns dias em Minas Gerais; o milhão, mesmo que já tenhamos o necessário.
Assim a vida se torna uma eterna busca, e mesmo ela sendo tão curta, chegamos ao fim sem ter aproveitado o que tivemos. Aí já é tarde.
E tem outra: na maior parte das vezes só valorizamos a satisfação quando conhecemos a carência.
PARA REFLETIR:
“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Romanos 12:3)
“Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:10-13)

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

DE NADA, LITERALMENTE


O Pedrinho tem 7 meses, está internado ali para recuperar-se de uma cirurgia no coração. Eu já conhecia a mãe dele, a Joana, mas nunca tinha conversado com ela. Então, naquela tarde resolvi fazer isso.
Sempre puxo conversa perguntando algumas coisas, tais como “Onde mora? É bom morar lá? Sua família é grande? Frequenta alguma Igreja?”, e assim o papo vai saindo.
Desse jeito comecei a conversar com a Joana e numa prosa gostosa acho que ficamos mais de uma hora. Até que chegou uma outra mãe cuja filhinha também passaria por uma cirurgia cardíaca e por isso estava aflita, e que por recomendação do médico queria ouvir da Joana como foi tranquila a cirurgia do Pedrinho. Fui para o outro leito daquele quarto conversar com outra mãe.
Na hora de ir embora, ao me despedir de todas, quando eu ia saindo, a Joana me falou: “Obrigado, Pastor”. Quando lhe perguntei “Do que?”, ela me disse: “Por ter conversado comigo”.
No corredor fiquei pensando em como é grande a necessidade que temos de falar e sermos ouvidos!
Quer coisa mais gostosa e importante do que sentar e jogar conversa fora? Pode ser numa varanda, na mesa da cozinha tomando um café, em um banco numa praça, debaixo de uma árvore ou à beira-mar. Ou no quarto de um hospital.
Só não pode ser em frente à TV, ou em frente do computador, ou pior, pelo computador. E pensar que tem gente que namora assim, via INTERNET!
E a Joana ainda me agradeceu!
PARA REFLETIR:
“Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.” (Lucas 10:38-42)
“Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28:20b)

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

ATIVO, REATIVO OU PRÓ-ATIVO


Uma moça, pela qual tenho um carinho especial, que costuma visitar nosso Blog, enviou um dos meus textos para uma amiga não cristã. Foi um dos textos em que coloquei que deve ser nosso objetivo maior no que se refere ao próximo, satisfazer-lhe todas as suas necessidades, contanto que essa ação não seja ilegal, imoral ou que não faça mal (uau!).
A reação da menina que recebeu o texto foi inesperada para a minha amiga: ela não concordou com o texto e disse achar ridículo esse negócio de ajudar prioritariamente o outro em suas necessidades. Tanto espantou a minha amiga que ela me escreveu perguntando o que responder.
Eu responderia da seguinte forma: “Respeito sua opinião, dou-lhe todo o direito de não concordar com o texto. Mas asseguro-lhe que se um dia você tiver alguma necessidade a qual eu possa satisfazer, conte comigo”.
Eu seria coerente com o que acredito ser o certo, independente da opinião dessa pessoa:
“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mateus 7:12)
Certa vez, quando eu trabalhava em uma equipe de tele-vendas, um colega vendedor teve que faltar ao trabalho. Quando cheguei na firma, a telefonista me disse que o Firmino não viria trabalhar para levar a filhinha ao médico, e que ele pediu para atender os clientes dele. “Pode passar as ligações dele para a minha mesa”. A telefonista disse que não achava certo, pois o Firmino nunca ajudava ninguém e se recusava a atender clientes dos outros vendedores quando necessário. A isso respondi: “Não é ele, com sua maneira errada de viver, que determina a minha maneira de agir e ser”.
Devemos ser pró-ativos, e não reativos.
“Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Romanos 12:18-21)

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

PENSE NISSO 73

Ninguém pode dizer “Eu não consigo amar”, pois amar é uma escolha.

COMO AMAR UM HEREGE E PECADOR?


Tenho um amigo que admira e respeita muito um conhecido dele que é Pai de Santo e homossexual. Esse meu amigo consegue ver o ser humano escondido por detrás do herege e do pecador. Meu amigo tem me ensinado a ser mais tolerante.
Lembra do jovem rico que abordou Jesus para saber o que devia fazer para ir para o céu? O evangelho de Marcos diz que Jesus, “fitando-o, o amou”.
Jesus via além do legalismo herético do jovem e além do seu apego material revelado posteriormente e que nosso Senhor já conhecia. Aquele jovem pensava que podia fazer algo para obter a salvação e amava as muitas riquezas que possuía.
Cristo o amou antes de ele ir embora triste. E creio que depois também. Não deixou de amá-lo por isso.
Para mim é fantástico o fato de Jesus ter deixado que ele se fosse. Note que aquele rapaz tinha um perfil perfeito para se tornar um discípulo. Isso do meu ponto de vista, não da perspectiva do nosso Senhor. O rapaz era rico, importante, vida limpa e exemplar, interessado e procurou Jesus por iniciativa própria. Mas Jesus deixou que ele se fosse.
Olha como eu sou incoerente: eu não deixaria aquele cara ir embora devido ao seu perfil e aparência serem atraentes para um discipulado mas não conseguiria amá-lo por causa da sua doutrina errada e apego material.
Jesus o amou, mostrou-lhe seu erro e o deixou ir.
Percebeu que cada um pode fazer o que quiser com o amor que Deus nos dá?!
PARA REFLETIR:
“Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1 João 3:16)
“Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca;” (Apocalipse 3:16)

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

HERESIA É FALSIDADE


O episódio que rapidamente vou contar aconteceu de fato. Um agente policial brasileiro foi fazer, nos Estados Unidos, junto com outras pessoas, um curso que o capacitaria a identificar melhor os dólares falsos. No primeiro dia eles conheceram o museu de cédulas falsas que há lá. No segundo dia o professor lhes disse para esquecerem tudo o que viram no dia anterior, pois a estratégia do curso é fazer eles conhecerem profundamente a nota verdadeira. Assim fazendo, no momento em que aparecer uma falsificação, ela é identificada instantaneamente.
Quanto mais se conhece o verdadeiro cristianismo, mais facilmente se identifica a heresia. Acho perda de tempo ficar estudando as heresias. Maior proveito há no estudo da Bíblia.
No capítulo 2 da Carta de Paulo aos Colossenses, podemos ver os 4 tipos de heresias que existem.
Primeiramente há o gnosticismo (salvação pelo conhecimento de falsas filosofias):
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.” (Colossenses 2:8-10)
Em segundo lugar temos o legalismo (salvação pela observância de regras):
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” (Colossenses 2:16-17)
Depois, em terceiro, vem o misticismo (salvação por experiências sobrenaturais):
“Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.” (Colossenses 2:18-19)
E por fim, vem o ascetismo (salvação por regras rígidas quanto ao corpo):
“Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro, segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem. Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade.” (Colossenses 2:20-23)
Fora dessas quatro não há heresia nova ou diferente.
Nenhuma heresia prega a salvação pelo amor. O cristianismo sim.
Amanhã, se Deus quiser, abordamos isso.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

AMAR NÃO É HERESIA


Há um rapaz que se converteu através do nosso trabalho em uma organização evangelística. Foi discipulado, cresceu espiritualmente e, por causa de uma namorada, foi para o espiritismo. Ele conheceu e abandonou o verdadeiro cristianismo, e abraçou uma seita que não reconhece Jesus como totalmente homem e totalmente Deus. E a justificativa que ele me deu foi que o importante é o amor. No caso hipotético que citei ontem, é, mas no caso desse rapaz, não é. Ele abraçou uma seita que nega ser Jesus 100% Deus e 100% homem, e o amor ali pregado é para se ganhar pontos para a auto-justificação, ou seja, a obtenção da salvação por méritos próprios.
Com certeza todos nós seremos julgados pela “luz” que recebemos. Certa vez eu comecei uma aula para os jovens da minha Igreja lendo com eles um determinado versículo que dizia para amarmos os outros. Depois lhes disse: “Pronto, já não temos mais desculpa. Agora temos que amar”.
E todo o plano de salvação proposto por Deus é baseado no amor:
“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” (Mateus 22:36-40)
É claro que eu não creio no “Universalismo”, ou seja, essa heresia que afirma que no fim todos hão de ser salvos. Não é o que a Bíblia diz. A salvação é por Jesus Cristo, e só por Ele. E por amor nos apropriamos disso.
“Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1:5-7)

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

MEDO DE SER HERÉTICO


Lembro-me que me espantou muito a primeira vez que ouvi alguém falar que, se um muçulmano que nunca teve a oportunidade de ouvir falar de Jesus Cristo (como outros milhões que existem), se esse muçulmano se voltar sinceramente para Deus, e lhe ensinarem que Alá é o único Deus, e por amor a Deus ele abraçar o islamismo, tal pessoa estará salva espiritualmente.
Me espantou porque quem ensinou isso foi uma pessoa que era e é muito firme com Deus e também muito ponderada, sem o mínimo traço de um herético. Admiro muito esse amigo.
O muçulmano nunca ouviu de Jesus, e o que lhe ensinaram o fizeram errado. Como pode ele, que mostrou um interesse genuíno em Deus, ser condenado? Claro que um versículo já “explodiu” em minha mente:
“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)
Trilhar pelo caminho do amor que Jesus pavimentou pode não ser necessariamente a aceitação intelectual e acadêmica de um plano que, se pensarmos bem, é irrecusável (ir para o céu de graça). Na minha perspectiva, o que está em jogo é a crença na misericórdia divina.
Não seremos “cobrados” por Deus pelo que entendemos, ou aprendemos ou ainda pelo que fizemos ou deixamos de fazer, mas sim pelo amor que dedicamos a Deus, e consequentemente, aos outros (“O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:40)
O que me preocupa é que Igreja em muitos aspectos tem se mostrado incapaz de amar. A Deus e aos homens!
Amanhã continuamos.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O SABONETE


Não faz muito tempo, eu comentei com a Cíntia, minha filha, como é fantástico o sabonete. Ele possui acidez suficiente para eliminar a sujeira e a gordura da nossa pele sem nos queimar! E ainda nos deixa cheirosos.
Me lembrei desse “papo” que tive com ela quando estava meditando sobre João 13. Estava pensando mais especificamente no seguinte versículo: “Declarou-lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos.” (João 13:10)
Jesus falou isso para Pedro porque ele, em sua impulsividade, afirmou que não deixaria o Senhor lhe lavar os pés.
O que Jesus quis dizer com banho e lavar os pés? Penso que Ele se referia à salvação e ao perdão dos pecados, digamos assim, cometidos diariamente.
É mais ou menos dentro desse pensamento que alguns chamam o versículo abaixo de “o sabonete do cristão”:
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9)
O que me ocorreu foi questionar a razão de nós muitas vezes darmos uma de “sapo”, aquele da canção infantil que “mora lá na lagoa, e não lava o pé porque não quer”.
Talvez por minimizarmos o pecado e suas consequências na nossa vida. Garantimos que para Deus não existe pecadinho e pecadão, mas só confessamos somente os pecados que consideramos de grande impacto. Esquecemo-nos de que todo pecado, por mais insignificante que possa nos parecer, ele nos causa dano, principalmente no nosso relacionamento com o nosso Deus que é três vezes Santo.
Talvez ainda seja por acharmos mais prático, somente no final da noite, confessarmos todos os pecados do dia de uma só vez, sem especificá-los. Só que a nossa comunhão com Deus fica afetada até que isso ocorra, e ainda deixamos de “trabalhar” aquele problema em nosso viver. Confessar o pecado é homologá-lo, é o reconhecermos como tal. Fazermos um pacote só com todos eles quase que inviabiliza isso.
“Mas que chulé!”

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

REJEITANDO A TERAPIA


Eu estava saindo do HC-UNICAMP, já lá fora, quando minha atenção foi atraída para um homem de talvez 40 e tantos anos, vestido com um pijama do hospital e um casaco de náilon por cima. Ele estava segurando um envelope pardo desses bem grandes que geralmente são usados para se guardar as chapas de raios-X. Aquele homem foi abordado pelos seguranças e encaminhado novamente para dentro do hospital. Ele estava fugindo.
No dia seguinte eu estava fazendo o meu trabalho dentro do Pronto Socorro quando um menino de uns 4 anos, vestindo apenas uma camisa e um casaco, totalmente pelado na parte de baixo, passa correndo por mim em direção à saída. Ouço e vejo uma médica pedindo para as pessoas segurarem o garoto. Os seguranças o seguram cuidadosamente até que a mãe o alcança e o segura não tão delicadamente. O garoto estava tentando fugir.
De vez em quando pacientes fogem do hospital. Por que será? Entendo que muitas vezes o tratamento é agressivo, invasivo, dolorido ou constrangedor. E às vezes é tudo isso. Mas é para o bem da pessoa.
Por outro lado, há aqueles que sofrem algum mal e não querem ser curados, pois sua enfermidade muitas vezes é a fonte de atenção, cuidados, companhia e carinho por parte dos outros. Isso sem falar naqueles que teem em seus males seu ganha-pão, como é o caso daqueles que perpetuam suas feridas para poder esmolar.
Jesus considerava essa possibilidade: “Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado?” (João 5:5-6)
Observe que espiritualmente é a mesma coisa. Ou a ação terapêutica é desagradável ou é o fim de uma fonte de lucro ou prazer. Fato é que muitas pessoas fogem para não serem tratados.
“Mesmo que você batesse num tolo até quase matá-lo, ainda assim ele continuaria tão tolo como antes.” (Provérbios 27:22 NTLH)

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

JESUS ESTÁ COM FOME


A Celinha, secretária lá da Capelania e uma das “Seguidoras” desse Blog, me contou uma experiência marcante. Foi a visita da Juliane. A Juliane é uma paciente do HC-UNICAMP a qual temos procurado ajudar de diversas formas. Ela é mãe solteira de 2 meninos, um com 12 e o outro com 4 anos. Essa moça contraria o ditado o qual afirma que “dois raios não caem no mesmo lugar”, ou confirma o outro que diz que “desgraça pouca é bobagem”. Doenças, abandono, gravidez na hora errada (duas), ventania que destrói a casa, desemprego, internações, tudo isso tem acontecido com ela.
Pois ontem ela passou lá no escritório da Capelania com o filho menor. Depois de chorar muito, ela contou que o menino, antes de dormir tomava na mamadeira, água com açúcar, por falta de dinheiro para comprar leite.
Condoída, a Célia pegou no frigobar do escritório um litro de leite que porventura tinha ali. Ia entregá-lo para a Juliane quando o menino viu aquilo. Seus olhinhos se arregalaram, brilharam, ele largou algo que estava segurando, estendeu os braços e disse: “Deixa que eu levo”. A Célia lhe entregou o pacote e ele o abraçou, e não o largou mais!
Era um litro de leite! Um só!
“Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício.” (Provérbios 19:17)
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:35-40)

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

EGOLATRIA


“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;” (Colossenses 3:5)
Note que nesse versículo, Paulo vem relacionando vários pecados na área da sexualidade e, de repente ele cita a avareza (ou ganância em outras traduções), classificando-a de idolatria.
Ora, a avareza geralmente é relacionada por nós aos assuntos que envolvem dinheiro.
Paulo mudou de assunto bruscamente? Ou será que não mudou? Se não mudou, há então avareza sexual?
Respondendo às 3 perguntas acima: não, não e sim.
Avareza é desejo ávido de ter mais, cobiça.
No sexo, como em tudo na vida, devemos sempre buscar satisfazer as necessidades do outro, contanto que essa necessidade não seja imoral, ilegal e não faça mal.
Isso é amar verdadeiramente. E devemos amar o próximo como inegavelmente amamos a nós mesmos.
A busca da auto-satisfação é idolatria. Idolatria é colocar qualquer coisa ou qualquer pessoa (e no caso aqui, eu mesmo) no lugar de Deus.
Antigamente (ou será que hoje ainda é assim?), quando o filho homem chegava à juventude, o pai o levava a uma casa de prostituição para “aprender as coisas do sexo”. Uma prostituta só está interessada em dinheiro e como “tempo é dinheiro”, suas técnicas profissionais não ensinam absolutamente nada a respeito do amor. O que acontece ali é a união de duas pessoas se esforçando para cada uma satisfazer só seus próprios interesses egoístas. A meretriz finge ser a mulher amada e amorosa, mas não é.
Agora note os versículos seguintes:
“Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição. Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA.” (Apocalipse 17:4-5)
Essa grande meretriz vai ser uma religião mundial, e observe que a globalização contribui muito para isso, que vai fingir ser a amorosa Igreja de Cristo, mas não é.
PARA DECORAR:
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21)

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

PENSE NISSO 72


Eu não preciso que minhas orações sejam respondidas. Eu só preciso que elas sejam ouvidas, e isso elas são.

VIDA DE CACHORRO


Depois que escrevi e postei o texto de ontem (“VIDA DE BURGUÊS”) é que me lembrei de um fato que me deixou indignado. Durante o almoço de domingo passado naquele shopping, um pessoal que estava na mesa ao lado da nossa estava com um CACHORRO!
Como contei ontem, os meninos pobres, por algum motivo não podiam ficar ali, mas o cachorro podia!
No dia 2 de novembro de 2007 eu postei aqui no BLOG o primeiro “PENSE NISSO”. Foi a seguinte frase que escrevi: “O cuidado com os cães está tomando o lugar de muitas crianças”.
Eu fico revoltado quando vejo pessoas tratando mal os animais. Há um versículo que trata disso: “Os bons cuidam bem dos seus animais, porém o coração dos maus é cruel.” (Provérbios 12:10 NTLH) Mas é muito mais revoltante quando crianças são tratadas de uma forma pior do que a dos animais.
Eu gosto de cachorros, contanto que eles fiquem lá fora. Eu amo as crianças, e as quero dentro.
“E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe.” (Mateus 18:5)
PARA COMPARAR E REFLETIR:
“Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus.” (Mateus 19:14)
“Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?” (Mateus 21:16)

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

VIDA DE BURGUÊS


Alguém me falou, e com razão, que tenho levado uma vida de burguês. E isso me incomoda. Não o me falarem, mas a vida que levo.
Nesse domingo minha família e eu almoçamos no shopping mais sofisticado de Campinas. Na saída, ficamos conversando no estacionamento, próximo aos automóveis. Quando olho, passam por nós, dois garotos (de 7 ou 8 anos) com aparência bem pobre. Um deles, ao ver a minha cadeira de rodas motorizada pede: “Tio, anda aí prá nóis ver”. Liguei a cadeira e fui para junto deles. Quando estava perto perguntei se eles queriam dirigir um pouco. Por medo ou vergonha não quiseram, e o maiorzinho ainda disse que tinham que entrar no shopping para encontrar seus pais. Desconfiei que era mentira, claro, o que ficou evidente depois.
Eles entraram e continuamos conversando. Pouco tempo depois vejo os dois sendo conduzidos para fora por 4 seguranças e por mais um que estava dentro de uma viatura. Depois de uma pequena conversa com os homens, os garotos começaram a andar pelo estacionamento para ir embora, seguidos de perto pelo carro da segurança. Fico olhando para eles e quando passam por mim ouço um falando para o outro: “Que vergonha, sermos expulsos do shopping”.
O que será que eles fizeram? Roubar não foi, pois se o fosse, eles seriam detidos. Talvez pedir. Por que não podiam pedir? Isso abriria uma exceção e logo o shopping seria invadido por uma multidão de pedintes. Dou razão aos seguranças. Ou será que os meninos estavam incomodando por estar expondo sua pobreza ao circular pelos corredores, sem fazer nada de errado? Assim mesmo é uma situação difícil de se avaliar o melhor a ser feito. E eu não fiz nada!
E o pior: aqueles garotos já estão feridos e marcados para o resto da vida. E é isso que está doendo em mim. Muito.
PARA REFLETIR:
“Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: —Por que é que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?” (Mateus 9:10-11 NTLH)
“O Filho do Homem come e bebe, e todos dizem: “Vejam! Este homem é comilão e beberrão! É amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama.” Porém é pelos seus resultados que a sabedoria de Deus mostra que é verdadeira.” (Mateus 11:19 NTLH)

DEVOÇÃO


Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

UM APERTO DE MÃO SINIFICATIVO


Fim de mais um retiro de jovens, do qual eu fui o responsável. Os pais já estavam chegando para pegar os filhos. Entre eles um senhor de uns 60 anos, bem forte que estava ali para buscar a filha. Como ela ainda não tinha arrumado as coisas para ir embora, e estava muito calor, ele e eu ficamos conversando na enorme varanda da chácara onde aconteceu o acampamento.
Eu já o conhecia e sabia que ele não era convertido. A princípio conversamos sobre generalidades, política, esportes, e só depois é que naturalmente entramos em assuntos mais pessoais. Dei liberdade e ele perguntou, sem ser inconveniente, algumas coisas a respeito da minha paralisia. Isso propiciou uma abertura para que ele revelasse algo que, obviamente, não era revelado para qualquer um, nem por ele nem por sua família, e por isso eu não sabia. O caso é que ele tinha hanseníase, ou como ele mesmo falou, lepra.
Conversamos um pouco sobre suas dificuldades decorrentes desse mal, até que a filha chegou com as malas. Ela se despediu de mim e foi para o carro, que estava ali perto.
Aquele homem se levantou, agradeceu pelo trabalho com a filha, agradeceu a conversa que tivemos e, se despedindo, me estendeu a mão.
Confesso que na mesma hora me veio à mente o fato de ele ser leproso mas, sem hesitação, sem asco e sem medo, apertei-lhe a mão e ele se foi. Antes de chegar no carro ele voltou até a varanda, e me disse:
- A minha lepra não é contagiosa, e pelo fato de você apertar a minha mão, eu vou considerar atentamente o que você e a minha filha teem falado para mim sobre Jesus.
Mais tarde ele se converteu e passou a frequentar uma igreja evangélica.
“E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe (,,,).” (Mateus 8:3)

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

ESPERA SENTADO


De um interessantíssimo livro clássico que acabei de ler (A Vagabunda, de Gabrielle S. Colette) pincei um parágrafo que me fez pensar, pois retrata, ainda que em poucas palavras, a experiência de muitos de nós, se não todos numa ou noutra medida:
“Quando eu era pequena, diziam-me: 'O esforço traz sua recompensa', e eu esperava de fato, após a grande prova, uma recompensa misteriosa, estafante, uma espécie de graça sob a qual sucumbiria. Espero-a ainda ...”
Você já passou por essa experiência de sacrificar algo num esforço para ganhar um prêmio mais adiante e acabar ficando sem nada?
Conheci um homem que durante 20 anos foi vegetariano e espírita. Foi internado no HC-UNICAMP com fortes dores abdominais. No dia seguinte que os médicos lhe contaram que ele desenvolveu um câncer no aparelho digestivo devido ao fato de ter ingerido muitos agrotóxicos dos vegetais, eu lhe mostrei na Bíblia que o espiritismo não é de Deus.
O esforço que ele fez para ter mais saúde e ir para o céu foi absolutamente em vão, e desastroso. Ele morreu sem se converter.
A mulher o acompanhara nesses esforços. Só que não quis acabar a vida na desilusão. No dia em que comeu o primeiro bife depois de 20 anos, ela me pediu que lhe falasse sobre Jesus Cristo. Ela se converteu.
“Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” (Romanos 5:5)
Nesse versículo, o verbo “confundir” pode ser interpretado como o estado de alguém que é envergonhado quando alguma esperança termina em desilusão.
Em que temos colocado nossas esperanças?

DISPOSTO E DISPONÍVEL


Moisés deu 4 desculpas para não servir a Deus.
PERGUNTOU QUEM SOU EU? “Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11)
PERGUNTOU QUEM É QUE ME ENVIOU? “Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” (Êxodo 3:13)
ACHOU QUE ELES NÃO ACREDITARIAM: “Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu.” (Êxodo 4:1)
ALEGOU UMA PROVÁVEL AFASIA: “Então, disse Moisés ao SENHOR: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.” (Êxodo 4:10) Cf. “E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.” (Atos 7:22)
Isaías teve uma postura positiva:
“Então eu disse: —Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros, e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros. E com os meus próprios olhos vi o Rei, o SENHOR Todo-Poderoso! Aí um dos serafins voou para mim, segurando com uma tenaz uma brasa que havia tirado do altar. Ele tocou a minha boca com a brasa e disse: —Agora que esta brasa tocou os seus lábios, as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados. Em seguida, ouvi o Senhor dizer: —Quem é que eu vou enviar? Quem será o nosso mensageiro? Então respondi: —Aqui estou eu. Envia-me a mim!” (Isaías 6:5-8 NTLH)
Primeiro ele mostrou uma consciência do pecado, o que é razoável, mas também se mostrou consciente do perdão de Deus. E se dispôs.
Com quem você se identifica mais, Moisés ou Isaías?
Agora compare com a postura que o Senhor Jesus teve com relação a cumprir a vontade de Deus:
“Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.” (João 12:27)
“E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lucas 9:51)

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

NECESSIDADES BÁSICAS


Quando entrei no quarto, ele, o paciente com 50 e poucos anos, havia acabado de chegar do Raio X. Estava tentando sair da cadeira de rodas sem usar as mãos, para ir para a cama. Quando, com muito sacrifício, conseguiu ficar em pé, a calça do pijama desceu. Quem a subiu foi uma das duas técnicas em enfermagem que o ajudavam.
Por causa de um acidente de moto, esse homem teve seus dois braços quebrados e engessados. Como você pode imaginar, assim ele não pode fazer sozinho xixi, coco, tomar banho, comer. E vai ficar assim por uns 60 dias! Um agravante: como a sua mulher também estava na moto na hora do acidente e quebrou uma das pernas, ela não pode ajudá-lo.
Depois que vi tudo isso, fiquei pensando: uma pessoa está levando a vida normalmente, passeando, com um monte de planos e projetos pela frente e, numa fração de tempo muito pequena, por causa de um descuido ou devido a outro motorista bêbado que o atropela (foi esse o caso do homem citado), aí essa pessoa tem que parar tudo e passa a ser dependente dos outros para suprir suas necessidades mais básicas. Por meses! Nós nunca consideramos que isso (ou coisa pior!) possa acontecer conosco.
Mas a fragilidade das condições que preservam a normalidade da nossa vida é impressionante e apavorante!
PARA MEDITAR:
“Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.” (Tiago 4:14)
“Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.” (Tiago 4:13-15)

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

IDÉIAS TIRADAS DE UMA PROPAGANDA



Há uma propaganda do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO que está sendo veiculada, a qual achei fantástica. Ela nos faz notar e discernir a diferença que há entre informação e conhecimento.
Nesse anúncio (eu ia escrever como antigamente, ou seja, “nesse reclame”) eles afirmam com razão que a informação passa. E para ilustrar isso mostram cenas da demolição do muro de Berlim. A seguir a propaganda declara, também acertadamente, que o conhecimento permanece. E como ilustração mostram um pai auxiliando um filho a sair pedalando sozinho sua bicicleta. A idéia a ser transmitida é que uma vez aprendido a andar de bicicleta, nunca mais se esquece.
Deixe-me dar um exemplo disso no que concerne à vida espiritual.
Dentro de uma ação evangelística de uma determinada Igreja, foram anotadas, com muita festa, 70 decisões por Cristo. O que fiz, então? Peguei uma folha de papel com o nome de todos eles e coloquei dentro da minha agenda para dali a um ano verificar a situação de cada um dos setenta. Um ano depois pude constatar que somente um deles continuava firme com Deus. Um! O que aconteceu com os outros 69? Acredito que os que não perseveraram foi porque tinham obtido apenas a informação sobre o plano de salvação de Deus em Jesus Cristo (ou seja, Sua morte na cruz para pagar os nossos pecados). Não conheceram a Deus.
Note pelo versículo a seguir que há uma diferença entre ouvir e crer.
“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24)
Veja também o próximo versículo.
“Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jeremias 9:24)
Nesse trecho, conhecer é compreender sabiamente e saber é saber por experiência.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

ÀS ORDENS


Nesse fim de semana fiz um exercício, primeiramente sozinho e depois com alguns jovens na Escola Bíblica Dominical. Foi um exercício de contemplação.
Primeiramente recordamos biblicamente o episódio em que Jesus lavou os pés dos discípulos (João 13). Imaginamos a mesa, que na época era rente ao chão, pois ainda não havia cadeiras. Em pensamento construímos a cena de Jesus e os discípulos reclinados e comendo. Calculamos como deveriam estar os pés daqueles homens, pés grosseiros e sujos de tudo o que havia pelos caminhos de lá. Imaginamos Jesus se preparando e começando a fazer aquele serviço que era atribuição dos servos.
Recapitulamos as palavras do Senhor e especialmente as de Pedro: “Quando chegou perto de Simão Pedro, este lhe perguntou: —Vai lavar os meus pés, Senhor? Jesus respondeu: —Agora você não entende o que estou fazendo, porém mais tarde vai entender! —O senhor nunca lavará os meus pés! —disse Pedro. —Se eu não lavar, você não será mais meu discípulo! —respondeu Jesus. —Então, Senhor, não lave somente os meus pés; lave também as minhas mãos e a minha cabeça! —pediu Simão Pedro. Aí Jesus disse: —Quem já tomou banho está completamente limpo e precisa lavar somente os pés. Vocês todos estão limpos, isto é, todos menos um. Jesus sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: 'Todos menos um'.” (João 13:6-11 NTLH)
“Tomar banho” podemos entender como a salvação, e “lavar os pés” como o perdão diário. Observe que Jesus também lavou os pés de Judas Iscariotes!
Feita essa parte, passamos a imaginar cada um a si mesmo “dentro da cena”. Eu perguntei: “Do lado de quem você gostaria de estar?”. Eu gostaria de ficar ao lado de Pedro. Não sei dizer porque, acho que só simpatia.
Depois disso ficamos pensando em Jesus acabando de lavar os pés de um deles e se posicionando para lavar o nosso! Que sentimentos isso nos inspiraria? Vergonha por ver o Senhor fazendo o que “eu” deveria fazer, desconforto, vergonha e constrangimento por ter o Filho de Deus nos servindo, foram esses os sentimentos apontados por nós.
Tá. Mas que reação teríamos diante disso. O que concluí de mim é que, conhecendo Jesus como conheço hoje, eu choraria.
Você não?

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

RISCO DE FAZER O BEM


“Jesus prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo. Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.” (Lucas 10:30-37)
Há muito tempo atrás, nós dirigíamos um grupo de jovens cristãos chamado “NOVIDADE” (Nossas Vidas Damos a Deus). A NOVIDADE tinha um grupo de moços e moças que realizava um ótimo trabalho de evangelização e promoção social em uma favela aqui de Campinas.
Certo dia, o Adalberto, a pessoa responsável por aquele trabalho me falou que lá havia um bebê que tinha uns 2 meses de idade, caçula de muitos irmãos, filho de uma empregada doméstica e de um pai alcoólatra, e que estava com uma grave inanição. Além disso, a mãe não tinha leite para dar de mamar no peito e o leite especial que essa criança precisava era muito caro. Se algo não fosse feito, o menino morreria.
Naquela ocasião era só minha mãe e eu que morávamos em casa. Então perguntei-lhe se concordava com trazermos o bebê para ficar uns dois meses conosco. Ela topou. E foi uma aventura e tanto!
Quando o Dabizinho chegou (ele recebeu o nome de Adalberto como reconhecimento pelo que esse nosso rapaz ali fazia), era pele e osso. Além do esforço dos jovens da NOVIDADE, toda a vizinhança se mobilizou para ajudar, dando não só o leite como também roupas, brinquedos e tudo o mais. E foi incrível a recuperação do garoto. Também, o que ele mamava e comia! Era só aparecer com uma mamadeira que ele abria uma boca maior do que ele próprio. Tanto que a Luciana, minha sobrinha “postiça”, que na época era pequenininha, deu-lhe o apelido de “paudalzinho”, referindo-se aos filhotes de pardal que no ninho abrem um bico enorme quando a mãe lhes traz alimento. Quando ele foi embora, 3 meses depois, estava até com suas próprias reservas alimentícias, ou seja, gordão.
Agora veja o risco que corremos: e se o pai, um viciado, resolvesse nos acusar de sequestro? Ou a própria mãe. Mas não me arrependi nem me arrependo hoje de ter feito aquilo. O que me arrependo é de, em um outro episódio, ter aconselhado uma voluntária da minha equipe a não hospedar em sua casa, por uns dias somente, a mãe de uma criança internada no HC-UNICAMP. Essa senhora voluntária queria, seu marido e filhos também, mas eu, baseado em critérios (por exemplo, “nosso trabalho se limita a dentro do hospital”) não deixei. Dei uma de “sacerdote e levita”.
Hoje em dia, no geral, só fazemos o bem através de instituições, que são cheias de regras e critérios; não há um envolvimento pessoal. Por que? Porque quando fazemos o bem diretamente, corremos riscos de sofrermos sérias perdas físicas, materiais e emocionais. Mas e daí?

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

PENSE NISSO 71


Quem deve saber, já sabe.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

UMA POUSADA ESPIRITUAL


Lembro-me quando um amigo meu, o Eduardo, no começo de sua vida de casado, nos convidou para ir tomar um lanche em sua casa. Tudo novinho, limpinho e arrumadinho, mas ainda sem história, como a maior parte das moradias de recém-casados. Naquele dia ele me disse que junto com a esposa, tomaram a decisão de formar um lar que fosse uma referência espiritual para os outros.
E foi. Digo foi porque esse rapaz já está desfrutando da vida junto de Deus. Mas enquanto viveu, junto com a mulher e os 3 filhos, escreveram uma das mais lindas histórias de amor a Deus, capaz de orientar qualquer pessoa que os vissem. E até hoje a Elaine e os filhos são um exemplo para quem quiser ver.
Se uma pessoa precisa comprar pão, eu a mando a uma padaria, se for carne recomendo um açougue, se ela precisar de um sapato, uma sapataria, mas se ela quiser saber como experimentar da “graça de Deus”, eu não indicaria uma Igreja, mas sim o lar de uma família que leva Deus a sério. Pode ser o meu.
No convite do nosso casamento, a Denise e eu decidimos colocar o final de um versículo que mostra o nosso propósito com o casamento: “Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Josué 24:15)
Sem avisar e de repente, uma amiga nossa, uma senhora com uns 55 a 60 anos, foi em casa para pedir uma coisa. Começou me falando o que eu já sabia, ou seja, que ela podia entrar em qualquer shopping de Campinas ou de São Paulo e comprar o que quisesse. Devido ao muito dinheiro que o marido tinha, ela podia comprar desde um alfinete até um helicóptero. Depois de afirmar isso ela disse: “Mas o que eu quero está dentro dessa casa”.
Eu olhei em volta. Devo dizer que eu e a Denise éramos recém casados. Nosso quarda-roupa não tinha portas, pois foi meu sogro quem o deu, e tirou-o do forro do telhado onde estava guardado e onde se estragaram as portas. O armário onde guardávamos os produtos de limpeza era feito de 3 caixotes de madeira lixados e pintados pela Denise e por mim. Nosso “aparelho de som” era um radio-gravador, para ouvirmos as notícias e músicas das fitas cassete. Não tínhamos TV. A sala não tinha móveis, a não ser o sofá-cama onde a Cíntia, nossa filha, dormia.
E, sentada naquele sofá-cama da Ciça, naquela sala vazia, aquela mulher que podia comprar o que quisesse, vem e fala que quer algo que tenho. Lembro-me que pensei “Se for o fogão não tem como dar”, mas assim mesmo falei:
- Me diga o que a senhora quer e, se pudermos, nós lhe daremos.
- Eu quero FELICIDADE!
Foi naquele dia que ela aceitou a Jesus.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

QUAL É O SEU DIFERENCIAL?


Uma senhora me enviou uma carta pelo correio eletrônico, pedindo orações pelo filho de pouco mais de 20 anos que está com um sério problema de visão. Já orei e vou continuar orando, é claro. Mas além disso eu tenho mais alguma coisa para dizer.
Sabe quem foi Helen Keller? Foi uma menina cega, surda e consequentemente muda que teve a ajuda de uma preceptora chamada Anne Sullivan. Essa preceptora foi contratada pelos pais de Helen para tentar tirá-la do isolamento que sua deficiência lhe impunha.
Certo dia, mais exatamente no dia 5 de abril de 1887,depois de muitas outras tentativas, Helen e sua “professora” (era assim que a menina a chamava) estavam perto de um poço. Anne Sullivan colocou a mão de Helen na água fria o sobre a outra mão soletrou a palavra água, primeiro vagarosamente, depois rapidamente. De repente, ela aprendeu que água significava aquilo que ela sentia em suas mãos. Depois ela pegou um pouco de terra e perguntou o nome daquilo e, ao anoitecer, já havia aprendido 30 palavras.
Depois Helen Keller, com muita garra e com a sempre presente ajuda de sua preceptora, aprendeu a falar, tornou-se uma conferencista internacional e uma escritora mundialmente famosa. Conheceu diversos artistas, escritores e vários presidentes.
Agora eu pergunto: se não fosse cega e surda, o que seria da vida de Helen Keller? Talvez só mais uma Helena.
Temos que crer e confiar no que diz o seguinte versículo:
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28)
Talvez o seu diferencial seja uma deficiência física, ou um trauma do passado, ou uma circunstância do presente. Sei lá. Mas com certeza isso limita você. Mas acredite em mim: superar essa barreira é a forma que você tem para ser alguém de valor.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

ACÉFALO OU BUCÉFALO?


Para um cardiologista são apenas aurículos e ventrículos, mas para mim são grandes salões superiores e recônditos subterrâneos de um fantástico castelo. Estou me referindo ao meu coração, sede administrativa de um grande “reino” que sou eu.
O coração, segundo o conceito bíblico figurado, não é o centro das nossas emoções como entendemos hoje, mas sim a nossa “mente”, ou ainda melhor, o centro das nossas decisões.
No salão mais nobre do “castelo” que citei acima, há um trono. Quem o ocupa?
Se não for Jesus Cristo pode ser eu, qualquer outro ou ninguém!
Estou falando tudo isso porque tirei esse fim-de-semana para meditar em um único versículo, que é esse aqui: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.” (Juízes 21:25) Assim era a característica de Israel no tempo dos Juízes. Embora cada um buscasse fazer o que pensava ser a coisa mais acertada, o que acontecia era a predominância da maldade e do caos.
Sem rei, a bagunça é generalizada. Com um péssimo rei a situação não é diferente. Para que haja progresso em todos os setores, é necessário um excelente líder. Aquele a quem pertence o direito de se assentar no trono, o legítimo rei.
Voltemos ao meu castelo. Antes de me converter ao cristianismo, quem reinava era eu. Ou pelo menos pensava que era, pois vez ou outra eu deixava me influenciar por alguma eminência parda da minha corte. Sabe o que havia em mim? Exato: maldade e caos. E posso lhe garantir que não era um reino feliz.
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações.” (Jeremias 17:9-10)
Quando me converti, fiz uma reforma geral no, agora, Salão Nobre do castelo.
“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:26-27)
Quando Jesus Cristo é realmente o líder do meu coração, isso influencia não só a minha vida, mas também a minha família, minha igreja, meu país, ...

PENSE NISSO 70


Não existe amor sem liberdade.