sábado, 21 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
RAZÃO DE SAIA CURTA (Rui Motta)
A questão da moral no seio da sociedade é um assunto de extrema
delicadeza e de conveniente profundidade, de forma que o preconceito e a
intolerância não se sobreponham aos direitos fundamentais de cada
cidadão. Os limites de comportamento impostos às pessoas apenas refletem
os padrões que são aceitos pela maioria, resultando no grau de aceitação
de cada um em seu grupo de identificação ou de afinidades culturais.
A homogeneidade de comportamentos é inaceitável. As pessoas têm caráter
e personalidade diferenciados, moldados a partir de inúmeros fatores
psicológicos, físicos, culturais, éticos ou mesmo estéticos, com total
liberdade de escolha pelo que lhes convêm, desde que respeitados os
limites da transgressão de valores da mesma sociedade.O caso de
flagrante intolerância envolvendo uma estudante da Universidade
Bandeirante (Uniban), de São Bernardo do Campo, teve uma repercussão
extraordinária pelo caráter inusitado dos fatos e seus desdobramentos,
expondo um momento de intolerância e violência tolerados, onde vários
princípios foram violados em nome de uma reação desmedida pela quebra de
um pretenso padrão de moral da instituição.
Fica evidenciado que a universidade tem o direito natural de estabelecer
os seus próprios padrões e rituais sociais, determinando os quesitos de
disciplina, vestimentas, atitudes dentro da escola, em pacto aceito
pelas partes. Mas têm também os educadores o compromisso e
responsabilidade de manter o nível de relacionamento em suas
instalações, não permitindo ou estimulando atitudes de agressão como as
registradas no caso. Ao retroceder na intenção de expulsar a aluna
envolvida no episódio, o reitor da Uniban cede posições ou busca uma
saída menos comprometedora do que as evidenciadas nas primeiras
manifestações, quando precipitou-se em julgamento moral que não lhe cabia.
Se a jovem teve algum comportamento indevido, nada justifica a
escandalosa repressão a que foi submetida. A óbvia desproporção entre o
fato de usar uma saia curta e a humilhação que lhe foi imposta mostra o
quanto o espírito de descomprometimento com limites sociais está
arraigado no espírito daqueles jovens, levados a uma espécie de catarse
coletiva irresponsável, de fundo e motivações dificilmente explicáveis.
Os jovens envolvidos demonstraram um laivo de desrespeito e infundada
intolerância, não compatível com os hábitos e costumes dos mesmos
estudantes, certamente expostos a situações onde as roupas e os atos não
são menos ousados e nem por isso suscitam reações de violência.
O episódio apenas adquiriu tal proporção por conta da ampla exposição
inicial na internet. Serve como um paradigma de reflexão sobre o
comportamento da nova geração, conflituosamente dividida entre a
liberdade e as indefinições de padrões. Uma geração que é bombardeada
por imagens, conceitos, informações e cultura não pode deixar de lado o
absoluto respeito ao direito dos demais e à natural diversidade de
padrões morais e estéticos. Menos que isso é mera hipocrisia.
delicadeza e de conveniente profundidade, de forma que o preconceito e a
intolerância não se sobreponham aos direitos fundamentais de cada
cidadão. Os limites de comportamento impostos às pessoas apenas refletem
os padrões que são aceitos pela maioria, resultando no grau de aceitação
de cada um em seu grupo de identificação ou de afinidades culturais.
A homogeneidade de comportamentos é inaceitável. As pessoas têm caráter
e personalidade diferenciados, moldados a partir de inúmeros fatores
psicológicos, físicos, culturais, éticos ou mesmo estéticos, com total
liberdade de escolha pelo que lhes convêm, desde que respeitados os
limites da transgressão de valores da mesma sociedade.O caso de
flagrante intolerância envolvendo uma estudante da Universidade
Bandeirante (Uniban), de São Bernardo do Campo, teve uma repercussão
extraordinária pelo caráter inusitado dos fatos e seus desdobramentos,
expondo um momento de intolerância e violência tolerados, onde vários
princípios foram violados em nome de uma reação desmedida pela quebra de
um pretenso padrão de moral da instituição.
Fica evidenciado que a universidade tem o direito natural de estabelecer
os seus próprios padrões e rituais sociais, determinando os quesitos de
disciplina, vestimentas, atitudes dentro da escola, em pacto aceito
pelas partes. Mas têm também os educadores o compromisso e
responsabilidade de manter o nível de relacionamento em suas
instalações, não permitindo ou estimulando atitudes de agressão como as
registradas no caso. Ao retroceder na intenção de expulsar a aluna
envolvida no episódio, o reitor da Uniban cede posições ou busca uma
saída menos comprometedora do que as evidenciadas nas primeiras
manifestações, quando precipitou-se em julgamento moral que não lhe cabia.
Se a jovem teve algum comportamento indevido, nada justifica a
escandalosa repressão a que foi submetida. A óbvia desproporção entre o
fato de usar uma saia curta e a humilhação que lhe foi imposta mostra o
quanto o espírito de descomprometimento com limites sociais está
arraigado no espírito daqueles jovens, levados a uma espécie de catarse
coletiva irresponsável, de fundo e motivações dificilmente explicáveis.
Os jovens envolvidos demonstraram um laivo de desrespeito e infundada
intolerância, não compatível com os hábitos e costumes dos mesmos
estudantes, certamente expostos a situações onde as roupas e os atos não
são menos ousados e nem por isso suscitam reações de violência.
O episódio apenas adquiriu tal proporção por conta da ampla exposição
inicial na internet. Serve como um paradigma de reflexão sobre o
comportamento da nova geração, conflituosamente dividida entre a
liberdade e as indefinições de padrões. Uma geração que é bombardeada
por imagens, conceitos, informações e cultura não pode deixar de lado o
absoluto respeito ao direito dos demais e à natural diversidade de
padrões morais e estéticos. Menos que isso é mera hipocrisia.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
CORPO A CORPO
Outro dia vi no chão uma formiga que havia sido pisada não fatalmente. Ela se contorcia toda. Como formiga não sente dor, imagino que seu esforço frenético era para fazer seu corpo, ou o que restava dele, voltar a funcionar. Visto que uma parte dele estava esmagado, sua luta era inútil.
Sempre me causou estranheza isso de um ser vivo ter que continuar dentro do seu corpo quando alguma coisa nele está estragada, ou danificada ou doente. Carro, por exemplo, podemos trocar por outro, corpo não.
Minha convivência com pessoas que possuem ou uma doença ou sequelas de diversos males é diária. Ontem mesmo me entristeceu muito saber que uma das crianças com uma doença crônica, e que por causa disso não pode sair do hospital, teve uma febre muito alta que provocou uma convulsão, a qual lhe tirou o movimento dos dois braços. Essa sequela provavelmente é irreversível. Fui visitar essa criança. Incrível, ela ainda consegue rir!
Fiquei sabendo certa vez de uma jovem que tinha uma doença que a deixou sem se mexer, a não ser o rosto. Cristã firme, mesmo presa definitivamente a um corpo imóvel, corpo que tinha que ficar deitado permanentemente em um leito de hospital, não deixava de servir ao Senhor: escrevia, com a boca, cartas de consolo e evangelização para os outros pacientes.
Ela já morreu, e está no céu de alma e espírito, esperando ter de volta seu corpo, só que transformado e glorificado.
PARA REFLETIR:
“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 15:51-57)
Sempre me causou estranheza isso de um ser vivo ter que continuar dentro do seu corpo quando alguma coisa nele está estragada, ou danificada ou doente. Carro, por exemplo, podemos trocar por outro, corpo não.
Minha convivência com pessoas que possuem ou uma doença ou sequelas de diversos males é diária. Ontem mesmo me entristeceu muito saber que uma das crianças com uma doença crônica, e que por causa disso não pode sair do hospital, teve uma febre muito alta que provocou uma convulsão, a qual lhe tirou o movimento dos dois braços. Essa sequela provavelmente é irreversível. Fui visitar essa criança. Incrível, ela ainda consegue rir!
Fiquei sabendo certa vez de uma jovem que tinha uma doença que a deixou sem se mexer, a não ser o rosto. Cristã firme, mesmo presa definitivamente a um corpo imóvel, corpo que tinha que ficar deitado permanentemente em um leito de hospital, não deixava de servir ao Senhor: escrevia, com a boca, cartas de consolo e evangelização para os outros pacientes.
Ela já morreu, e está no céu de alma e espírito, esperando ter de volta seu corpo, só que transformado e glorificado.
PARA REFLETIR:
“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 15:51-57)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
COERÊNCIA E PUREZA
Você já deve ter ouvido algum comentário igual ou parecido com esse: “Ele fez isso por pura maldade”. A princípio, essa expressão “pura maldade” pode parecer incoerente, pois como pode uma coisa ser pura e maldade ao mesmo tempo? A impressão de desarmonia surge pelo fato de confundirmos pureza com santidade. Pureza é não estar misturado com outros elementos, é estar sem sujeira ou corrupção. Nós podemos ter ouro puro quando todos os metais menos nobres e sujeiras forem retirados. E desculpem a comparação meio chula, mas podemos ter um balde cujo conteúdo é puro cocô, onde não há, por exemplo, pedras.Como cristãos, podemos e devemos ser santos e puros.
“Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:15-16)
“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.” (1 João 3:3)
“Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” (2 Timóteo 2:22)
Como aplicar isso na nossa vida? Por exemplo: se um médico se dedica a um paciente interessado apenas na sua cura, ele está sendo puro em seus propósitos. Se o médico visa a cura e ganhar dinheiro, já não há pureza. Mas, se ele só quer ganhar dinheiro, há pureza!
Se alguém se relaciona com alguém apenas para satisfazer as necessidades legítimas do outro, há pureza nas intenções, mas se ela ama visando ser amado, é um relacionamento impuro. Pode até não haver imoralidade, mas é impuro.
PARA REFLETIR:
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.” (Tito 1:15)
terça-feira, 17 de novembro de 2009
SER COERENTE
Um amigo e irmão em Cristo recebeu um conselho quando jovem que norteou toda a sua vida, que por sinal é muito bem sucedida. O conselho foi: seja sempre coerente. Diante desse compartilhar que acabou sendo um testemunho, resolvi estudar isso mais profundamente.
Coerência é ter nexo entre os fatos, harmonia entre os pontos. Mais profundamente, é não haver conflito de interesses.
Logo no início das minhas reflexões sobre esse assunto, me veio à mente os cristãos que se identificam como tal mas vivem como se não o fossem. Veja o versículo seguinte:
“(Jesus) Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.” (Mateus 21:19)
A figueira dá folhas e frutos ao mesmo tempo. As folhas então, anunciam que há frutos. Jesus nos ensinou com esse episódio, que não podemos anunciar que somos cristãos e não vivermos naturalmente como tais. É incoerente.
O cristão que vive assim (e creio que somos todos) tem dentro de si um conflito de interesses. Paulo confessou ter esse problema: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.” (Romanos 7:15)
Aqui cabe a velha ilustração que conta termos dentro de nós 2 leões: um do bem e outro do mal, e os dois vivem brigando. Qual vai vencer? Aquele que dermos mais alimento.
Talvez por tudo isso, via de regra, coerência não é listada entre as virtudes. Ela aponta para a pureza, essa sim, uma das principais virtudes.
Mas isso vai ter que ficar para amanhã. Mas não penso que esperar até lá vai ser problema, pois já temos bastante aqui para nos ocupar.
PARA REFLETIR:
“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)
Coerência é ter nexo entre os fatos, harmonia entre os pontos. Mais profundamente, é não haver conflito de interesses.
Logo no início das minhas reflexões sobre esse assunto, me veio à mente os cristãos que se identificam como tal mas vivem como se não o fossem. Veja o versículo seguinte:
“(Jesus) Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.” (Mateus 21:19)
A figueira dá folhas e frutos ao mesmo tempo. As folhas então, anunciam que há frutos. Jesus nos ensinou com esse episódio, que não podemos anunciar que somos cristãos e não vivermos naturalmente como tais. É incoerente.
O cristão que vive assim (e creio que somos todos) tem dentro de si um conflito de interesses. Paulo confessou ter esse problema: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.” (Romanos 7:15)
Aqui cabe a velha ilustração que conta termos dentro de nós 2 leões: um do bem e outro do mal, e os dois vivem brigando. Qual vai vencer? Aquele que dermos mais alimento.
Talvez por tudo isso, via de regra, coerência não é listada entre as virtudes. Ela aponta para a pureza, essa sim, uma das principais virtudes.
Mas isso vai ter que ficar para amanhã. Mas não penso que esperar até lá vai ser problema, pois já temos bastante aqui para nos ocupar.
PARA REFLETIR:
“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
IMAGEM E AÇÃO
A Denise realiza um trabalho muito bom com os pré-adolescentes da nossa Igreja. Eu a ajudo. Não é raro nós comentarmos como um ou outro desses jovens são parecidos com os pais. Um gesto, uma maneira de falar, um trejeito, ou a forma de andar, sorrir, olhar, às vezes temos a impressão que é o pai ou a mãe em miniatura!
E os defeitos também. Certa vez um garoto falou um palavrão no meio da aula que eu dava na Escola Bíblica. Na hora eu perguntei quem é que o ensinou a falar daquele jeito, ao que ele respondeu: “Foi minha mãe”. Terminada a aula, fui com o garoto conversar com a mãe dele, e ela admitiu que tinha esse hábito. Ela pediu desculpas.
Quando um desses alunos mostra um comportamento desajustado, está, via de regra, refletindo um desajuste familiar, um problema dentro da própria família.
Nós somos criados à imagem e semelhança de Deus.
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gênesis 1:26)
Feitos à imagem e semelhança de Deus significa que, como Ele, temos intelectualidade, emoção e vontade, o que nos torna responsáveis, ou seja, vamos responder por nossos atos.
Mas note que após o pecado, Adão gerou seus filhos à sua própria imagem e semelhança:
“Este é o livro da genealogia de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez; homem e mulher os criou, e os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados. Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete.” (Gênesis 5:1-3)
Além de termos a imagem e semelhança de Deus, temos também a imagem e semelhança do pecado de Adão. Necessário se faz nos purificar disso.
“E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.” (1 Coríntios 15:49)
O ourives, ao fundir o ouro para purificá-lo, sabe que o mesmo já está livre das impurezas quando consegue ver sua própria imagem naquele metal nobre.
É assim que Deus age nas nossas vidas. O fogo das aflições nos purifica até um dia refletirmos a imagem do nosso Criador.
PARA REFLETIR:
“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3:18)
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
LIBERDADE PARA DIZER NÃO
Uma coisa que há muito me intrigava me veio à mente essa semana e me proporcionou bons momentos de reflexão. É o seguinte: por que Jesus trabalhou, ou investiu, 3 anos na vida de Judas Iscariotes? Jesus dá a liberdade para Judas lhe dizer NÃO!
Jesus nos dá a liberdade para negá-lo, traí-lo, abandoná-lo, por amor. O verdadeiro amor não exige, de quem é amado, o ficar junto por constrangimento. Quem ama corretamente dá, a quem é o alvo do seu amor, a liberdade de ir-se embora, de não querer mais e até mesmo de odiar, ou pior ainda, ser indiferente.
Alguns estudiosos afirmam que Judas Iscariotes começou sua traição a Jesus no momento em que o povo quis fazer do Filho de Deus o seu rei terreno para libertar o povo de Israel do domínio romano e Jesus não consentiu: “Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte.” (João 6:15) Parece que Judas nunca se conformou com isso.
Judas teve a chance de acabar como um dos doze. Mas não quis. E olha que Jesus insistiu até o último instante: “Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. Então, os discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia. Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava; a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo-lhe: Pergunta a quem ele se refere. Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é? Respondeu Jesus: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze-o depressa.” (João 13:21-27)
Jesus lhe oferece a comunhão, que o contexto nos revela ser honrosa, numa clara alusão ao fato de Deus se fazer homem (pão) para dar sua vida pelos pecados dos homens (o vinho onde o pão foi molhado).
Mas Judas disse NÃO!
PARA REFLETIR:
“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?” (Lucas 9:23-25)
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
UM DRAMA E UM EXEMPLO
"O espírito se enriquece com aquilo que recebe; o coração com aquilo que dá." (Victor Hugo) A Mariana é uma jovem que foi, há algum tempo, voluntária ali no HC-UNICAMP. Fiquei contente ao vê-la saindo de um dos quartos da enfermaria de pediatria. Quando perguntei o que ela estava fazendo ali, comecei a tomar conhecimento de um grande drama. Ela então me contou que estava acompanhando uma sobrinha de 4 anos, a Ketlyn, que havia sofrido um acidente de carro. Nesse acidente a Ketlyn quebrou a mão e bateu a cabeça; está internada em observação e para fazer alguns exames. O irmão da menininha, de 7 meses de idade, quebrou a perna. E ainda o pior: a avó, o pai e a mãe dessas crianças morreram. Entrei com a Mariana no quarto para conhecer a menina. Ela estava em estado de choque. Será que já sabe da perda? Não sabemos. De vez em quando ela chora pedindo a mãe.
No dia seguinte fui visitá-la de novo e lhe dei uma boneca de presente. ELA RIU PARA MIM!
Um tio dela, o Lucas, evangélico, vai adotar os dois. O menino inclusive já está na casa dele. O juiz já deu a guarda das crianças para ele.
Ontem eu deixei lá com a Ketlyn duas jovens voluntárias que nos ajudam ali (do Projeto TUM-TÁ). Para brincar e cantar músicas evangélicas infantis, pois os pais dela eram cristãos. Junto estava o tio, que está ficando direto como acompanhante, inclusive dormindo no hospital. Isso para a menina não ficar sozinha.
E pudemos testemunhar o carinho, o cuidado e o amor que esse homem está dando para a menininha! Uma das mais valiosas lições de amor que já testemunhei!
Depois de brincar e cantar com a criança e com o tio, as duas moças da minha equipe saíram de lá com lágrimas nos olhos. Por causa da Ketlyn e pelo exemplo de amor do Lucas.
PARA REFLETIR:
“Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.” (Salmos 68:6)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
UMA VISITA CHEIA DE POSSIBILIDADES
Para o nosso Deus não existe impossíveis. “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.” (Lucas 1:37)
Essa afirmação foi feita pelo anjo Gabriel durante sua visita a Maria, quando ele anunciou o nascimento de Jesus, o Cristo.
Fantástica afirmação!
Por outro lado, nada mais óbvio: se houvesse alguma coisa impossível para Deus, Ele não seria Deus.
O problema aparece quando queremos que a onipotência divina esteja à nossa disposição para satisfazer nossos desejos e vontades (que são diferentes de necessidades). Não há na Bíblia nenhuma promessa que garanta que Ele se preste a esse serviço.
Que possibilidades você vislumbra para, nesse Natal, ver realizados os planos de Deus para a sua vida e para a vida daqueles que lhe são próximos?
PARA REFLETIR:
“Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.” (Marcos 10:27)
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Existe uma dinâmica, na minha opinião já muito desgastada, que é aquela em que uma pessoa se fantasia de mendigo bêbado e comparece ao culto da Igreja para testar o acolhimento que os membros daquela comunidade oferecem aos marginalizados. Mais tarde o “ator” se revela. Algumas vezes é o próprio pregador da noite que se disfarça. A própria existência dessa performance tão difundida, já mostra que mendigos bêbados não são comuns nas Igrejas.
A Igreja primitiva se reunia nas casas. O critério de escolha de qual Igreja as pessoas deviam frequentar era geográfico. Como não havia tanta facilidade de locomoção como há hoje, as pessoas iam na comunidade mais próxima.
Agora, note os tipos de pessoas que confraternizavam o mesmo grupo:
“Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura. Filhos, em tudo obedecei a vossos pais; pois fazê-lo é grato diante do Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados. Servos, obedecei em tudo ao vosso senhor segundo a carne, não servindo apenas sob vigilância, visando tão-somente agradar homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor. Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo; pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas. Senhores, tratai os servos com justiça e com eqüidade, certos de que também vós tendes Senhor no céu.” (Colossenses 3:18-4:1)
“Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Se, portanto, entrar na vossa sinagoga algum homem com anéis de ouro nos dedos, em trajos de luxo, e entrar também algum pobre andrajoso, e tratardes com deferência o que tem os trajos de luxo e lhe disserdes: Tu, assenta-te aqui em lugar de honra; e disserdes ao pobre: Tu, fica ali em pé ou assenta-te aqui abaixo do estrado dos meus pés, não fizestes distinção entre vós mesmos e não vos tornastes juízes tomados de perversos pensamentos?” (Tiago 2:1-4)
As famílias tanto dos patrões como dos escravos eram “membros” da mesma Igreja! Comungavam da Ceia todos os tipos de pessoas. Não havia Igreja para uma determinada faixa social (seja rica ou pobre), nem de ex-viciados, nem só de jovens, ou de surfistas. Toda e qualquer pessoa podia ir à Igreja. Isso gerava problemas? Claro que sim. Mas era também um excelente treino para o desenvolvimento do amor e da graça.
Como é a sua Igreja hoje?
PARA REFLETIR:
“E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos. Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?” (Mateus 9:10-11)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
UMA VISITA TRANSFORMADORA
Já houve épocas da minha vida em que eu me orgulhava do trabalho que realizava para Deus. Creio que Deus até se agradava do que eu fazia e do meu esforço. Ele olhava dentro do meu coração e via minhas motivações e intenções. Contudo, eu não sabia como é a maneira de Deus agir. O que conta não é o que fazemos por Deus, mas sim o que Deus faz através de nós, em nós e de nós.
“Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.” (Isaías 64:8)
Quando onjo falou com Maria contando-lhe o que Deus queria dela, disse-lhe também que o Espírito Santo é que faria tudo.
“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” (Lucas 1:35)
Se você me falasse que existe a parte de Deus e a parte dos homens, eu concordaria. Mas toda a obra é de Deus no fim das contas.
Veja o seguinte:
“Quando (Jesus) acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram.” (Lucas 5:4-11)
Todo o trabalho realizado durante a noite resultou em nada, mas sob a Palavra de Jesus houve fartura.
E note o detalhe da fala final de Jesus registrada por Marcos: “Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” (Marcos 1:17)
Seria o próprio Senhor que os faria “pescadores de homens”.
PARA REFLETIR:
“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)
PENSE NISSO 84
Não é vergonhoso alguém ser um auxiliar subalterno, contanto que se seja o melhor auxiliar subalterno que essa pessoa é capaz de ser.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
UMA VISITA QUE TRAZ BOAS NOVAS
Grávida, eu? Mas como? Quando Maria ouviu do anjo quais eram os planos de Deus para ela, inúmeros pensamentos lhe ocorreram com certeza, gerando outro tanto de sentimentos até mesmo conflitantes.
“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.” (Lucas 1:31)
“Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?” (Lucas 1:34)
Primeiro ela não sabia como é que Deus iria operar. Depois ela teria que contar a seus pais, Joaquim e Ana. Teria que contar a José, a quem ela estava prometida em casamento. Teria que enfrentar todos os conhecidos, parentes, amigos, vizinhos, até os desconhecidos, todos com certeza falariam dela e a julgariam e a maioria a condenaria. Até um certo risco de ser apedrejada ela corria.
E creio também que lhe ocorreu a enormidade de sua futura responsabilidade, isto é, criar o Criador.
E qual foi a sua reação?
“Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.” (Lucas 1:38)
Conosco pode acontecer algo parecido. Quando Deus quer algo de nós, dúvidas nos alcançam, temores e às vezes até insegurança. Mas a nossa resposta deve ser como a oração que se segue, a qual copiei não sei de onde:
“SENHOR,
Como Tu quiseres,
Quando Tu quiseres,
Tudo o que quiseres,
Porque o queres”.
PARA REFLETIR:
“Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.” (Lucas 22:42)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
UMA VISITA QUE CAUSOU MEDO
Acontece comigo de vez em quando e acredito que também com outros pastores evangélicos: se eu chego para uma pessoa, principalmente se for jovem, e falo que preciso falar com ela, não raras vezes a tal pessoa fica amedrontada. Agora imagine se o próprio Deus falasse de uma forma inequívoca para você: “Você é uma pessoa que tem sido o alvo da minha graça, e tem me agradado; por essa razão tenho uma tarefa para você, mas não se preocupe com nada por que Eu estarei ao seu lado”.
Pois foi mais ou menos isso que Ele, Deus, fez com Maria através do anjo Gabriel:
“E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo.” (Lucas 1:28)
Note que ela ficou com medo:
“Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação.” (Lucas 1:29)
Eu ficaria com medo. Não estou me referindo ao fato de um anjo aparecer, mas pelo conteúdo da mensagem que viria a seguir. Você não ficaria?
Fiquei tentando lembrar de quando eu era moleque se tinha medo de ouvir meu pai quando ele vinha falar comigo. Conclui que em algumas circunstâncias sim, como por exemplo quando eu tinha a consciência pesada por ter feito algo errado. Ou então medo de falhar caso ele desse alguma ordem ou coisa para fazer, pois seu lema era “Não quero saber se o pato é macho, eu quero comer ovo”. A educação que meu pai me deu foi muitíssimo boa, mas de vez em quando dava medo.
Mas meu pai não era Deus e nem tinha intenção de ser infalível. Mas Deus é Deus e é infalível.
Agora, pensa comigo na nossa reação ao falar de Deus conosco. É Deus falando! E Deus é tremendo: “Deus é sobremodo tremendo na assembléia dos santos e temível sobre todos os que o rodeiam.” (Salmos 89:7) É Deus falando! E Deus é amor: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” (1 João 4:8)
Por que eu teria medo de ouvir a Deus? Por medo de ouvir o que não quero, pois o que Ele quer pode ser diferente do que quero! Mas atente para esse versículo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)
PARA REFLETIR:
“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (1 João 4:18)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
QUE DEUS É ESSE QUE NOS VISITA?
O lugar de Deus (se é que podemos falar assim) é além da Eternidade. Ele é o “Pai da Eternidade” (Is. 9:6). Se entendermos “pai” como aquele que gera, então Deus foi quem criou a Eternidade, e portanto, é anterior a ela. Então, note o quanto Ele se auto-limitou: do “seu lugar” se limitou à Eternidade criada; depois à Terra, onde há tempo, matéria e espaço; e ainda se limitou a um corpo humano.
“Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus.” (Lucas 1:30-31)
Jesus é o Cristo, Deus feito homem!
Por que será que Ele fez isso? Esse questionamento não é novo:
“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?” (Salmos 8:3-4)
Vamos nos ater a refletir sobre a motivação de Deus ao se fazer homem, apenas ao que concerne ao próprio homem, muito embora Deus tenha motivos específicos para a criação da Eternidade, dos Anjos, do Universo, da Natureza, enfim, de tudo.
Deus se fez homem por amor, e é isso que devemos celebrar no Natal!
Eu gosto de receber visitas. Só não gosto quando a pessoa aparece sem avisar. Isso nos pega desprevenidos, às vezes com a casa não preparada e nós desarrumados. De vez em quando dá vontade de não abrir a porta. Deus veio nos visitar e teve o cuidado de anunciar sua vinda. E não é que muitos não O recebem!
O próprio Deus se deu o trabalho e o sacrifício (literalmente) de vir até nós movido por um amor salvífico imensurável! É maravilhoso, não é?
PARA REFLETIR:
“Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).” (Mateus 1:22-23)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A VISITA DO ANJO GABRIEL
Eu tenho fé na existência de anjos. Isso quer dizer que acredito que eles existem embora nunca tenha visto um. Já vi manifestações de demônios, que também são anjos, mas ver, mesmo, nunca vi. E nunca vi manifestações de anjos bons.
Pensando nisso acima, me lembrei da aparição do anjo Gabriel a Maria.
“Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria.” (Lucas 1:26-27 NTLH)
Se a própria Maria me encontrasse por ali depois dessa aparição, eu ficaria meio que com um pé atrás. Sou muito cético com essas coisas. Quantos anos ela devia ter? Uns 15 ou 16? Vendo um anjo que lhe trouxe uma mensagem do próprio Deus? Há 400 anos Deus não mandava mensagens ao povo de Israel, e mandou que um anjo trouxesse uma a uma adolescente. Complicado, né?
O nome Gabriel significa “Homem de Deus”. Será que aquele anjo apareceu na forma humana? Acho que não. Pelo menos não com as asas nas costas como vemos em algumas figuras e quadros. Não lembro se foi Da Vinci ou Michelangelo que observou que um corpo humano, para sustentar os músculos de duas asas daquele tamanho, teria que ter um tórax extremamente avantajado como o dos pássaros.
De qualquer forma, anjos são seres espirituais, e, como já disse, creio na sua existência.
Não sei como reagiria se visse um.
Você crê na existência de anjos?
E se visse um, como reagiria?
PARA REFLETIR:
“E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação.” (Lucas 1:28-29)
Pensando nisso acima, me lembrei da aparição do anjo Gabriel a Maria.
“Quando Isabel estava no sexto mês de gravidez, Deus enviou o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. O anjo levava uma mensagem para uma virgem que tinha casamento contratado com um homem chamado José, descendente do rei Davi. Ela se chamava Maria.” (Lucas 1:26-27 NTLH)
Se a própria Maria me encontrasse por ali depois dessa aparição, eu ficaria meio que com um pé atrás. Sou muito cético com essas coisas. Quantos anos ela devia ter? Uns 15 ou 16? Vendo um anjo que lhe trouxe uma mensagem do próprio Deus? Há 400 anos Deus não mandava mensagens ao povo de Israel, e mandou que um anjo trouxesse uma a uma adolescente. Complicado, né?
O nome Gabriel significa “Homem de Deus”. Será que aquele anjo apareceu na forma humana? Acho que não. Pelo menos não com as asas nas costas como vemos em algumas figuras e quadros. Não lembro se foi Da Vinci ou Michelangelo que observou que um corpo humano, para sustentar os músculos de duas asas daquele tamanho, teria que ter um tórax extremamente avantajado como o dos pássaros.
De qualquer forma, anjos são seres espirituais, e, como já disse, creio na sua existência.
Não sei como reagiria se visse um.
Você crê na existência de anjos?
E se visse um, como reagiria?
PARA REFLETIR:
“E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação.” (Lucas 1:28-29)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
VISITAS
A minha filha Cíntia, que mora em Curitiba, veio passar, aqui em casa, esse fim-de-semana prolongado pelo feriado de finados. Antes de ir embora, como ela sempre faz, me deixou um bilhete onde, entre outras coisas, me dizia que agora só viria no Natal.
Isso me inspirou um pensamento simples mas profundo: o Natal é a celebração da “visita” que Jesus nos fez.
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14)
Esse advento, essa vinda, é que nos trouxe a salvação.
Vamos nos preparar para essa festa, não só familiar e socialmente, mas principalmente na nossa vida espiritual.
PARA REFLETIR:
“É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:11)
OS DOIS HINOS
Na quinta-feira passada, no texto “DEPRESSÃO, INDIVIDUALIDADE E HISTORICIDADE” eu escrevi uma frase que, contrariando minhas expectativas, ninguém perguntou a razão da mesma e nem comentou. É a frase na qual levanto a possibilidade de as pessoas irem aos estádios de futebol para terem o sentimento de pertencer a algo que tenha uma história, um objetivo e um futuro.
Sábado passado fui de novo ao Estádio do GUARANI. Havia lá, segundo o noticiário, mais de 10 mil torcedores.
Deixe-me fazer um adendo: nesse domingo, na aula que dei para uma classe de adultos da Escola Bíblica Dominical, eu citei a segunda multiplicação dos pães que Jesus fez, da qual participaram 10 mil homens, fora mulheres e crianças. Para ilustrar, falei do mesmo número de torcedores que estavam no estádio. Nisso o Henrique, um de meus melhores alunos comentou: “Note como mudaram os tempos: naquela época 10 mil iam para ouvir Jesus falar, e hoje, vão para ver ... o Guarani jogar”.
Mas voltemos a refletir sobre a importância de as pessoas estarem inseridas em um contexto histórico que abranja passado, presente e futuro.
No jogo em que o Guarani subiu da terceira para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, eu estava lá. No final da partida, em meio às comemorações, um senhor já conhecido nosso de outras jornadas, apertou a minha mão e disse: “Estamos vivendo um momento histórico”.
Nesse campeonato, antes de o jogo começar, toca-se o Hino Nacional. Apesar de todos ficarem em pé, há um desrespeito muito grande nas arquibancadas. O povo fica conversando, gritando, andando de um lado para o outro, numa indiferença muito triste. Mas quando toca o hino do Guarani, a emoção é geral, e todos cantam de uma forma vibrante!
Não temos o sentimento de pertencermos ao nosso Brasil. Será que é isso? Mas pertencemos e deveríamos nos orgulhar disso.
E além desse privilégio, temos outro, o de termos dupla cidadania:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1 Pedro 2:9)
Toda a história, a responsabilidade do presente e as promessas de Deus, também nos pertencem.
Na Eternidade, cantaremos com o maior respeito e gloriosamente, um novo hino:
“Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares,” (Apocalipse 5:7-11)
PARA REFLETIR:
“Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.” (João 15:19)
Sábado passado fui de novo ao Estádio do GUARANI. Havia lá, segundo o noticiário, mais de 10 mil torcedores.
Deixe-me fazer um adendo: nesse domingo, na aula que dei para uma classe de adultos da Escola Bíblica Dominical, eu citei a segunda multiplicação dos pães que Jesus fez, da qual participaram 10 mil homens, fora mulheres e crianças. Para ilustrar, falei do mesmo número de torcedores que estavam no estádio. Nisso o Henrique, um de meus melhores alunos comentou: “Note como mudaram os tempos: naquela época 10 mil iam para ouvir Jesus falar, e hoje, vão para ver ... o Guarani jogar”.
Mas voltemos a refletir sobre a importância de as pessoas estarem inseridas em um contexto histórico que abranja passado, presente e futuro.
No jogo em que o Guarani subiu da terceira para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, eu estava lá. No final da partida, em meio às comemorações, um senhor já conhecido nosso de outras jornadas, apertou a minha mão e disse: “Estamos vivendo um momento histórico”.
Nesse campeonato, antes de o jogo começar, toca-se o Hino Nacional. Apesar de todos ficarem em pé, há um desrespeito muito grande nas arquibancadas. O povo fica conversando, gritando, andando de um lado para o outro, numa indiferença muito triste. Mas quando toca o hino do Guarani, a emoção é geral, e todos cantam de uma forma vibrante!
Não temos o sentimento de pertencermos ao nosso Brasil. Será que é isso? Mas pertencemos e deveríamos nos orgulhar disso.
E além desse privilégio, temos outro, o de termos dupla cidadania:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1 Pedro 2:9)
Toda a história, a responsabilidade do presente e as promessas de Deus, também nos pertencem.
Na Eternidade, cantaremos com o maior respeito e gloriosamente, um novo hino:
“Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares,” (Apocalipse 5:7-11)
PARA REFLETIR:
“Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.” (João 15:19)
sábado, 31 de outubro de 2009
A MARCA DA INTOLERÂNCIA (texto de J. Villar)
Esse texto, muito bom por sinal, foi postado em atenção aos meus alunos da Escola Bíblica Dominical da IBCU (Xyko Motta).
A MARCA DA INTOLERÂNCIA
“Examinei com cuidado o significado de um herege e não consigo fazê-lo significar mais que o seguinte: um herege é um homem de quem discordamos”. Essa afirmação, em tom irônico, data do século 16 e se deve a um protesto contra a intolerância que a Reforma Protestante começava a assumir na Genebra de Calvino. Um movimento que começou brandindo pelo direito à “liberdade de consciência”, e que não deveria “triunfar pelo fogo, mas pelos escritos” (Lutero), estava adotando métodos tão intolerantes quanto os de seus perseguidores. O próprio Lutero, como se sabe, concordou que anabatistas e membros de outros movimentos protestantes mais extremistas fossem condenados à morte pela autoridade civil.
O que aqui se escreve não é para infamar a memória daqueles reformadores ilustres. Eram filhos de seu tempo e não podem ser julgados pelos critérios de quem, no presente, pode observar seus erros com quase cinco séculos de vantagem. A necessidade de preservar verdades fundamentais num ambiente terrivelmente hostil, se não justifica, ao menos explica as ações agressivas que adotaram na ânsia de preservar o sistema que defendiam.
O que se pretende mostrar é que a intolerância, esse sentimento que nos leva a desprezar e nos afastar do diferente, e estabelecer a “nossa verdade” a fórceps, pode assaltar inclusive os mais sinceros e honestos homens de Deus. Se homens com aquela envergadura moral, evidentemente chamados por Deus para a realização de um propósito grandioso, incorreram em intolerância brutal, não é de imaginar que corremos o mesmo risco?
E é bom lembrar que quando somos intolerantes raramente o assumimos, mas sempre garantimos que assim agimos pelos mais nobres e espirituais motivos. E qual motivo poderia ser mais nobre e espiritual do que a defesa da verdade da Palavra de Deus? O problema é que escudado nessa boa razão – e é isso que nos mostra o teatro da história – podemos, em vez de defender a causa santa, dar vazão à nossa atávica intransigência. “Sou uma pessoa relativamente fácil de conviver, só não suporto que discordem de mim”, diz o “Deus” brasileiro do filme de Cacá Diegues, vivido por Antônio Fagundes. Talvez os líderes das igrejas no país devessem se perguntar aonde o cineasta foi buscar esse paradigma distorcido para retratar a Deus.
Não faltará quem diga que a intransigência é necessária na defesa da verdade, afinal se o evangelho está em jogo devemos ser intransigentes. Isso está correto, mas devemos nos lembrar que somente aquilo que é essencial ao evangelho é que requer uma defesa radical. Vejamos alguns exemplos. Alguém pode usar, hoje, o título de apóstolo? O batismo deve ser aplicado apenas a quem entende o ato ou deve se estender às crianças? As línguas estranhas constituem um sinal de batismo do Espírito Santo?
Sabemos que haverá diferentes respostas para todas essas perguntas no meio evangélico. Mas concordamos que Jesus é o Senhor, que a justificação dos pecados somente ocorre pela graça de Deus, por meio da fé, com a autoridade suprema das Escrituras como regra de fé e prática, e em todas as afirmações do credo apostólico. Isso nos revela que aquelas verdades, a respeito das quais divergimos, não são essenciais à nossa unidade, pois podemos comungar uns com os outros apesar dessas diferenças, enquanto que estas outras são inegociáveis, e não poderá haver unidade com aqueles que não a aceitam.
Assim, a nossa unidade deve se dar em torno do que tem sido considerado essencial no correr dos séculos da história da igreja e devemos aprender a exercitar a tolerância naqueles outros assuntos, a respeito dos quais pensamos de modo diferente. Essa tônica foi bem resumida num provérbio antigo, produzido no calor da Reforma, que preconiza o seguinte: “Na verdade, unidade; nas questões duvidosas, liberdade; e em todas as coisas, caridade”. A frase, segundo John Stott, se deve a Petrus Meuderlin, pensador luterano do século 17, que lamentava, desde então, a falta de unidade do movimento que se desligara da igreja romana. “Se nós pelo menos observássemos unidade nos essenciais, liberdade nos não-essenciais, caridade em todas as coisas, as nossas relações estariam na melhor situação possível”. Corremos, todavia, o risco de nos esquecer do essencial, de guerrearmos pelo não-essencial, e tudo isso sem a menor caridade.
• João Heliofar de Jesus Villar, 45, é procurador regional da República da 4ª Região (no Rio Grande do Sul) e cristão evangélico.
A MARCA DA INTOLERÂNCIA
“Examinei com cuidado o significado de um herege e não consigo fazê-lo significar mais que o seguinte: um herege é um homem de quem discordamos”. Essa afirmação, em tom irônico, data do século 16 e se deve a um protesto contra a intolerância que a Reforma Protestante começava a assumir na Genebra de Calvino. Um movimento que começou brandindo pelo direito à “liberdade de consciência”, e que não deveria “triunfar pelo fogo, mas pelos escritos” (Lutero), estava adotando métodos tão intolerantes quanto os de seus perseguidores. O próprio Lutero, como se sabe, concordou que anabatistas e membros de outros movimentos protestantes mais extremistas fossem condenados à morte pela autoridade civil.
O que aqui se escreve não é para infamar a memória daqueles reformadores ilustres. Eram filhos de seu tempo e não podem ser julgados pelos critérios de quem, no presente, pode observar seus erros com quase cinco séculos de vantagem. A necessidade de preservar verdades fundamentais num ambiente terrivelmente hostil, se não justifica, ao menos explica as ações agressivas que adotaram na ânsia de preservar o sistema que defendiam.
O que se pretende mostrar é que a intolerância, esse sentimento que nos leva a desprezar e nos afastar do diferente, e estabelecer a “nossa verdade” a fórceps, pode assaltar inclusive os mais sinceros e honestos homens de Deus. Se homens com aquela envergadura moral, evidentemente chamados por Deus para a realização de um propósito grandioso, incorreram em intolerância brutal, não é de imaginar que corremos o mesmo risco?
E é bom lembrar que quando somos intolerantes raramente o assumimos, mas sempre garantimos que assim agimos pelos mais nobres e espirituais motivos. E qual motivo poderia ser mais nobre e espiritual do que a defesa da verdade da Palavra de Deus? O problema é que escudado nessa boa razão – e é isso que nos mostra o teatro da história – podemos, em vez de defender a causa santa, dar vazão à nossa atávica intransigência. “Sou uma pessoa relativamente fácil de conviver, só não suporto que discordem de mim”, diz o “Deus” brasileiro do filme de Cacá Diegues, vivido por Antônio Fagundes. Talvez os líderes das igrejas no país devessem se perguntar aonde o cineasta foi buscar esse paradigma distorcido para retratar a Deus.
Não faltará quem diga que a intransigência é necessária na defesa da verdade, afinal se o evangelho está em jogo devemos ser intransigentes. Isso está correto, mas devemos nos lembrar que somente aquilo que é essencial ao evangelho é que requer uma defesa radical. Vejamos alguns exemplos. Alguém pode usar, hoje, o título de apóstolo? O batismo deve ser aplicado apenas a quem entende o ato ou deve se estender às crianças? As línguas estranhas constituem um sinal de batismo do Espírito Santo?
Sabemos que haverá diferentes respostas para todas essas perguntas no meio evangélico. Mas concordamos que Jesus é o Senhor, que a justificação dos pecados somente ocorre pela graça de Deus, por meio da fé, com a autoridade suprema das Escrituras como regra de fé e prática, e em todas as afirmações do credo apostólico. Isso nos revela que aquelas verdades, a respeito das quais divergimos, não são essenciais à nossa unidade, pois podemos comungar uns com os outros apesar dessas diferenças, enquanto que estas outras são inegociáveis, e não poderá haver unidade com aqueles que não a aceitam.
Assim, a nossa unidade deve se dar em torno do que tem sido considerado essencial no correr dos séculos da história da igreja e devemos aprender a exercitar a tolerância naqueles outros assuntos, a respeito dos quais pensamos de modo diferente. Essa tônica foi bem resumida num provérbio antigo, produzido no calor da Reforma, que preconiza o seguinte: “Na verdade, unidade; nas questões duvidosas, liberdade; e em todas as coisas, caridade”. A frase, segundo John Stott, se deve a Petrus Meuderlin, pensador luterano do século 17, que lamentava, desde então, a falta de unidade do movimento que se desligara da igreja romana. “Se nós pelo menos observássemos unidade nos essenciais, liberdade nos não-essenciais, caridade em todas as coisas, as nossas relações estariam na melhor situação possível”. Corremos, todavia, o risco de nos esquecer do essencial, de guerrearmos pelo não-essencial, e tudo isso sem a menor caridade.
• João Heliofar de Jesus Villar, 45, é procurador regional da República da 4ª Região (no Rio Grande do Sul) e cristão evangélico.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
PENSANDO BEM ...
Gosto quando um determinado versículo ocupa meu refletir por muito tempo, e esse que se segue está desde ontem de manhã em meu pensamento:
“Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte.” (João 6:15)
Jesus tinha acabado de fazer o milagre da primeira multiplicação dos pães, uma multidão extasiada de 5.000 homens (fora mulheres e crianças, então deviam ser no mínimo umas 10.000 pessoas!) queria fazê-lo rei, e o que Ele faz? Se retira!
Pensa comigo: eu até entendo que Jesus não quisesse ser feito rei naquele momento, pois Ele sabia que não seria possível estabelecer Seu Reino sem a cruz. Na ocasião da tentação de Jesus, o Diabo tentou isso e não conseguiu (“Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” - Mateus 4:8-10).
Até aqui eu entendo. O que me espanta é Jesus não ter aproveitado a excelente, fantástica e rara oportunidade de, não de se tornar rei, mas de fazer propaganda de seus planos, arrumar aliados, mais seguidores, patrocinadores e, enfim, expandir seus projetos. Ele jogou fora a chance de fazer um enorme sucesso. Pelo contrário, ao invés de aproveitar a popularidade, Ele vai para um monte ficar sozinho.
É óbvio que não dá para entender isso se continuarmos olhando para esse episódio pela perspectiva humana. Pela perspectiva de Deus popularidade não é, necessariamente, característica de uma pessoa bem sucedida.
O sucesso com Deus está intimamente relacionado, não a estarmos no centro dos acontecimentos, mas aos momentos de solitude com o Pai Divino. Repare que o versículo fala que Jesus se dirigiu “novamente” ao monte.
“E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:4)
É necessária uma sintonia muito bem ajustada com a Vontade de Deus.
PARA REFLETIR:
“Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Romanos 12:2 NTLH)
“Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte.” (João 6:15)
Jesus tinha acabado de fazer o milagre da primeira multiplicação dos pães, uma multidão extasiada de 5.000 homens (fora mulheres e crianças, então deviam ser no mínimo umas 10.000 pessoas!) queria fazê-lo rei, e o que Ele faz? Se retira!
Pensa comigo: eu até entendo que Jesus não quisesse ser feito rei naquele momento, pois Ele sabia que não seria possível estabelecer Seu Reino sem a cruz. Na ocasião da tentação de Jesus, o Diabo tentou isso e não conseguiu (“Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” - Mateus 4:8-10).
Até aqui eu entendo. O que me espanta é Jesus não ter aproveitado a excelente, fantástica e rara oportunidade de, não de se tornar rei, mas de fazer propaganda de seus planos, arrumar aliados, mais seguidores, patrocinadores e, enfim, expandir seus projetos. Ele jogou fora a chance de fazer um enorme sucesso. Pelo contrário, ao invés de aproveitar a popularidade, Ele vai para um monte ficar sozinho.
É óbvio que não dá para entender isso se continuarmos olhando para esse episódio pela perspectiva humana. Pela perspectiva de Deus popularidade não é, necessariamente, característica de uma pessoa bem sucedida.
O sucesso com Deus está intimamente relacionado, não a estarmos no centro dos acontecimentos, mas aos momentos de solitude com o Pai Divino. Repare que o versículo fala que Jesus se dirigiu “novamente” ao monte.
“E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:4)
É necessária uma sintonia muito bem ajustada com a Vontade de Deus.
PARA REFLETIR:
“Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” (Romanos 12:2 NTLH)
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