quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

PENSE NISSO 91


É temerário desejar aos outros, indistintamente, um PRÓSPERO Ano Novo, não é mesmo?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ME AJUDE POIS PERDI AS FORÇAS


Ontem conversei com um homem que vai morrer em breve e sabe disso.
Mas antes de falarmos sobre isso, deixe-me compartilhar algo:
“Então, se levantou Jônatas, filho de Saul, e foi para Davi, a Horesa, e lhe fortaleceu a confiança em Deus,” (1 Samuel 23:16)
Há muito tempo me dei conta desse versículo, e ontem novamente me deparei com ele. O que me impacta nessas poucas palavras é considerar que uma amizade pode nos ajudar a encontrar forças em Deus! Meditando sobre isso, me lembrei dos amigos de Jó, que foram ajudá-lo depois que ele perdeu tudo o que tinha, família e bens:
“Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram, cada um do seu lugar: Elifaz, o temanita, Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita; e combinaram ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo. Levantando eles de longe os olhos e não o reconhecendo, ergueram a voz e choraram; e cada um, rasgando o seu manto, lançava pó ao ar sobre a cabeça. Sentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande.” (Jó 2:11-13)
Duas coisas nesse trecho são dignas de nota: a primeira é a predisposição à solidariedade, e em segundo, é que o consolo pode ser em silêncio. Eles ficaram 7 dias e 7 noites sem abrir a boca, não falaram nada, e nem precisava. Antes tivessem continuado calados. Eles acusaram Jó de estar sofrendo todas aquelas perdas devido a algum pecado não confessado. Note o que Jó lhes diz:
“Vós, porém, besuntais a verdade com mentiras e vós todos sois médicos que não valem nada. Tomara vos calásseis de todo, que isso seria a vossa sabedoria!” (Jó 13:4-5)
Observe ainda a seguir, como essa falsa teologia que eles criam, quando aplicada, pode ser perniciosa:
“Então, respondeu Jó: Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos. Porventura, não terão fim essas palavras de vento? Ou que é que te instiga para responderes assim? Eu também poderia falar como vós falais; se a vossa alma estivesse em lugar da minha, eu poderia dirigir-vos um montão de palavras e menear contra vós outros a minha cabeça; poderia fortalecer-vos com as minhas palavras, e a compaixão dos meus lábios abrandaria a vossa dor.” (Jó 16:1-5)
A amizade tanto pode fortalecer quanto abater.
Voltando, então, ao que eu estava começando a contar: ontem conversei com um homem (35 anos!) que vai morrer em breve e sabe disso. Foi com um paciente do HC-UNICAMP.
A primeira coisa que pensei foi em como ajudá-lo a encontrar forças em Deus?
Comecei perguntando-lhe se está com medo. Sua resposta foi sincera, com uma afirmação seguida de uma pergunta: “Tenho medo sim. Você acha isso natural?”. Respondi que é natural, por se tratar de algo acionado pelo instinto de auto-preservação.
Deixei claro que é imprescindível que ele esteja pronto para o “pior”, ou seja, a morte (que nem sempre é o pior), sem perder a esperança, que é o que o motivará a continuar lutando.
Na hora de nos encontrarmos com a morte, 3 medos podem ocorrer: o de deixar a família desamparada, o da hora da morte e o do pós-morte. Quanto ao primeiro, que é o caso desse homem que conversei, como vivemos como se não fôssemos morrer, sempre há o que fazer. O segundo medo é o da passagem. Gosto dessa expressão, pois costumo descrever a morte como passar por uma janela (não digo porta porque pela janela há um grau maior de dificuldade); do lado de cá, ajudando na passagem, ficam os parentes e amigos, e do lado de lá quem ajuda são os anjos e, não tenho muita certeza, o próprio Senhor Jesus. Isso, é claro, no caso de ser uma pessoa convertida, que é o caso desse meu amigo que estou citando. Já o caso de um não convertido “passar pela janela”, não quero nem lembrar o que um outro homem, que recusou o perdão em Cristo, me contou sobre o que ele viu do lado de lá.
PARA REFLETIR:
“Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Filipenses 1:21)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

NOSSO PAI VÊ EM SECRETO



A conversão ao cristianismo é uma conscientização de que o Jesus histórico é o Messias, o Cristo, é Deus que se fez homem e, condição sine que non e por isso mesmo de importância equivalente à conscientização, fruto de um real e emocionante encontro pessoal e contínuo com o próprio Senhor Jesus. Sem essa conscientização e sem esse encontro não há conversão. Antes de ser cristão eu pensava que o era; existe essa possibilidade. Veja esse trecho da Bíblia:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (Mateus 7:21-27)
Note que os alicerces não são visíveis. Isso pode ser uma figura do nosso relacionamento com Deus. É só entre ele e eu. Ninguém vê. Só na hora da tribulação, das adversidades, é que se vê a firmeza da espiritualidade.
Me dói pensar que inúmeras pessoas, após reconhecerem que Jesus é o Cristo, só assumem o perfil de “crente”, nunca tiveram um encontro pessoal e particular com nosso Senhor. E o pior, acreditam que estão salvos e não estão!
Avaliamos (o que em si já é uma coisa errada, mas que assim mesmo o fazemos) a espiritualidade dos outros por seu perfil externo, por sua aparência, o que nos leva a muitas vezes fazer mal juízo dessas pessoas; não achando que elas são ruins, muito pelo contrário, pensando serem elas firmes com Deus quando na realidade não o são.
“Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.” (1 Samuel 16:7)
Acredito que no céu teremos muitas surpresas.
“Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos].” (Mateus 20:16)
PARA REFLETIR:
“(...) a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:4)
“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:6)
“(...) com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:18)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ANO NOVO, VIDA NOVA



Outro dia, tomando cafezinho na Capelania do HC, perguntei aos que ali estavam se 2009 foi um bom ano para eles. Um amigo respondeu: “Sei lá. Eu não costumo dividir a minha vida em períodos”. É jovem, quer ser diferente, eu entendo. Estou escrevendo isso porque para mim o fim do ano é uma excelente oportunidade para me avaliar e planejar minha vida a curto, médio e longo prazo. E com isso posso glorificar a Deus: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.” (Salmos 103:2)
Como um conhecido me falou, esse ano que passou foi uma montanha-russa. Eu só acrescentaria a isso que notoriamente esse ano aprendi muito mais nas “descidas” do que nas “subidas”. Mais nas profundidades do que nas alturas.
E o Ano Novo? Como alguém, que não sei quem foi, bem disse “Quem falha em planejar, planeja falhar”, estou planejando. Sem perder de vista, é claro, esses dois trechos da Bíblia:
“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.” (Salmos 127:1-2)
“Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna.” (Tiago 4:13-16)
É claro que nesse planejamento também avalio se posso “construir essa torre ou enfrentar o exército inimigo” (Lucas 14). Conheço inúmeras pessoas que sempre fazem promessas para o Ano Novo, resolução essa que não chega a março.
Mas o meu maior plano para 2010 é sair do meu “porto seguro” e me aventurar em “águas mais profundas”.
PARA REFLETIR:
“Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes.” (Lucas 5:4-6)

PENSE NISSO 90


O que restou do seu Natal?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

UMA VISITA QUE DOEU


Quando cheguei ontem, 23 de dezembro, ao escritório da Capelania do HC-UNICAMP, só estava ali a Celinha, a secretária daquele serviço, a qual é a “espinha dorsal” do nosso trabalho. Ficamos conversando e, num dado momento ela virou para mim e disse que todo ano ela passa por um problema (ou apuro, não lembro a expressão que ela usou), e que esse ano não foi diferente: desejar um feliz Natal e um bom Ano Novo para a Dulce e para a Efigênia, que haviam passado por lá para lhe darem um abraço.
A Dulce é a vó que cuida do Nino e a Efigênia é a mãe do João Vitor. Essas duas crianças, de 8 e 6 anos respectivamente, são pacientes crônicos que dependem do respirador mecânico e devido à sua debilidade não vão sair mais do hospital. Essas duas mulheres vão passar o Natal no quarto das suas crianças, que é onde elas moram.
Deixe-me descrever o quarto deles para vocês. Logo que se entra, à esquerda, é a porta do banheiro. Mais para dentro, tudo à esquerda, tem a poltrona que à noite vira cama, da Dulce, o leito do Nino, dois criados-mudos, o leito do João Vitor e por fim a poltrona/cama da Efigênia. Na parede do fundo à esquerda há 2 janelas e à direita um armário embutido. Encostado à parede da direita de quem entra há um armário que as duas “repartem”. É espaçoso, tanto que a minha cadeira de rodas circula por tudo ali. É nesse quarto que eles vão passar o Natal! Em cima do armário que fica encostado à parede, a Maju, a fisioterapeuta, montou uma árvore de Natal. Ela a montou a pedido do Nino, pois ele disse que queria ver a que está montada no pátio da pediatria e, como ele não pode sair, que se montasse uma no quarto.
Depois que me despedi da Célia, fui visitar aqueles moradores daquele quarto que me são tão queridos. Quando cheguei lá elas estavam se despedindo de duas pessoas que já iam embora e só voltarão em janeiro. Todas com lágrimas nos olhos.
Passei a tarde com elas e com os meninos. Quer dizer, quase toda a tarde, pois reservei uma parte do tempo para conversar com um homem de 35 anos que está lutando sem sucesso contra um câncer que já está se espalhando por todo o seu corpo e faz com que ele sinta muitas e fortes dores. Quando voltei para a Pediatria cruzei com a Júlia, uma menina de 6 anos que tinha acabado de ser internada (lembre-se, era 23 de dezembro!). Essa menina recebeu um rim transplantado e volta e meia tem que ser internada. Ela gosta de ficar lá, por causa da brinquedoteca, dos palhaços, dos contadores de histórias, mas como essas atividades só voltam em janeiro, ela estava muito triste.
De volta ao quarto do Nino e do João, a Dulce me contou que o Nino perguntou em um outro dia, o porquê de ele não andar, se era por não ter pé. Ela disse que pé ele tem, mas não tem força. “Mas por que?” o Nino perguntou, e a vó disse que não sabia responder, e que “só Deus é que sabe”. Depois a Efigênia falou que sabe que o filho dela está piorando e que logo vai morrer. Depois o assunto mudou e conversamos um monte de outras coisas. Olhando e falando com aquelas mulheres, me lembrei de Maria, a mãe de Jesus. Ela foi a única pessoa do mundo que esteve com Nosso Senhor toda a Sua vida, desde o nascimento até a morte na cruz. Simeão profetizou isso:
“Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.” (Lucas 2:34-35)
Na hora de eu ir embora, beijei-as e desejei um bom Natal e um ótimo Ano Novo.
A frase me soou meio doida. Doida e doída.
PARA REFLETIR:
“Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” (Hebreus 13:5)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

LENDO O JORNAL COMO ANTIGAMENTE


RELÓGIO



Outro dia, fim de tarde, eu estava lendo em um lugar perto do parque infantil do condomínio do meu prédio quando um dos vizinhos veio conversar comigo. Ele estava chegando de uma atividade que faz parte da sua agenda diária, ou seja, correr para se exercitar.
Como ele também trabalha no HC-UNICAMP, em um dos laboratórios, a conversa começou pelo serviço em comum, o contato com os pacientes. Por ser fim de ano, falamos sobre férias iminentes. Comentei ali que para mim, uma das coisas mais gostosas das férias, é não ter compromisso com horário. Aí ele falou uma coisa que me deu pena dele: “Sou escravo do relógio! Vivo indo de lá para cá tudo com horário marcado. Até quando estou de folga. No laboratório tudo tem que ser cronometrado. Até para correr fazendo exercício eu marco o tempo”. Compartilhei nesse ponto que a primeira coisa que faço quando estou de folga ou férias é tirar o relógio e colocá-lo na mesinha do telefone da sala de casa. E só o pego quando volto a trabalhar.
Estou certo ou estou errado?
Aí você pode virar para mim e me lembrar do que Paulo falou:
“Vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus.” (Efésios 5:15-16)
Remir o tempo é diferente de contar o tempo. Remir o tempo é aproveitar cada oportunidade para fazer o que é certo e agrade a Deus, glorificando-O assim. Não é ser escravo do relógio e da agenda, vivendo um ativismo maluco que pode muito bem impressionar os outros, mas quase nunca agrada a Deus. Se pensarmos bem, vamos lembrar que Jesus Cristo não tinha nem relógio nem agenda, mas mesmo assim não perdia nem desperdiçava tempo. E também não tinha úlcera por causa de stress. Ele pagava o preço para ter o tempo a seu serviço.
PARA REFLETIR:
“Estai de sobreaviso, vigiai [e orai]; porque não sabeis quando será o tempo.” (Marcos 13:33)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

SUTILEZAS



Uma jovem mãe está com a filha internada, em estado terminal, ali no HC-UNICAMP. Pessoas bem intencionadas lhe disseram que a filha não está sofrendo pois está sedada, e que Deus fez com que a criança ficasse assim para ensinar e corrigir alguma coisa na vida da mãe. Agora veja bem: toda mãe se sente responsável pela saúde e bem estar dos filhos. Como vai se sentir essa mulher que ouve que é alguma coisa errada na vida dela, da própria mãe, que está causando o sofrimento e até a morte da filha? Com certeza vai sentir culpa. Observe agora a sutileza: acredito que devemos aprender com o sofrimento, mas isso não nos torna causadores das aflições. E Deus não faria um sofrer para outro aprender algo. Aproveitar o sofrimento inevitável para crescimento interior é uma coisa, e acreditar que a aflição de alguém foi causada com o objetivo de nos ensinar algo é outra coisa.
Outra sutileza: uma menina de 14 anos dá à luz uma criança. Mãe solteira. Vamos chamar essa menina de Estela, o bebê vamos chamar de Yara, e a mãe da Estela vamos chamar de Sheila. A estela é filha única e sempre foi criada com muita atenção e carinho. Muito rapidamente ela passou do papel de filha, dependente e recebendo cuidados, para o papel de mãe, responsável e tendo que cuidar de alguém. Seu primeiro pedido de socorro, velado e talvez inconsciente, é demonstrar ciúmes reclamando que a Dona Sheila “só liga para a Yara”. Esses papéis a serem cumpridos na vida dentro do tempo devido, quando interpostos fora da hora certa, pode causar sérios conflitos internos e externos.
Como entender e lidar com esses problemas sutis da natureza humana? Creio que a Bíblia, além da sua função primordial de nos levar a conhecer a Deus, também nos ensina a conhecer o ser humano.
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” (Hebreus 4:12-13)
PARA REFLETIR:
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento.” (Tiago 1:5-6)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

UMA VISITA MOVIDA PELO VERDADEIRO ESPÍRITO DO NATAL



Uma velha e boba piada começa perguntando “por que o cachorro entra na igreja?” e tem como resposta “porque encontra a porta aberta”. Embora sem graça, essa anedota pode nos levar a questionar se muitas pessoas vão às igrejas por qualquer outro motivo que não seja a adoração a Deus. Não quero, de forma alguma, nos comparar a cachorros, mas, por que vamos à Igreja?
Por que você vai à Igreja?
Uma pesquisa nos revela que a maior parte das pessoas vão à Igreja através do convite feito por um amigo. Acredito nisso, mas essa é a forma que Deus usa para levar as pessoas até lá. Veja essa afirmação que Jesus fez aos seus conterrâneos:
“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:44)
Sábado passado tivemos na nossa Igreja um programa especial, uma Cantata de Natal. Penso que havia umas 1500 pessoas ali. Todas, mas todas mesmo, convertidos e não convertidos, todos foram levados até ali pelo Espírito Santo.
Veja como Simeão, o profeta que segurou o menino Jesus no colo foi ao Templo em Jerusalém:
“Movido pelo Espírito, foi ao templo (...).” (Lucas 2:27)
No exato momento em que Simeão profetizava a respeito do Filho de Deus recém nascido ...
“Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.” (Lucas 2:36-38)
Coincidência? Não. Ação do Espírito Santo.
Que tal nesses dias tão corridos você ir à Igreja movido pelo verdadeiro Espírito do Natal?
Eu creio que você até pode não ir. É uma opção sua. Mas se você não for, saiba que a porta vai estar sempre aberta.
PARA REFLETIR:
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, (...).” (Mateus 6:33)

domingo, 20 de dezembro de 2009

REPUBLICAÇÃO DE UM TEXTO JÁ DIVULGADO

CARTINHA PARA O PAPAI NOEL
Essa carta eu “enviei” ao tal velhinho no começo de dezembro ou de 2006 ou 2007, não lembro.
Querido Papai Noel:
Dia 17 desse mês de dezembro nós vamos fazer uma festinha de Natal lá na Pediatria do HC. Eu pensei em convidá-lo, mas uma senhora, a Adriana, que nos ajuda muito indo toda semana ali contar histórias de Jesus para as crianças internadas, e que está trabalhando muito por essa festa, não quer que o senhor vá.
Ela não gosta do senhor. Ela acha que o senhor é mentiroso. Ou melhor, ela acha que o senhor é uma mentira.
A minha idéia era que o senhor desse brinquedos para as crianças. Na realidade o Oscar, um senhor que vai toda semana lá no hospital falar de Jesus Cristo para os pacientes, está arrecadando dinheiro dos colegas de trabalho e já está comprando as lembrancinhas. O senhor só iria distribuir. Mas eles não querem.
Isso me fez pensar. Estou achando que eles estão certos.
Acho que para o Natal fica melhor, por exemplo, enfeitar a casa com um presépio. É o que a Célia e a Ana Paula vão montar na Capela do HC. Essas duas são outras que estão direto lá, dando assistência cristã aos nossos doentes. Sabe por que eu gosto do presépio? Porque ele conta a história do nascimento de Jesus. Tem uns que contam direitinho como é que foi.
Outro dia vi o senhor lá no Shopping. Eu ia lhe falar tudo isso mas a fila de crianças que queriam fazer o pedido de brinquedo para o senhor estava enorme! E estava demorando, pois todo mundo tinha que posar para uma foto. Por falar nisso, fala para aquele rapaz que mexia com a máquina, não vender as fotos, mas dar de graça. Afinal o senhor é o Papai Noel.
Então resolvi escrever.
Agora quero fazer o meu pedido. Eu quero um bonequinho de borracha, desses que quando a gente aperta ele assobia. Sabe qual é? Então. É para dar para o Dudu. Ele tem um ano e dez meses. Como depende de aparelhos para respirar, vai ficar sempre com a gente. É por isso que ele não foi lá no Shopping. Por via das dúvidas, eu vou comprar um e dar para ele. Se o senhor me der um, ele ganha dois.
E não precisa levar agora nesse período de correria por causa das festas. Nós estamos lá o ano todo. Qualquer dia está bom.
Por enquanto é só.
Atenciosamente, Chico.

P.S.1: Depois que divulguei o texto acima, a Adriana escreveu o que segue abaixo.

Senhor Papai Noel:
Eu sou Adriana, aquela que o Chico mencionou em sua cartinha. É, eu mesma que o acho um mentiroso, ou melhor, um enganador.
Vou explicar porquê. Na verdade, já algum tempo deixei de acreditar em
você. Depois que cresci comecei a ver que você não leva brinquedos para as
crianças pobres, é por isso que você nunca foi na minha casa...
Você só vai na casa de quem tem muito, muito
dinheiro! É na casa de quem tem uma árvore enorme, uma janela enorme, e
muitos sapatos de vários modelos novinhos na janela, esperando seu saco
enorme com brinquedos que eles brincam só no dia e depois esquecem no quarto
enorme de brinquedos durante o resto do ano...
Que vergonha hein Papai Noel?
Você está nas mansões, palácios, palacetes, nas casas da classe média, mas, e nas favelas?
Esse é o motivo de não o achar legal e nem querer você na nossa festa
no hospital.
Você com essa carinha fofinha, que dá até vontade de dar umas beijocas
nessa bochecha coradinha, de um velhinho tão gordinho (você anda comendo muito
panetone),vê se começa a pensar melhor no que faz! Já está bem velho prá
ficar enganando as crianças do mundo todo.
Você faz com que as crianças esqueçam de quem é o aniversário na noite
de natal.
Papai Noel, você gostaria que alguém no dia do seu aniversário
assoprasse sua velinha, comesse o seu bolo e ficasse com seus presentes?
Pois é exatamente isso que você faz!
Faz com que as crianças esqueçam que quem faz o aniversário e merece
presentes é Jesus.
Você nem sabe quem é ele, né?
Quer saber quem é Ele? O Chico Motta pode falar prá você direitinho!
Sabe Papai Noel, Jesus sim, merece minha cartinha. Aliás, Ele me
escreve uma todos os dias.
São suas cartas que me enchem de esperança de uma vida eterna.
Então , se o Dono da festa é Ele, porque vou chamar você para receber
as honras?
As criancinhas devem vir à Jesus, o aniversariante, e se eu o
convidar, você vai impedi-las de vir a Ele!
Me desculpe, mas você só dá balinhas no Natal, e Jesus, dá vida,
alegria, paz e esperança o ano todo!
O tema da nossa festinha é: Jesus em minha casa e não Noel, por isso
só resta você sair desse trono que você usurpou e colocar suas barbas de molho!
Ah, já ia me esquecendo, estamos no Brasil, suas roupas e esse trenó
não combinam com nosso calor.
Assinado, Senhora Adriana
Obs.: Não falo de você para os meus filhos, eles já sabem que você é uma farsa!
 
P.S.2: Hoje, o Dudu já está lá no céu, correndo por todo lado, livre de todos aqueles aparelhos. Mas eu lembro que na época ele só ganhou um bonequinho de borracha, o que eu dei.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

UMA VISITA QUE NÃO ACONTECEU E OUTRA QUE ACONTECEU



Aquele homem, o Jorge, sofria de câncer mas, por mais incrível que pareça, não era isso que mais o afligia. Ele estava internado há muito tempo e uma amizade sólida se formara entre nós. Eu acredito que, na maior parte das vezes, para darmos um testemunho individualmente, é necessário que exista uma amizade entre o cristão e aquele que vai ser evangelizado. Fazer amizade nos dá o direito de sermos ouvidos. A minha amizade com o Jorge abriu as portas para eu falar-lhe de Jesus e assim ele foi convertido.
Doente terminal, o Jorge só queria uma coisa: rever e abraçar o filho que era viciado em drogas e morava lá no Rio de Janeiro. Numa sexta-feira entramos em contato com o rapaz, conseguimos dele a promessa de que viria visitar o pai no domingo, falamos para o Jorge se preparar (ele garantiu que estava preparado), e só voltamos ali no hospital na segunda-feira. O rapaz não veio e nem deu satisfação.
Depois de chorar muito, o Jorge virou para mim (que estava quieto e calado ao seu lado) e disse: “OK, Chico. Estou pronto para morrer. Já me acertei e me despedi de todos aqui na Terra, menos desse meu filho, porque ele não quis. Já me acertei com Deus pois vi a salvação em Jesus, que na cruz pagou todos os meus pecados. Já posso ir para o céu em paz”.
Ele estava pronto. Com um leve toque de tristeza por causa do filho, mas feliz e em paz, o Jorge morreu no dia seguinte, terça-feira.
Tudo isso me voltou à mente devido ao fato de estar estudando o relato do encontro de Simeão com o menino Jesus, quando este foi apresentado no Templo.
“Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação,” (Lucas 2:25-30)
Por ele orar dizendo que já podia morrer pois tinha visto o Messias prometido, eu imaginava que era velho, mas diz a tradição judaica que ele era moço ainda. Um moço que estava pronto e em paz para se encontrar com Deus. Ele aguardava a visita do Cristo e Ele, o Deus Filho, veio.
Veio para nos trazer a Salvação. Você está pronto?
PARA REFLETIR:
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3:20-22)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

EPILEPSIA E POSSESÃO DEMONÍACA



Fui procurado por uma estudante, a Danielle, para responder algumas perguntas sobre a possibilidade de uma crise de epilepsia ser confundida por um caso de possessão demoníaca. Foi uma conversa bem agradável e proveitosa, pelo menos para mim. Isso me fez estudar, conversar com algumas pessoas e refletir bastante.
Vou começar compartilhando a conclusão a que cheguei. Existe sim a possibilidade dessa confusão acontecer, mas isso não é de hoje. Já Hipócrates, o pai da medicina, lá por 400 a.C., numa tentativa de desmistificar a epilepsia, chamou esse mal de “a doença sagrada”.
Hoje essa doença pode ser tratada ou com remédios ou cirurgia, conforme o caso. Isso demonstra que é uma patologia fisiológica, não um problema espiritual.
A confusão ocorre devido à ignorância tanto científica quanto bíblica de alguns que se dizem pastores. O agravante perigoso disso é o erro de alguém estar tendo uma crise de epilepsia e, por acharem que é um demônio se manifestando, os que estão em volta não levarem essa pessoa ao médico. Isso até pode resultar em morte.
Ali no HC-UNICAMP já acompanhamos ocaso de uma jovem senhora que recebera um transplante de rim, e ouviu algo do “pastor” da sua igreja que insinuou que, quem é crente e tem fé, não precisa tomar remédio. Ela, inspirada nisso, parou por conta própria de tomar o imunossupressor e por isso perdeu o rim transplantado.
São dois problemas distintos, epilepsia e possessão, e não é difícil diagnosticar um ou outro. A Bíblia não usa a palavra “EPILEPSIA”. Algumas traduções erradas a usam ao relatarem um caso claro de ação demoníaca, em vez de usar a palavra “Lunático”, que é bem melhor.
“Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas, na água. Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo. Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado.” (Mateus 17:15-18)
Gostaria de ressaltar, também, que há também ignorância por parte de alguns médicos no que se refere às coisas espirituais. Isso gera também alguma confusão e riscos.
PARA REFLETIR:
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.” (Tiago 1:5-8)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A CONVERSÃO DO DABI


Não devemos nos iludir pensando que nós é que levamos as pessoas a Cristo. A conversão do Adalberto demonstra que a evangelização de alguém é um processo sobrenatural.
Outro dia, numa festa, esse muito amado irmão nos contou como foi a sua conversão. Na época ele tinha um bom emprego em uma grande multinacional, estudava numa boa faculdade, e quase tudo lhe corria muito bem. O que lhe faltava era um sentido para o seu viver. O Adalberto frequentava o grupo de jovens de uma igreja católica, mas ainda não havia entendido o significado da morte de Jesus na cruz. Ele estava quase ao ponto de largar tudo e ir embora, mudar para um outro lugar para ver se conseguia se localizar na própria vida.
Certo dia, o Cidão, que estudava e trabalhava com ele, o convidou para uma reunião evangelística do grupo NOVIDADE, que era uma organização que visava atingir os jovens e adolescentes com o evangelho de nosso Senhor, a qual frequentávamos e na qual servíamos a Deus. Essa atividade era aos sábados à noite. Mais pela curiosidade de saber o que levava alguns jovens a gastarem seu melhor dia para passear em uma reunião de estudo bíblico, só por isso, ele foi a essa reunião.
A coisa que mais o impressionou naquela noite foi que, assim que ele chegou, a Denise, hoje minha mulher, o abraçou e disse que o amava. Ele nunca tinha visto algo assim.
Depois eu preguei, explicando a morte de Jesus Cristo na cruz para pagar pelos nossos pecados. Aquilo tudo ficou guardado em sua mente, mas ainda não penetrara seu coração.
No sábado seguinte ele não veio à nossa reunião. Como já tinha feito a inscrição, ele foi a um retiro da igreja que frequentava. Pois foi ali, naquele retiro, após ver um filme sobre a morte de Jesus na cruz que o Adalberto entendeu que todo o sacrifício do Cristo foi vicário, isto é, em nosso lugar. E, em um canto à parte, sozinho e chorando muito, foi que o Dabi (é assim que o chamamos) se rendeu ao amor de Jesus.
O Cidão, a Denise, eu, o pessoal daquele retiro, todos fomos ferramentas nas mãos de Deus. A salvação do Adalberto é um processo que ainda não acabou, pois só termina na Eternidade.
PARA REFLETIR:
“Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho. Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica.” (1 Coríntios 3:7-10)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

UM VISITA GUIADA POR UMA ESTRELA



Foi tão impressionante que nunca mais esqueci. Olhar o céu numa noite sem nuvens, numa fazenda à beira da represa de Furnas, lá em Minas Gerais, isso me revelou uma quantia incrível de “estrelas” visíveis a olho nu. Deu para entender porque os homens se sentem tão atraídos a estudar os astros.
Assim como creio que Deus se revela através da natureza terrena, também o faz através da sideral:
“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. (...)” (Romanos 1:20)
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. (...)” (Salmos 19:1-4)
Estudar os corpos celestes e tentar desvendar por esse meio os planos de Deus era o intuito do povo que construiu a famosa Torre de Babel. Queriam a salvação pela astrologia.
“Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa. Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.” (Gênesis 11:1-4)
Foi uma estrela que orientou os magos (filósofos, estudiosos e cientistas da época) na sua peregrinação até encontrar o Deus que se fez homem:
“E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.” (Mateus 2:2)
“Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo. Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino. E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo.” (Mateus 2:7-10)
Era um cometa? Uma conjunção de planetas? Um anjo cuja luz fez os magos confundirem-se e achar que era uma estrela? Um asteróide? Será que os magos só a viam à noite? Não sei, mas sei que foi algo real, sobrenatural e preciso (parou onde Jesus estava).
De qualquer forma, os judeus tinham em mente que a estrela anunciava e prefigurava o Messias: “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete.” (Números 24:17)
Tenhamos também isso em mente.
PARA REFLETIR:
“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (João 8:12)
“Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” (João 12:46)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

UMA VISITA QUE MUDA NOSSOS CAMINHOS


Certa vez, um amigo e eu estávamos procurando, para conhecer, um lugar onde faríamos um acampamento com jovens. Era um lugar bem no campo, longe, estrada de terra, sem referências, calor, e acabamos nos perdendo. Sentado em uma cerca na entrada de uma fazenda havia um homem para o qual pedimos informações. Suas orientações foram pitorescas: “O senhor 'vorta' no rastro, vai 'inté' os 'calipis”, vira 'prás' canhota, segue toda vida e chegou”. Foi assim mesmo, desse jeitinho, pois anotei tudo. E não é que chegamos certinho!
Hoje vamos refletir sobre caminhos e descaminhos. Quero registrar que expressões tais como “Ele agora está no caminho”, ou “Fulano agora é do caminho” eram usadas para se referir a pessoas que ou eram convertidas ou tinham se convertido.
“E vós sabeis o caminho para onde eu vou. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:4-6)
Leiamos esse trecho:
“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra.” (Mateus 2:11-12)
Não tem muito a ver com isso, mas só para registrar, essa não foi a primeira vez que Deus mandou alguém mudar de caminho:
“Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água; e não voltarás pelo caminho por onde foste. E se foi por outro caminho; e não voltou pelo caminho por onde viera a Betel.” (1 Reis 13:9-10)
Acredito que todo encontro que temos com o Senhor Jesus, se necessário for, deve nos fazer mudar de caminho. Que caminhos temos trilhado?
Muitas vezes nos perdemos e passamos a caminhar por estradas pelas quais nem deveríamos ter entrado. Mais maduro, nessas ocasiões sei que poderíamos até cantar um trecho de uma música de Vinícius de Morais que diz “Já conheço os passos dessa estrada, sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”. Pela minha experiência, sei que quando há a possibilidade, diria melhor se escrevesse “quando há o perigo”, de desviarmos nossa rota para caminhos errados, Deus nunca se frustra de nos avisar com “placas de advertência”. Mas, humanos, continuamos assim mesmo.
Conversão quer dizer mudar de direção, de rumo, voltar para o caminho certo.
Por falar nisso, por onde você tem andado?
PARA REFLETIR:
“E, se teu pé te faz tropeçar, corta-o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno” (Marcos 9:45)

sábado, 12 de dezembro de 2009

PRESENÇA QUE SE FAZ PRESENTE (Henri Nouwen)

Quando nos sentimos realmente confortados e consolados? Quando alguém nos ensina como pensar ou como agir? Quando recebemos um conselho para onde ir ou o que fazer? Quando ouvimos palavras tranqüilizadoras e de esperança? Algumas vezes, talvez. Porém, o que realmente importa é ter alguém ao nosso lado nos momentos de dor e de sofrimento.
Mais importante do que qualquer ação específica ou de uma palavra de aconselhamento é a simples presença de alguém que se interessa por nós. Quando alguém nos diz, no meio de uma crise: "Eu não sei o que dizer ou o que fazer, mas quero que você saiba que estou ao seu lado, que não o deixarei sozinho", podemos nos sentir seguros de que temos um amigo em quem podemos encontrar consolo e conforto.
Numa época tão repleta de métodos e de técnicas destinados a mudar as pessoas, a influenciar o seu comportamento e a fazer com que elas façam coisas diferentes ou tenham idéias novas, perdemos o dom simples, porém difícil, de permanecer ao lado das pessoas.
Perdemos este dom porque somos levados a acreditar que nossa presença precisa ser útil. Nós pensamos: "Por que devo visitar esta pessoa? Não posso fazer nada por ela! Não posso sequer lhe ser útil!". Entretanto, esquecemos que muitas vezes é a presença humilde, despretensiosa e "inútil" de alguém ao nosso lado que nos dá consolo e conforto.
Permanecer ao lado de alguém pode parecer simples, mas é uma tarefa difícil, pois exige que compartilhemos nossa vulnerabilidade com esse alguém, que passemos junto com ele pela experiência da fraqueza e da impotência, que nos tornemos parte da incerteza. Para isso, precisamos abrir mão do controle e da autodeterminação. Porém, quando isso acontece, nasce nova força e nova esperança.
Aqueles que nos oferecem conforto e consolo ao permanecerem ao nosso lado em momentos de doença, de angústia mental ou de trevas espirituais, muitas vezes estão mais próximos de nós do que aqueles com quem temos laços de sangue. Eles demonstram sua solidariedade para conosco ao penetrarem de boa vontade nos espaços escuros e desconhecidos da nossa existência. Por essa razão, são eles que nos trazem nova esperança e nos ajudam a descobrir novos rumos na vida.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

UMA VISITA PARA LEVAR UM PRESENTE



“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.” (Mateus 2:1-2)
“Mago” era o nome dado pelos medos e persas aos estudiosos da época.
Fiquei pensando ontem: e se eu tivesse sido um desses magos? Eu teria viajado tanto para ver o “Deus menino”? O que teria levado de presente?
Não sabemos se os “magos” eram três. Deduziu-se isso por causa dos presentes: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” (Mateus 2:11)
Certa vez vi um filme chamado, se não me engano, “O quarto mago”. É ficção, não é um bom filme, mas tem algumas coisas bem boladinhas. O enredo é, resumidamente, a aventura de um quarto mago que na ida para ver o recém nascido, acaba dando, a diversas pessoas e causas que realmente precisavam, as pedras preciosas que reservara para dar de presente a Jesus. Quando chega diante do Senhor, está como não queria estar, isto é, de mãos vazias. Mas Jesus, que a essa altura já é adulto, diz que recebeu cada pedra. (“O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” - Mateus 25:40)
Aí meu pensamento já voou para longe. Há uns tempos atrás, um grupo de senhoras organizou um lanche para um evento de uma Igreja. Coisa mais chique, precisa ver. Algumas pessoas, inclusive eu, achamos um exagero, que melhor seria dar para os pobres. Alguém teve a coragem de falar isso para elas, e a resposta dada foi: “Quando é para Deus, nunca é exagerado”.
Outra coisa: belíssimo projeto é buscar a Deus, e se preciso, ir longe, seja onde for.
Mas ainda estou pensando: o que dar de presente a Ele? Meu coração? Algo para os pobres?
PARA REFLETIR:
“Misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” (Oséias 6:6)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NUNCA ME DIVERTI TANTO



A Marina Junqueira é uma das fisioterapeutas que trabalha lá no HC-UNICAMP. No último dia 3 ela foi com um grupo de aproximadamente 80 crianças deficientes e cada uma com um acompanhante, passar o dia no HOPI HARI, um parque temático que fica aqui perto de Campinas. Tudo de graça! Todas aquelas crianças são pacientes do Ambulatório de Fisioterapia Motora Pediátrica daquele hospital.
Muita gente falou para a Marina que ela estava louca ao organizar um acontecimento desses. A explicação para esses comentários são que tudo seria muito trabalhoso, perigoso e cansativo. Mas ela não se impressionou e fez acontecer o passeio.
Para não dizer que não houve nenhum problema, um senhor de 78 anos de idade, que foi como acompanhante da neta de 15 anos, o qual foi em todos os brinquedos e atrações, esse senhor no fim do passeio sentiu-se mal, por ter ido naquele elevador que despenca de uma altura de 70 metros, pela quarta vez (!), depois de ter comido um sanduíche. O velhinho foi levado para o Pronto Socorro do HC e constatou-se que foi só indisposição devido aos excessos do dia. A Marina só foi sair do hospital às 11 horas da noite, depois de ouvir de um interno um comentário de que ela era a culpada por aquilo. Mas ela ouviu daquele senhor de quase 80 anos, uma frase que é impagável: “Nunca me diverti tanto em toda a minha vida”.
Existe uma multidão de pessoas que não possui diversão alguma. São pessoas que além da luta pela sobrevivência, precisam superar suas limitações físicas e psicológicas. Nunca foram a um shopping, a um parque, restaurante ou cinema.
E graças a Deus existem pessoas que mergulham de cabeça em projetos que proporcionam um dia feliz a quem nunca o teve. Eu admiro muito essas pessoas. É realmente trabalhoso, perigoso e cansativo. Mas extremamente compensador.
Em volta ficam outras, não fazendo nada, e dizendo que é loucura fazer.
A Marina fez, e tenho a impressão de que no ano que vem vai fazer de novo.
PARA REFLETIR:
“Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:37-40)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

NATAL, PAIXÃO E PÁSCOA



Minha casa está decorada para o Natal. Eu gosto muito disso.
Em cima da mesinha do telefone está o meu presépio. Já falei dele aqui, ele é pequeno, um estábulo, José, Maria e o menino Jesus na manjedoura. Em cima da mesinha mas não fazendo parte do presépio há outros enfeites.
Ontem, olhando para o presépio e meditando no nascimento de Jesus, pensei no quanto isso atrai as pessoas hoje. Enquanto refletia, peguei ali dois anjinhos e um homenzinho de neve e os coloquei olhando para o bebezinho na manjedoura, como se estivessem atraídos pelo Deus feito homem.
Não, eu pensei, acho que isso não atrai muita gente. Aí me lembrei desses versículos: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer.” (João 12:32-33)
“Levantado”, nesse trecho quer dizer crucificado (como o versículo 33 ensina) e exaltado. A morte de Jesus na cruz é a sua exaltação. Isso é o que atrai as pessoas.
Mas se não houvesse a ressurreição de Jesus (a Páscoa), a paixão do Cristo (Sua crucificação), não teria sentido. E se não fosse o Natal (o nascimento de Jesus, Deus se tornando homem), nada teria acontecido.
Eu, pessoalmente, gosto mais do período da Páscoa, mas me preparo espiritualmente para esses 3 eventos: Natal, Paixão (“Sexta-feira Santa”) e Páscoa.
E você?
PARA REFLETIR:
“Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Coríntios 15:1-4)

PENSE NISSO 89


Com Deus, o seu dia de hoje é, pelo menos um pouquinho, melhor do que o de ontem. Se não é, deveria ser.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ABORTO, UMA ABORDAGEM ÉTICA

Muitas, se não for a maioria, das discussões sobre o aborto não passam de apenas discussões, às vezes acirradas, em defesa de pontos de vista. O que está em jogo nesses casos são posições ideológicas.
Não se resolvem nem as causas nem as consequências de um aborto. É mais fácil defender idéias do que arregaçar as mangas e ajudar quem está numa crise social decorrente de uma gravidez indesejada. No fim das contas, aquela que engravidou fica só, fazendo ou não o aborto. Se fizer o aborto, pode ter traumas emocionais tremendos, e se não abortar, fica uma criança não querida, rejeitada, ou como alguém definiu muito bem, um “aborto social”.
Começaríamos bem se projetássemos uma maior presença nossa na vida daqueles que podem engravidar numa hora que não desejada, mas antes que engravidem. Orientações sexuais, educação e o que é o verdadeiro amor são coisas que podem e devem ser ensinadas.

ABORTO, UMA ABORDAGEM PESSOAL



Um irmão muito chegado, amigo mesmo, me garantiu que se a filha adolescente dele engravidasse antes do casamento, ele a levaria para fazer um aborto. No pensamento dele, o embrião só se torna um ser humano quando, após os 9 meses, acontece o nascimento.
Não há possibilidade de, aqui, estudarmos quando acontece a concepção. Correndo o risco de ser simplista demais, afirmo que no período da gravidez, que vai da concepção ao nascimento, o feto já é um ser humano. Alguns versículos bíblicos me levam a pensar assim.
Exemplo de Sansão:
“Porém me disse: Eis que tu conceberás e darás à luz um filho; agora, pois, não bebas vinho, nem bebida forte, nem comas coisa imunda; porque o menino será nazireu consagrado a Deus, desde o ventre materno até ao dia de sua morte.” (Juízes 13:7)
Olhe o que diz esse Salmo Messiânico:
“Contudo, tu és quem me fez nascer; e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe. A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus.” (Salmos 22:9-10)
Outro exemplo, o de Jacó:
“No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão; no vigor da sua idade, lutou com Deus;” (Oséias 12:3)
Ou ainda, o de João Batista:
“Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo.” (Lucas 1:41)
Esse é o principal argumento que tenho para ser contra o aborto, fora as situações previstas em nossa lei.
PARA REFLETIR:
“Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai celeste.” (Mateus 18:10)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ABENÇOADA OBEDIÊNCIA



Foi um pouco difícil convencer um grupo de estudos bíblicos que eu dirigia, de que é sempre mais fácil falar sempre a verdade. As pessoas argumentavam que, às vezes, mentindo nos safamos de uma situação de aperto. Na hora até pode ser, eu contra-argumentei, mas a médio prazo ou a longo prazo ou, no mais tardar, na hora em que formos dar conta de nossos atos a Deus, então com certeza mentir sempre é mais difícil.
Fazer a coisa certa sempre é mais fácil. E melhor.
Em um comentário sobre o meu texto “UMA VISITA QUE EXIGIU UM PASSO A MAIS”, publicado aqui mesmo no nosso Blog, a Renata, uma das nossas seguidoras mais presentes, disse que “obedecer já é uma benção”. Fantástica essa observação. A Bíblia dá respaldo a esse pensamento:
“Guia-me pelo caminho dos teus mandamentos, pois neles encontro a felicidade.” (Salmos 119:35 NTLH)
Muitas vezes nos pegamos fazendo a vontade de Deus para obtermos d'Ele alguma coisa. Ou então afirmando que obedecer a Deus é muito difícil. Ou estamos obedecendo com a motivação errada ou não estamos obedecendo.
Mas dificilmente dizemos que obedecer é extremamente prazeroso e muito mais fácil, e que a obediência em si já é uma benção.
E é!
PARA REFLETIR:
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (João 14:21)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PENSE NISSO 88


Ouvi isso no rádio: “Natal de verdade é na Loja ...” e “Natal imperdível é no Supermercado ...”.

UMA VISITA PARA CONHECER UM BEBÊ



Um casal conhecido nosso, quando teve seu primeiro filho, recebeu inúmeras visitas daqueles que queriam conhecer o bebê. Certa noite eles resolveram fazer uma brincadeira com outro casal de amigos. Antes de as visitas chegarem eles colocaram o nenê dormindo no carrinho lá no quarto deles. E no quarto da criança que estava na penumbra, dentro do berço, colocaram um macaquinho empalhado que eles tinham. Imagine o susto e a reação daqueles dois que se debruçaram sobre a caminha para ver o bebê e se depararam com o macaco olhando para eles.
A expectativa era de ver uma criança linda, pois era o que todos falavam, mas ...
Por outro lado, já me surpreendi indo visitar recém-nascidos que haviam me dito ter “cara de joelho”, e chegar lá me deparar com uma criança linda.
Há 2000 e tantos anos, um anjo e depois um “coral” de anjos, apareceram certa noite diante de uns pastores que cuidavam de seus animais. Lhes indicaram um lugar onde eles poderiam ver uma criança que era nada menos do que o próprio Deus feito homem.
“E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem. E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer. Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura. E, vendo-o, divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino. Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores. Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração. Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado.” (Lucas 2:13-20)
Com que expectativa aqueles homens se encaminharam até o lugar indicado!
Ao chegarem, viram o bebê respirando, mexendo os bracinhos e as perninhas, viram seus cabelos, os olhinhos, e também o que mais me chama a atenção em um nenê, ou seja, as mãozinhas.
Diante deles estava o Messias! A promessa se cumpriu. Eles conheceram o Deus feito homem.
Ao ver um presépio, o que passa por sua cabeça? O que você sente?
PARA REFLETIR:
“Hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:11)


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O MAL QUE O FUTEBOL FAZ


Eu gosto muito de futebol. Ou gostava, sei lá. Ele mudou muito, ou fui eu?
Outro dia a Irlanda perdeu a vaga para a Copa do Mundo de 2010 para a França graças a um gol em que o jogador ajeitou a bola com a mão antes de fazer o passe que resultou no tento. O gol que o Maradona fez contra a Inglaterra em 1986, usando a mão, foi publicamente escolhido por ele mesmo como o mais bonito de sua carreira! E o mesmo ainda afirmou que foi o gol com a “Mão de Deus”.
Um gandula some com as bolas quando o time da casa está ganhando. O time “faz cera” quando está ganhando. Jogadores simulam que sofreram falta ou pênalti quando perdem a jogada por inabilidade.
Tudo isso por que a mentalidade reinante é que o importante é o resultado. Segundo essa idéia, “os fins justificam os meios”, o que é um erro, pois se os fins são nobres, os meios também devem ser nobres.
“O atleta não é coroado se não lutar segundo as normas.” (2 Timóteo 2:5)
Isso sem falar no extremo desrespeito ao juiz e aos bandeirinhas.
E no fundo nós sabemos que tudo é por causa do muito dinheiro que está literalmente em jogo. Ninguém pensa em honra, hombridade.
“Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.” (1 Coríntios 9:25)
“Visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.” (Hebreus 12:1-3)
Não sei dizer se o futebol influencia a vida ou se o mesmo retrata o nosso viver, ou ainda ambos. E o que me preocupa é que, ao incentivar nossas crianças e jovens a apreciarem o futebol, podemos estar ensinando a eles todos esses valores negativos.
PARA REFLETIR:
“Somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Romanos 8:37)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

MUITO PRAZER



A principal característica dos fariseus é saber muito sobre Deus e não conhecê-Lo. Há muitos fariseus hoje em dia.
Há uma diferença entre saber tudo sobre uma pessoa e conhecê-la realmente. Por exemplo, um fã pode saber tudo sobre um determinado cantor e não conhecê-lo.
Pode ser assim com o nosso relacionamento com Deus! Podemos saber tudo sobre Ele e não O conhecermos pessoalmente.
“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42:5)
Mas note as qualidades de Jó registradas no início de sua história:
“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1:1)
Integridade, retidão, temor a Deus e não praticar males são coisas que devemos almejar para a nossa vida, mas observe que essas coisas não o levaram a conhecer a Deus! O que o levou a ter o conhecimento real de Deus foi, primeiro suas aflições, em segundo a revelação de quem Ele, o próprio Deus, é. E depois a revelação de quem Jó era.
Para amarmos realmente alguém é necessário conhecermos essa pessoa. E a Deus também, e só assim poderemos agradá-Lo.
“Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jeremias 9:23-24)
PARA REFLETIR:
“Não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele.” (Efésios 1:16-17)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PENSE NISSO 87


Penso que uma das coisas mais difíceis que Deus faz é dar liberdade para uma pessoa não amá-Lo.

SIM, OBRIGADO



Há muito mais consciência e expectativa de gratidão no coração de quem faz um benefício do que no de quem o recebe. Quem faz algo pelo outro esperando receber algo em troca também está errado. Na maior parte das vezes, o pensamento de quem recebe um benefício é de que, o que foi feito não foi nada a mais do que a obrigação de quem o fez. E está certo, mas isso não exclui a obrigação da gratidão.
“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1 Ts 5:18)
Mais do que uma simples questão de educação, isso tudo nos revela nossa postura diante dos outros.
“Por estarem unidos com Cristo, vocês são fortes, o amor dele os anima, e vocês participam do Espírito de Deus. E também são bondosos e misericordiosos uns com os outros. Então peço que me dêem a grande satisfação de viverem em harmonia, tendo um mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos. Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.” (Filipenses 2:1-4 NTLH)
Isso se torna mais complicado quando percebemos que não é só com as pessoas que agimos com ingratidão, mas também para com Deus.
PARA REFLETIR:
“Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?” (Lucas 17:17)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

NÃO HÁ VITÓRIA SEM SACRIFÍCIO



Ela tem apenas 1 ano e 2 meses e nunca teve saúde. Incontáveis problemas, que agora foram agravados por um aneurisma no cérebro, o qual não pode ser operado por estar localizado em um lugar inalcançável. Se esse aneurisma estourar ela morre. O prognóstico dos médicos é que se não morrer essa criança vai ter no máximo uma vida vegetativa.
Ela se chama Vitória.
A mãe, conversando e desabafando conosco ali no escritório da Capelania do HC-UNICAMP, disse não aguentar mais tanto sofrimento da menina e dela mesma. Eu imagino, muito embora eu saiba pela minhas experiências ali no hospital, que as mães, de uma forma geral, quando tudo indica que elas chegaram ao limite final de suas forças físicas, emocionais e espirituais, elas conseguem se fortalecer tirando energia não se sabe de onde. Às vezes em Deus, outras sabe-se lá de onde!
“Por que?” é a pergunta que essa mãe desesperada repetia. Em um desses momentos eu pude lhe falar de um pensamento de alguém que não lembro quem, o qual afirma que sempre que Deus permite um grande sofrimento a uma pessoa, Ele a está elogiando, declarando indiretamente que essa pessoa é muito forte, pois “Deus é fiel e não permitirá que as pessoas sejam tentados além das suas forças” (1 Cor 10:13)
Não tenho dúvidas ao afirmar que um dos motivos pelos quais Deus não permite que a Vitória descanse é para preparar a mãe para a decisão que será talvez a mais dolorida de toda a sua vida, ou seja, entregar a vida da filha para Deus. Conversei com ela sobre isso.
Essa mãe reconhece que o melhor para a Vitória é ir para junto de Deus, mas ela ainda a quer para si mesma. Ela confessa que já fez uma “entrega”, mas foi só “da boca para fora”. Tem medo de falar isso de novo e não ser sincera. Eu lhe afirmei que não precisa nem dizer isso para Deus, pois Ele sabe de tudo o que se passa em nossos corações.
E isso é só entre ela, a mãe, e Deus. O máximo que podemos fazer é orar e ficar junto dela.
Por fim eu pude falar para a mãe da Vitória que conhecê-la foi uma da experiências mais preciosas que passei. “Eu!? Mas por que?” foi a sua reação. Emocionado, respondi: “É muito amor”.
PARA REFLETIR:
“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,” (Tiago 1:2)

domingo, 29 de novembro de 2009

O OLEIRO


sábado, 28 de novembro de 2009

PENSE NISSO 86


O sucesso da vida espiritual está muitíssimo mais relacionado com a oração que é feita em secreto do que com o que fazemos ou deixamos de fazer publicamente.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ESCOLHER QUEM VAI VIVER



Foi uma das experiências mais difíceis pelas quais passei. A mãe do Jéferson me procurou para pedir ajuda. O filho dela tinha 45 anos, portador do vírus da AIDS, pegou uma bactéria que lhe dava diarréia direto. E os médicos lhe disseram que para combater esse mal só tinha um jeito: tomar um remédio importado caríssimo. Não lembro quanto custava, mas era muito dinheiro. E mais: se ele não tomasse o tal remédio, iria morrer. Falei com algumas pessoas da minha Igreja e conseguimos levantar a tal quantia. Contei isso para a mãe do Jéferson, que contou para o médico, que veio falar comigo. O que ele me falou me deixou um pouco perdido. Ele perguntou se eu não achava melhor nós investirmos aquele dinheiro com outros talvez 10 a 15 pacientes que não estavam tão ruins e que também precisavam de outros remédios não tão custosos mas também caros. Consultei os doadores e eles me disseram para fazer o que eu achasse melhor.
Pedi conselho a um outro médico amigo meu e ele contou que certa vez teve que escolher para colocar no único respirador mecânico disponível, ou um senhor de setenta e poucos anos, que era muito bonzinho por sinal, ou um jovem de 18 anos, todo tatuado, que sofreu um acidente durante um “racha” em alta velocidade. Salvaram o jovem e o velhinho morreu.
Eu continuei em dúvida. Estava na hora de eu vivenciar o seguinte:
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento.” (Tiago 1:5-6)
Voltei a falar com o médico do Jéferson, o qual me falou que o caso dele era urgente, e o dos outros não. Baseado nisso, demos o remédio a ele.
Menos de 15 dias depois, ele morreu.
Ele já havia se convertido ali mesmo, no hospital.
PARA REFLETIR:
“É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Coríntios 15:53-55)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

UMA VISITA QUE TROUXE MUITA ALEGRIA



Quando entrei no quarto daquela paciente ela estava arrumando as malas para ir embora. Os médicos haviam dado alta para ela ir para casa. Foram quase 60 dias internada. Depois que nos cumprimentamos e ela entusiasticamente me contou que finalmente ia dormir na sua própria cama, aquela jovem senhora compartilhou o seguinte: “Pastor, dá para o senhor imaginar a minha alegria quando o médico veio me visitar e falou que eu podia ir para casa hoje? Eu até chorei”. Realmente, existem visitas que nos trazem muita alegria.
“Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Isaías 52:7)
Note agora o que disse um anjo que foi visitar alguns pastores que estavam no campo cuidando de suas ovelhas na ocasião do nascimento de Jesus:
“Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2:8-11)
Intrigante é o fato de que, para alguns, a mensagem da salvação em Cristo não se constitui em boas notícias! Um profeta chamado Simeão alertou sobre isso quando pegou Jesus no colo no dia em que Ele, o Senhor, foi circuncidado. Entre outras coisas ele profetizou: “Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição” (Lucas 2:34)
Qual foi, ou qual é, a sua reação ao saber da notícia da salvação em Cristo?
PARA REFLETIR:
“E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:10-11)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ESPERANDO



No final da tarde lá estava eu esperando a Denise vir me buscar no HC-UNICAMP. Perto de mim estava, também esperando para ir embora, um rapaz que também anda em uma cadeira de rodas, ou como se diz de uma forma politicamente correta, um cadeirante. Bem-humorado, ele virou para mim e observou: “Ainda bem que nós esperamos sentados”. Concordei e sorri para ele. Bem devagar passou pela minha frente uma garota de uns 4 anos de idade, que tinha nas mãos uma revista infantil e um lápis. Ela estava acompanhada por duas senhoras, as quais não reparei muito na hora, pois a menininha, muito simpática, sorriu para mim. Também sorri para ela.
Nesse momento o rapaz da cadeira de rodas se despediu de mim e a minha atenção se voltou novamente para ele. Depois que ele se foi, passados alguns minutos, resolvi dar umas voltinhas por ali. Na calçada em frente ao hospital há uns bancos para o povo se assentar, e quem eu vejo sentadinha em um deles, talvez esperando a hora de poder ir embora? A garotinha.
Ela tinha acabado de desenhar algo e virou para uma das senhoras que a acompanhavam, mostrou a revista e falou: “Mãe, olha o que eu fiz”.
A mãe falou que era muito bonito, começou a acariciar o cabelo da filha e ficou olhando-a pensativa. Aquela jovem senhora não tinha nenhum fio de cabelo nem sobrancelhas. Com certeza sofreu um tratamento quimioterápico.
Não posso afirmar com certeza, mas acho que aquela mãe estava pensando no futuro. Eu pensei. E pensei no futuro daquela criança, do qual talvez a mãe não possa participar.
É estranho e preocupante que vivamos como se nada fosse acontecer conosco.
“Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.” (Tiago 4:13-15)
Acredito que aquela senhora, desde que ouviu o fatídico diagnóstico, aprendeu a valorizar cada momento da vida.
Creio que devemos viver como se estivéssemos apenas esperando a hora de poder ir embora.
PARA REFLETIR:
“Buscai em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:33-34)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

UMA VISITA QUE EXIGIU UM PASSO A MAIS


Há momentos na nossa vida, ímpares, em que devemos obedecer para em seguida vermos os milagres acontecerem.
Deixe-me dar um exemplo.
“Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.” (Mateus 12:10-13)
Jesus ordenou que aquele homem fosse até o meio da sinagoga e, diante de todos, ordenou que ele fizesse uma coisa que obviamente não poderia ser feita: estender a mão. Mas ele obedeceu. E no exato momento em que ele obedecia o milagre se realizou, e sua mão, que antes era definhada, retraída, murcha, foi sarada e ficou boa como a outra.
Não posso afirmar que os milagres só acontecerão após fazermos algo em obediência, mas que a maioria dos entraves para a realização de milagres em nossa vida devem-se à nossa desobediência, isso não tenho dúvidas.
Veja esse outro exemplo: “Disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” (Êxodo 14:15) Os israelitas tinham à sua frente o Mar, e na retaguarda o exército egípcio. Marchar para onde?
José, após a visita do anjo que lhe ordenou receber Maria por mulher também tinha que obedecer e ver o milagre de Deus se fazendo homem. E ele obedeceu: “Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1:24-25)
Isso tem implicações sérias. Se não conseguimos obedecer nas coisas que são os fundamentos do cristianismo, tais como ler a Bíblia, orar e principalmente amar, como fazer o “passo a mais”? Esse passo a mais seria o estender a mão ressequida, que por ser defeituosa não se estende.
PARA REFLETIR:
“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (João 14:12-15)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

UMA VISITA QUE FOI UM SONHO



Via de regra, no Velho Testamento, quando ali é relatado que alguém teve uma visão, a mensagem era para todos, e se fosse um sonho, então a mensagem era particular, para a pessoa que sonhou. Podia até envolver outras pessoas, mas dirigia-se principalmente à pessoa em particular. Com isso em mente, vejamos esses versículos:
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mateus 1:18-21)
Vamos nos colocar no lugar de José. Enquanto ele pensava em resolver um problema social, terreno, lhe é revelado que vai nascer de Maria, Aquele que vai possibilitar o acesso aos céus a todos os homens, apesar do pecado de todos e de cada um.
Tenho um pequeno presépio que, por sinal já está montado na sala de casa. É pequeno, tem só a Maria que está agachada observando o menino Jesus deitado numa manjedoura, José em pé, e uma pequena armação simbolizando um estábulo. Só. É pequenino meu presépio, mas me faz lembrar e pensar no Natal.
Hoje, por exemplo, peguei o bonequinho que representa José e tentei imaginar o que sentiu aquele homem ao olhar para Jesus e pensar que junto com Maria, era sua responsabilidade “criar o Criador”. Criar que eu digo é cuidar, educar, ensinar a andar, a se alimentar direito, a proteger (lembra que ele levou a família para o Egito?), a ensinar carpintaria, e tudo o mais.
Creio que, o que o sustentou nessa enorme tarefa, foi o aparecimento do anjo em sonho lhe revelando os planos de Deus para ele, José.
Ele sabia que Jesus era (e é) o Salvador do mundo, ele sabia também que aquele bebê era Deus que veio morar conosco.
PARA REFLETIR:
“Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).” (Mateus 1:22-23)

PENSE NISSO 85

Entronizamos Deus como o Rei do Universo, mas não do nosso coração.

sábado, 21 de novembro de 2009

SÉRIE A


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

RAZÃO DE SAIA CURTA (Rui Motta)

A questão da moral no seio da sociedade é um assunto de extrema
delicadeza e de conveniente profundidade, de forma que o preconceito e a
intolerância não se sobreponham aos direitos fundamentais de cada
cidadão. Os limites de comportamento impostos às pessoas apenas refletem
os padrões que são aceitos pela maioria, resultando no grau de aceitação
de cada um em seu grupo de identificação ou de afinidades culturais.
A homogeneidade de comportamentos é inaceitável. As pessoas têm caráter
e personalidade diferenciados, moldados a partir de inúmeros fatores
psicológicos, físicos, culturais, éticos ou mesmo estéticos, com total
liberdade de escolha pelo que lhes convêm, desde que respeitados os
limites da transgressão de valores da mesma sociedade.O caso de
flagrante intolerância envolvendo uma estudante da Universidade
Bandeirante (Uniban), de São Bernardo do Campo, teve uma repercussão
extraordinária pelo caráter inusitado dos fatos e seus desdobramentos,
expondo um momento de intolerância e violência tolerados, onde vários
princípios foram violados em nome de uma reação desmedida pela quebra de
um pretenso padrão de moral da instituição.
Fica evidenciado que a universidade tem o direito natural de estabelecer
os seus próprios padrões e rituais sociais, determinando os quesitos de
disciplina, vestimentas, atitudes dentro da escola, em pacto aceito
pelas partes. Mas têm também os educadores o compromisso e
responsabilidade de manter o nível de relacionamento em suas
instalações, não permitindo ou estimulando atitudes de agressão como as
registradas no caso. Ao retroceder na intenção de expulsar a aluna
envolvida no episódio, o reitor da Uniban cede posições ou busca uma
saída menos comprometedora do que as evidenciadas nas primeiras
manifestações, quando precipitou-se em julgamento moral que não lhe cabia.
Se a jovem teve algum comportamento indevido, nada justifica a
escandalosa repressão a que foi submetida. A óbvia desproporção entre o
fato de usar uma saia curta e a humilhação que lhe foi imposta mostra o
quanto o espírito de descomprometimento com limites sociais está
arraigado no espírito daqueles jovens, levados a uma espécie de catarse
coletiva irresponsável, de fundo e motivações dificilmente explicáveis.
Os jovens envolvidos demonstraram um laivo de desrespeito e infundada
intolerância, não compatível com os hábitos e costumes dos mesmos
estudantes, certamente expostos a situações onde as roupas e os atos não
são menos ousados e nem por isso suscitam reações de violência.
O episódio apenas adquiriu tal proporção por conta da ampla exposição
inicial na internet. Serve como um paradigma de reflexão sobre o
comportamento da nova geração, conflituosamente dividida entre a
liberdade e as indefinições de padrões. Uma geração que é bombardeada
por imagens, conceitos, informações e cultura não pode deixar de lado o
absoluto respeito ao direito dos demais e à natural diversidade de
padrões morais e estéticos. Menos que isso é mera hipocrisia.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CORPO A CORPO


Outro dia vi no chão uma formiga que havia sido pisada não fatalmente. Ela se contorcia toda. Como formiga não sente dor, imagino que seu esforço frenético era para fazer seu corpo, ou o que restava dele, voltar a funcionar. Visto que uma parte dele estava esmagado, sua luta era inútil.
Sempre me causou estranheza isso de um ser vivo ter que continuar dentro do seu corpo quando alguma coisa nele está estragada, ou danificada ou doente. Carro, por exemplo, podemos trocar por outro, corpo não.
Minha convivência com pessoas que possuem ou uma doença ou sequelas de diversos males é diária. Ontem mesmo me entristeceu muito saber que uma das crianças com uma doença crônica, e que por causa disso não pode sair do hospital, teve uma febre muito alta que provocou uma convulsão, a qual lhe tirou o movimento dos dois braços. Essa sequela provavelmente é irreversível. Fui visitar essa criança. Incrível, ela ainda consegue rir!
Fiquei sabendo certa vez de uma jovem que tinha uma doença que a deixou sem se mexer, a não ser o rosto. Cristã firme, mesmo presa definitivamente a um corpo imóvel, corpo que tinha que ficar deitado permanentemente em um leito de hospital, não deixava de servir ao Senhor: escrevia, com a boca, cartas de consolo e evangelização para os outros pacientes.
Ela já morreu, e está no céu de alma e espírito, esperando ter de volta seu corpo, só que transformado e glorificado.
PARA REFLETIR:
“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 15:51-57)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

COERÊNCIA E PUREZA

Você já deve ter ouvido algum comentário igual ou parecido com esse: “Ele fez isso por pura maldade”. A princípio, essa expressão “pura maldade” pode parecer incoerente, pois como pode uma coisa ser pura e maldade ao mesmo tempo? A impressão de desarmonia surge pelo fato de confundirmos pureza com santidade. Pureza é não estar misturado com outros elementos, é estar sem sujeira ou corrupção. Nós podemos ter ouro puro quando todos os metais menos nobres e sujeiras forem retirados. E desculpem a comparação meio chula, mas podemos ter um balde cujo conteúdo é puro cocô, onde não há, por exemplo, pedras.
Como cristãos, podemos e devemos ser santos e puros.
“Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:15-16)
“E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.” (1 João 3:3)
“Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.” (2 Timóteo 2:22)
Como aplicar isso na nossa vida? Por exemplo: se um médico se dedica a um paciente interessado apenas na sua cura, ele está sendo puro em seus propósitos. Se o médico visa a cura e ganhar dinheiro, já não há pureza. Mas, se ele só quer ganhar dinheiro, há pureza!
Se alguém se relaciona com alguém apenas para satisfazer as necessidades legítimas do outro, há pureza nas intenções, mas se ela ama visando ser amado, é um relacionamento impuro. Pode até não haver imoralidade, mas é impuro.
PARA REFLETIR:
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.” (Tito 1:15)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SER COERENTE


Um amigo e irmão em Cristo recebeu um conselho quando jovem que norteou toda a sua vida, que por sinal é muito bem sucedida. O conselho foi: seja sempre coerente. Diante desse compartilhar que acabou sendo um testemunho, resolvi estudar isso mais profundamente.
Coerência é ter nexo entre os fatos, harmonia entre os pontos. Mais profundamente, é não haver conflito de interesses.
Logo no início das minhas reflexões sobre esse assunto, me veio à mente os cristãos que se identificam como tal mas vivem como se não o fossem. Veja o versículo seguinte:
“(Jesus) Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.” (Mateus 21:19)
A figueira dá folhas e frutos ao mesmo tempo. As folhas então, anunciam que há frutos. Jesus nos ensinou com esse episódio, que não podemos anunciar que somos cristãos e não vivermos naturalmente como tais. É incoerente.
O cristão que vive assim (e creio que somos todos) tem dentro de si um conflito de interesses. Paulo confessou ter esse problema: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.” (Romanos 7:15)
Aqui cabe a velha ilustração que conta termos dentro de nós 2 leões: um do bem e outro do mal, e os dois vivem brigando. Qual vai vencer? Aquele que dermos mais alimento.
Talvez por tudo isso, via de regra, coerência não é listada entre as virtudes. Ela aponta para a pureza, essa sim, uma das principais virtudes.
Mas isso vai ter que ficar para amanhã. Mas não penso que esperar até lá vai ser problema, pois já temos bastante aqui para nos ocupar.
PARA REFLETIR:
“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)