segunda-feira, 1 de setembro de 2008

QUE LOUCURA, MEU!

Há uns tempos atrás, desenvolvi um trabalho de Capelania no extinto manicômio Bierrembach de Castro, que funcionava na Rua 1º de março, em Campinas. Certo dia, quando cheguei ao hospital, notei que havia um buraco relativamente grande na parede. Acima, haviam escrito a seguinte frase: “Loucos, saiam por aqui”! O mais interessante, porém, era que a frase fora escrita no lado da parede que dava para a rua, dando a entender que os loucos não eram aqueles que estavam internados no hospício, mas sim aqueles considerados “normais”, que andavam livremente pelas ruas.
Gostaria de refletir um pouco a respeito do que entendemos como loucura. Não estou me referindo à loucura patológica ou uma doença, mas a um tipo de comportamento que a sociedade, de modo geral, considera inaceitável.
Para se ter uma idéia bem clara daquilo que considero “loucura”, apresento a seguir uma relação de algumas atitudes aceitas pela maior parte das pessoas, mas que, aos meus olhos, me parecem um verdadeiro desatino, ou, no mínimo, coisa de quem tem um “parafuso a menos” na cabeça.
Comecemos com algumas músicas – se é que podemos chamar de músicas – extremamente sensuais, com letras maliciosas e até mesmo de conteúdo abertamente pornográfico, que são cantadas e dançadas (acompanhadas de gestos imorais!) pelas crianças, sob os olhares tolerantes – e aprovadores – dos adultos.
Outra coisa que considero “loucura” é pensar que determinada atitude seja certa, correta e honesta pelo simples fato de ser considerada assim pela maioria das pessoas.
Outra insanidade, a meu ver, é passar o dia vendo televisão.
Reconheço que essas opiniões são pessoais, e não posso obrigar ninguém a aceitá-las. Mas, consideremos então um padrão que esteja acima de nós, e que tenha mais autoridade (a palavra autoridade vem de autor ou aquele que cria). Esse padrão pode ser encontrado na Bíblia, que é a Palavra de Deus, aquele que criou todas as coisas.
Certa ocasião, ouvi algumas pessoas afirmarem que a leitura excessiva da Bíblia deixa as pessoas malucas (!!??). Embora eu não consiga entender o porquê desse tipo de pensamento, há muita gente que concorda com isso. Mas posso afirmar por experiência própria que a verdade está justamente no contrário. Quanto mais lemos e estudamos a Palavra de Deus mais aprendemos como viver melhor. Tenho me dedicado diariamente à leitura da Bíblia há mais de trinta 30 anos – e ninguém até hoje me considerou insano ou alienado. Muito pelo contrário, muitas pessoas podem testemunhar a transformação que Deus fez em minha vida depois que me converti ao cristianismo.
Vejamos assim o que a Bíblia tem a dizer sobre esse assunto:
Não se enganem! Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões dessa era, deve tornar-se “louco” para que se torne sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus. Pois está escrito: “Ele apanha os sábios na astúcia deles”, e também: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios e sabe como são fúteis” (1 Co 3.18-20).
Podemos perceber por esses versículos que as pessoas podem ser classificadas em dois grupos, ou seja, “loucos” ou “sábios”. Antes de avaliar a qual grupo você é, vejamos mais alguns versículos para que não reste nenhuma dúvida sobre quem é sábio e quem é “louco”:
O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina (Pv 1.7).
Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria (Tg 3.13).
Depois de todas essas considerações, como você se considera, louco ou sábio? Você quer ser sábio ou adquirir mais sabedoria? Então leia a Bíblia! O estudo da Palavra de Deus o tornará sábio e lhe dará entendimento para viver de acordo com a vontade de Deus.

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