terça-feira, 17 de novembro de 2009

SER COERENTE


Um amigo e irmão em Cristo recebeu um conselho quando jovem que norteou toda a sua vida, que por sinal é muito bem sucedida. O conselho foi: seja sempre coerente. Diante desse compartilhar que acabou sendo um testemunho, resolvi estudar isso mais profundamente.
Coerência é ter nexo entre os fatos, harmonia entre os pontos. Mais profundamente, é não haver conflito de interesses.
Logo no início das minhas reflexões sobre esse assunto, me veio à mente os cristãos que se identificam como tal mas vivem como se não o fossem. Veja o versículo seguinte:
“(Jesus) Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.” (Mateus 21:19)
A figueira dá folhas e frutos ao mesmo tempo. As folhas então, anunciam que há frutos. Jesus nos ensinou com esse episódio, que não podemos anunciar que somos cristãos e não vivermos naturalmente como tais. É incoerente.
O cristão que vive assim (e creio que somos todos) tem dentro de si um conflito de interesses. Paulo confessou ter esse problema: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.” (Romanos 7:15)
Aqui cabe a velha ilustração que conta termos dentro de nós 2 leões: um do bem e outro do mal, e os dois vivem brigando. Qual vai vencer? Aquele que dermos mais alimento.
Talvez por tudo isso, via de regra, coerência não é listada entre as virtudes. Ela aponta para a pureza, essa sim, uma das principais virtudes.
Mas isso vai ter que ficar para amanhã. Mas não penso que esperar até lá vai ser problema, pois já temos bastante aqui para nos ocupar.
PARA REFLETIR:
“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)

3 comentários:

  1. Eu gostaria de ser um videira cheia de frutos não como aquela que Jesus secou.Ciça.

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  2. Caro Xyko,

    Interessante é que a coerência parte de um julgamento de relação com um todo de referência. Esse todo pode ser racional (coerência lógica e argumentativa), moral (relativo a um dever, como no caso da figueira) ou estética (experiência ao apreciar uma pintura, por exemplo). Em geral nossas referências são o verdadeiro, o bem e o belo...
    No fundo todos nós aspiramos pelo ideal e absoluto e nossa percepção das coisas nos leva desde contemplar a "harmonia" (= coerência) de um por-do-sol até a sensação de simpatia por uma pessoa desconhecida.
    Interessante também é que Jesus reforça o conceito de coerência com a nossa essência no relato da figueira: qual é a essência de uma figueira? É dar folhas e frutos (figos, por isso o nome "figueira"), não dar figos, portanto, é não ser figueira.
    Se nós somos ramos da videira que é Jesus, somos cristãos, qual é a nossa essência...?

    Muita Paz,

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  3. Oi Xyko!

    Eta pancada na minha moleira!...
    Percebo cada vez mais que quando nos afastamos de Jesus, deixamos de ser ramo,e assim, não estamos ligados a videira, e assim, deixamos de ser veículo para que de forma coerente, nasça por meio de nós aquele que representa a essência... O fruto!
    "... Porque sem mim, nada podeis fazer." (João 15:5)

    Preciso permanecer em Cristo!(...)

    Um forte abraço,

    Tartaruga, o ninja!

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